O CAÇADOR DE RECOMPENSAS – POR TRÁS DE UMA VINGANÇA – CAP. 02


Caveira se aproximou do corpo do bandido no chão e conferiu se este estava mesmo morto.

O xerife Stone se levantou observando cuidadosamente se nenhum cidadão havia se ferido.

- Ei! Xerife! – chamou Caveira.

Stone ignorou.

- Xerife! Estou falando com você!

Stone olhou para ele.

- Essa não é a melhor hora, aliás, você tem um bando pra capturar.

- Aquele bando não é problema meu, eu quero minha recompensa – discutiu.

- Vai ter sua recompensa quando trouxer todos os componentes do bando pra mim.

- O quê?! Essa não foi sua proposta!

- Eu disse que daria mil doláres por cada cabeça, mas não havia exposto as condições. E ai estão elas – explicou o xerife com um sorriso malicioso nos lábios.

Caveira engoliu a saliva. Sua paciência estava se esgotando, e,  naquele momento, ele queria estrangular o xerife por esta decisão.

- O que foi? Desistiu da perseguição? – ironizou.

- Pro diabo, seu desgraçado.

Stone sorriu vendo Caveira se afastando. Porém, o sorriso sumiu de seus lábios quando o caçador de recompensas montou em seu cavalo.

- Ei! O que está fazendo?

- Vou buscar o bando e falando nisso, estou pegando seu cavalo emprestado.

Dizendo isto, Caveira bateu e o cavalo correu deixando o xerife fervendo de raiva.

CONTINUA…

Por Naôr Willians

O CAÇADOR DE RECOMPENSAS – POR TRÁS DE UMA VINGANÇA – CAP. 01


Caveira e o xerife olharam enquanto cinco homens montavam seus cavalos segurando sacos cheios de dinheiro.

- Chifres do diabo! Esse bando de renegados não param de atormentar! – exclamou o xerife sacando seu revolver.

Caveira, entretanto, sem se preocupar partiu na direção oposta com seu dinheiro.

- Ei! – chamou o xerife usando uma carroça como escudo – Me ajude aqui!

- Sinto muito, mas isso não é problema meu – respondeu o rapaz sem olhar para trás.

Disparos furiosos atingiam a carroça, enquanto Stone recarregava seu revolver.

O xerife se levantou com cautela, mas para a surpresa, um tiro acertou-lhe a mão. Ele gritou voltando-se novamente para a carroça.

- Inferno! Eu darei mil doláres por cada cabeça do bando! – gritou ele.

Caveira parou ouvindo isso.

- Por cada cabeça? – questionou o caçador de recompensas.

- Dou minha palavra!

Sem hesitar, o rapaz puxou o revolver do gatilho acertando um dos bandidos.

Isso atraiu de vez a atenção dos outros para ele.

Porém, antes que o primeiro disparo fosse ouvido da parte dos bandidos, outro deles caiu no chão com tiro no peito.

- Vamos dar o fora! Esse cara atira como o demônio!

Os três últimos bandidos bateram forte nos cavalos e saíram deixando a poeira para trás.

CONTINUA…

Por Naôr Willians

O CAÇADOR DE RECOMPENSAS – POR TRÁS DE UMA VINGANÇA – PRÓLOGO


Em algum lugar do estado do Kansas…

- Xerife! Xerife! – alguém estava batendo em desespero na porta do Xerif Offices.

Rapidamente, o xerife, um homem de bígode, com a mão no coldre.

- O que foi Leo?

- Ele está chegando! E está trazendo o bando inteiro!

- Rapaz, respire e me diga quem está vindo – repreendeu o xerife.

O garoto segurava um chapéu na mão e respirava com dificuldade.

- O caveira está vindo com o bando do Lester numa carroça!

O xerife arregalou os olhos.

- Caveira?!

Mas, para a surpresa dos dois, naquele momento a carroça parou ali.

Um homem usando uma jaqueta com o desenho de uma caveira encarou o xerife.

- Bom dia xerife Stone – disse com a voz rouca.

- O que você quer? – perguntou o xerife com ignorância.

- Vim buscar minha recompensa.

Dizendo isto, o caveira virou a carroça com habilidade deixando cair cinco corpos.

O xerife reconheceu os corpos como sendo de um bando de ladrões de diligências que viviam pela redondeza.

- Estão mortos! – retrucou o xerife.

- Mas estão aqui – disse o caçador de recompensas.

- Eu precisava deles vivos!

O caveira se aproximou de um cartaz que estava pregado na parede ao lado da porta. Arrancou e posicionou na frente do xerife.

- Procuram-se Vivos ou Mortos – ele leu – Eu apenas fiz como era mais fácil pra mim.

O xerife rangeu os dentes. Qualquer outro o teria feito, afinal, o caveira estava fazendo o trabalho dos xerifes e ganhando enormes recompensas com seu gatilho.

- Vamos entrar – disse o xerife – Leo, por favor, recolha estes corpos.

Um minuto depois, dentro da Xerife’s Office…

- Aqui está – o xerife havia acabado de colocar a última pilha de dinheiro.

O caveira estava sentado folgadamente sobre a cadeira. Levantou-se, abriu um saco velho e começou enchê-lo do dinheiro.

- Xerife, acho bom não tentar fazer isso – disse ele ainda colocando o dinheiro dentro do saco.

- Fazer o quê?

- Acha que eu sou quem?! – gritou o caveira – Está faltando dinheiro! Não vacile porque encho o teu corpo de balas e acredite não vou sentir nenhuma mágoa.

O xerife ergueu os braços jogando outros dois pacotes de dinheiro na mesa.

- Que o inferno o engula…

- Também foi um prazer ajudar xerife – caçoou o caveira saindo do lugar.

Mas, naquele momento, disparos foram ouvidos. Os dois correram para fora rapidamente.

Logo, quando saíram para fora, entenderam que um assalto estava acontecendo ao banco.

CONTINUA…

Por Naôr Willians

COMUNICADO AOS LEITORES


Caros leitores.

Infelizmente por falta de inspiração estou suspendendo a continuação de quaisquer séries e futuras publicação de minha pessoa. Elas voltarão sim, mas quando eu estiver inspirado pois atualmente a situação está dificil. Ainda assim, postarei um texto de escritores brasileiros por semana ou alguma série. Aguardem.

Obrigado pela compreensão

Alci Santos – editor

A GAROTA COM OS OLHOS CASTANHOS


Hoje senti medo
Medo de te perder
Hoje vi o céu escuro
Era o medo de não te ver
Hoje a angustia tomou conta de mim
E eu comecei a não ter vontade de existir
Então parei e perguntei
Por que estou assim?
Logo a lembrança veio à mim
Lembrança do pesadelo que tive
Pesadelo onde eu perdia você
Onde perdia a vontade de viver
Onde o medo parecia prevalecer
Onde a dor começava a me corroer
E a vida aos poucos desfalecer
Compreendi que não havia graça na vida sem você
Compreendi que não podia mais viver
E no final do pesadelo
A minha decisão mais inconsequente
Veio transparecer
Pois num enorme precipício eu quis morrer
Não posso te perder por nenhum segundo
Você é a razão de eu me levantar
De eu respirar, de eu existir
Meu medo ainda gela minha espinha
Mas a sensação de sua presença
Vence meu medo e faz crescer o amor
Novamente compreendi que não somente gosto de você
O medo me fez entender
Que eu te amo demais
Eu não vivo sem você.

Por Naôr Willians

COMUNICADO AOS LEITORES


Caros leitores.

Felizmente o nosso primeiro Hero Crossing Over (cruzamento entre heóis) sairá da gaveta. No dia 03 de junho já está marcado o prólogo. Porém somente o grupo C.H.I.L.D. está definido como participante. Estou escolhendo qual o herói do Naôr vai fazer parte dessa história. Assim que tiver uma definição aviso a vocês todos.

Por enquanto curtam PINÓCCHIIO E OS CONTOS DE FADAS. Muitos estão me perguntando por e-mail o que significa BAMBOLA DI LEGNO. Traduzido do italiano para o português, tem o significado do que o Pinócchio é na verdade: Um boneco de madeira. Bambola=boneco e Legno=lenha(madeira). Espero que tenha esclarecido a todos.

Um grande abraço a todos os leitores

Alci Santos – editor

SOBREVIVENTES – CAP. 17


- Estiveram aqui agora pela manhã – afirmou Ricardo analisando o terreno.

Fábio olhou para o barranco e imaginou a cena.

- Devem ter caído pelo barranco – disse ele.

- É bem certo que sim, veja as marcas.

- Bom, então, ao menos estão vivos – aclamou Rodolfo, mais aliviado.

- Se andarmos rápido, vamos alcança-los antes do pôr do sol – declarou Ricardo.

- Ótimo! Vamos colocar o pé na estrada – incentivou Fábio.

***

- Essa decisão precisa ser bem analisada – dizia Eloísa ajeitando o óculos.

- Droga! Não viram aquele corpo na praia! – retrucou Wilson suando – Aquele é o sinal iminente que precisamos sair daqui.

- Olha, primeiro vamos esperar os outros voltarem e decidiremos por votação o que iremos fazer – sugeriu Amanda.

- Ela está certa – concordou Thais – Uma decisão unanime soa melh0r.

- Droga! Vocês ainda não entenderam o perigo que estamos correndo aqui?! – Wilson passou a mão no rosto.

- Entendemos – disse Amanda – E vamos correr o risco mesmo assim.

- Certo, se essa é a decisão final de vocês, então, aproveitem bem.

Dizendo isto, Wilson levantou-se, buscou uma bolsa com algumas coisas e saiu andando floresta adentro.

- Espere! O que está fazendo?! – indagou Thais correndo atrás dele.

Amanda também correu, porém, Eloísa permaneceu sentada observando.

- Aonde pensa que vai?! – perguntou Amanda, foi quase uma intimação.

- Eu não vou ficar pra morrer – respondeu Wilson – E também não sou babá de vocês. Já que querem tanto ficar, se virem.

- Você não pode fazer isto! – resmungou Thais.

- Quem vai me impedir? – Wilson voltou a andar deixando as duas para trás.

- Não! Não faça isso! Não nos deixe aqui! – gritava Thais em desespero.

- Esquece, não precisamos dele – retrucou Amanda.

- Como não precisamos?! Somos três mulheres sozinhas aqui!

- Fique despreocupada, se alguém aparecer, eu tenho isso – Amanda mostrou o revolver.

Thais olhou-a, engolindo a saliva.

***

Wellington e Nicolas realmente estavam perdidos. Aventurar-se floresta adentro não trouxe nenhum benefício, talvez uma fogueira tivesse sido uma ideia melhor.

- Ainda não acredito que eu estava delirando – falou Nicolas – Tudo parecia tão palpável.

- Você ainda não se esqueceu disto, é?

- Cara, eu estava lá. Foi real e pela primeira vez em tantos anos, tive medo – os olhos de Nicolas estavam distantes.

Wellington parou, cansado.

- Parece até que estamos andando em círculos.

Neste momento, um estalo soou. Nicolas e Wellington abaixaram-se em silêncio total. Infelizmente, em situações como essas tudo parecia ser alguma coisa.

- Será ele? – sussurrou Nicolas.

Os dois estavam atônitos, trêmulos.

- Nicolas! Wellington! Weverton!

Os gritos que soaram trouxeram alívio a eles. Eram vozes conhecidas. Nicolas e Wellington correram e finalmente depois de toda a confusão da noite passada, encontraram um porto seguro: eram Ricardo, Rodolfo e Fábio.

- Oh! Finalmente! – suspirou Fábio.

O mais estranho era perceber como a relação com aqueles estranhos havia se intensificado durante aqueles dias.

- E Weverton? – indagou Rodolfo, aliviado e preocupado.

- Está morto – declarou Wellington, aflito.

- O quê?! – Fábio arregalou os olhos.

- Peraí, explica a história desde o início, porque o Henrique voltou para a praia em estado de choque e até agora não contou nada!

- Aquele maldito voltou para lá?! – exclamou Nicolas, furioso.

- Mas por que toda essa raiva?! Quem me explicar o que foi que aconteceu?! – Ricardo falou autoritário.

- Henrique matou Weverton! – gritou Wellington, com lágrimas – Ele matou…

Todos se entreolharam.

CONTINUA…

Por Naôr Willians