12º D.P. – OS JUSTICEIROS – CAPÍTULO 11


Uma hora depois em frente à Joalheria “Bead of Gold”…

– Realmente é estranho Ming, uma joalheria aqui no porto. Imagine quantas tentativas de assalto já deve ter sofrido.

– Pois é Will, mas vamos entrar para dar uma olhada mais de perto. Talvez tenha algo lá que acrescenta à investigação.

Os dois parceiros entraram na joalheria sem notar que um par de olhos os acompanhava de fora. Ao entrarem, o homem se aproximou da porta que era de madeira e facilmente poderia escutar as conversas.

Dentro, logo uma moça aparentando idade de uns vinte e cinco anos e bem vestida aproximou-se e perguntou:

– Bom dia cavalheiros, em que posso ajudá-los?

Ming que estava disposto a fazer uma boa observação do local disse rapidamente antes de Will:

– Infelizmente eu não preciso da sua graciosa ajuda, mas meu amigo Will sim que está querendo comprar uma joia para dar para sua namorada.

Will olhou surpreso para Ming que em seguida após se mover para trás da atendente deu uma piscada e fez um sinal que iria olhar tudo por ali. Assim, Will resolveu entrar na “brincadeira”.

– É verdade senhorita, pretendo noivar em breve e terei que dar uma joia de presente para minha amada. O que você sugere?

– Venha aqui na vitrine para ver se gosta dessas senhor.

Aproveitando que os dois tinham se afastado, Ming começou a observar as particularidades do local.

Depois de dar várias voltas sem achar nada de interessante, notou um pequeno corredor que dava para os fundos da joalheria. Resolveu ir mais a fundo e notou que antes do fim do corredor havia uma porta pintada de azul.

E havia uma placa na porta onde estava gravado em tom dourado: “Joe Albert – Detetive particular”.

Ming voltou imediatamente para o salão principal da joalheria para falar com Will.

Durante todo esse tempo o homem permaneceu perto da porta escutando.

– Will, preciso falar com você – disse Ming olhando seriamente para o amigo.

CONTINUA…

Por Alci Santos

12º D.P. – OS JUSTICEIROS – CAPÍTULO 10


– Estranho, ter uma joalheria no porto. Talvez seja uma fachada para algo mais sinistro Will.

– Tem fundamento Ming.

– Pronto amigo, aqui está o seu dinheiro. Você mereceu. Evite falar com outras pessoas sobre nossa conversa.

– Não se preocupe senhor, se eu falar serei demitido. Então vou por um zíper em minha boca.

– Ótimo.

E assim o homem se dirigiu para a porta dos fundos enquanto Will e Ming pela convencional. Mal o taxista sabia quem ia encontrar.

A porta dos fundos dava para um beco deserto. O taxista saiu e guardou seu dinheiro bem satisfeito quando Bradley aparece na sua frente.

– Bonito pra sua cara né seu judas?

O taxista já nervoso tentou se desculpar.

– Sinto muito Bradley, me desculpe. Eu precisava daquele dinheiro.

– Conversa fiada. Você queria me trair, pois esse é o desejo de todos vocês.

– Não senhor. Apenas dei a informação para o policial. O senhor não tem nada a ver com que eu falei.

– Mas era para ficar de bico calado, agora vai ter que pagar.

O homem entendendo errado disse:

– Está certo senhor, mas, por favor, me deixe ficar com a metade, pois preciso muito deste dinheiro.

Bradley então sacou rapidamente uma faca a inseriu sete vezes no pobre taxista que caiu no chão esvaindo-se em sangue.

O assassino então procurou sair dali o mais rápido possível, mas permaneceu pensando:

– “Mandei Rusty vigiar os dois policiais sem chamar atenção, então estou livre para avisar o chefe sobre o que está acontecendo, afinal o 7º D.P. não conseguiu chegar até nós, mas se o 12º D.P. começar a investigar, a coisa vai feder e principalmente se for esses dois que são os melhores detetives de lá”.

Depois de pegar a rua principal do porto Bradley pegou um taxi e evadiu-se.

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Por Alci Santos

12º D.P. – OS JUSTICEIROS – CAPÍTULO 09


De repente notam um homem se aproximando rapidamente. Parece que queria lhes dizer alguma coisa.

– Detetives,  preciso desse dinheiro e tenho algo para dizer para vocês. Não pude falar na empresa que o Bradley me acusaria de não estar trabalhando. Preciso ser rápido ou vão notar que saí do pátio dos taxistas. Vamos para aquele café na esquina e poderei ajuda-los

Depois que chegaram e sentaram, Ming se expressou seriamente:

– Somos todos ouvidos.

Neste momento, Bradley que tinha seguido o homem com outro capanga entrou pelos fundos ficando no escritório. Mandou o capanga pegar uma mesa próxima à mesa dos três.

O taxista então começou a falar:

– Peguei-a dias atrás e quis ir até a pousada Encanto.

– Ela foi mesmo até lá? Ming, a coisa está ficando séria.

– Só que ela não entrou. Pediu para eu estacionar em frente da pousada, mas do outro lado da rua.

Ming curioso, perguntou:

– E durante esse período ela fez o que?

– Nada, apenas mandou eu não perder de vista a entrada da pousada. Ela foi generosa com o dinheiro mesmo tendo ficado uns trinta minutos lá.

O capanga de Bradley permanecia o tempo todo sentado ali próximo escutando a conversa.

– Enfim ela se agitou quando um homem chegou na pousada e entrou.

– E ela entrou na pousada? – quis saber Will.

– Não, solicitou outro endereço meio estranho para uma dama como ela.

-Ela me pediu para leva-la até uma rua que eu jamais estivera lá e que tem as paredes todas pichadas.

– A mulher desceu ali e entrou em algum lugar estranho? Talvez ela tivesse entrado em uma casa, não é Will?

– Entrou em uma joalheria e não consegui mais vê-la e tive que ir embora. Depois soube o que aconteceu.

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Por Alci Santos

12º D.P. – OS JUSTICEIROS – CAPÍTULO 08


Enquanto isso, em outra sala perto dali…

– Pronto, aqui está o seu dinheiro. Espero que não venha mais pedir ajuda aqui.

– Certeza que não virei Bradley. Não consigo mais trabalhar dobrado e receber a metade.

O homem que estava dando as contas do taxista ouviu um burburinho e olhou pela janela.

– “Mas o que esses dois estão fazendo aqui? Eu os conheço. São do 12º D.P. e se estão aqui é porque investigam algo. Vou lá saber o que estão tramando, mas vou me fazer de inocente”.

Lá fora, Will e Ming estão mostrando a foto para os taxistas.

Bradley se aproximou e perguntou:

– Posso ajuda-los senhores?

– Quem é o senhor? – perguntou Ming  fitando-o.

– Meu nome é Bradley Richards e sou o coordenador da empresa.

–  Já avisamos para os taxistas aqui presentes que  estamos dando cinquenta dólares para aquele nos fornecer informações sobre ter transportado a mulher daquela foto que pregamos na parede. Informe aos que não estão presentes por favor.

Bradley foi até a parede e olhou para a foto:

– “Mas essa é a senhora Rose” – pensou o homem mudando suas feições.

– Continuaremos nossa investigação por aqui – disse Will ao homem olhando fixamente em seu rosto.

– Infelizmente não será possível, senhores. Temos normas que precisam ser cumpridas na empresa. E, além disso, acho difícil algum taxista lembrar afinal a cidade é grande.

– Tudo bem, nós temos que ir mesmo, pois nos ligaram do nosso distrito que tinham encontrado uma grande pista para o caso. Até mais ver – disse Will virando-se para a porta e saindo para a rua.

Uma quadra depois…

– O que acha Ming?

– Achei muito estranho o comportamento do tal Bradley. Parece que estava fugindo  de alguma coisa.

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Por Alci Santos

12º D.P. – OS JUSTICEIROS – CAPÍTULO 07


– Com certeza Ming e ainda digo mais, como parece ser um caso passional, nossa rica madame pode ser a suspeita principal.

– Apesar de tudo, há a possibilidade desse caso estar relacionado aos do 7º D.P.

– Sabemos disso Roger. Caso a esposa tenha pago essa suposta organização ela é tão culpada quanto eles. Ming pegue o endereço e a foto dela no arquivo, pois precisamos ter uma ideia mais correta sobre os fatos.

E dizendo isso, Will e Ming foram até o porto, na pousada onde tudo aconteceu. Entraram e encontraram a recepcionista.

– Sim já a vi uma vez, mas ela não se hospedou aqui. Ela estava no porto esperando alguém.

Ming observou a moça enquanto falava e perguntou em seguida:

– Quem fica aqui na recepção quando você não está?

– Eu sempre estou senhor. Eu tenho um quarto aqui na pousada e quando alguém bate a campainha, sempre ouço, mesmo se estiver dormindo.

– Certo, obrigado moça.

– De nada senhores. Precisando, estarei aqui.

Mais tarde após saírem da pousada…

– Nada feito Ming. Temos que mostrar a foto para mais pessoas. Temos que ir à central de taxis para ver se os motoristas já a transportaram.

– Vamos lá!

Quinze minutos depois, no escritório da central de táxis…

– Gostaria de saber se os taxistas já transportaram essa mulher – falou Will mostrando a foto ao gerente.

– Os senhores são de onde?

– Somos da 12º D.P. amigo – disse Ming mostrando o distintivo.

– Certo senhores, acompanhem-me. Estamos em um período de pouco transporte por causa dos crimes que estão ocorrendo na cidade e vários com taxistas e eles então se reúnem aqui no pátio.

– Obrigado, isso talvez nos ajude muito – disse Will sorrindo.

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Por Alci Santos

12º D.P. – OS JUSTICEIROS – CAPÍTULO 06


– Vou aqui dar uma sugestão, mas não há nenhum indício sobre isso e é apenas para considerarmos a possibilidade.
– Cuspa fora Roger – falou comicamente Will.
– Poderíamos considerar uma organização justiceira.
Ming fez uma careta e perguntou em seguida:
– Algo como um esquadrão da morte bem organizado?
– Mais ou menos isso Ming.
– Se isso se confirmar com as investigações, é por isso que o 7º D.P. está em um beco sem saída. A maioria dos agentes lá não tem um caráter investigativo muito grande.
– Exatamente Will, por isso que jogaram a “batata quente” para nossas mãos. Sabem que nossa unidade é a mais especializada nesse tipo de crime.
– Muito bem Roger, só nos resta então começar a investigação não é Ming?
– Estou a postos Will.
– Ué onde está o chefe que já faz uma semana que não o vejo ou sou repreendido por ele?
– Está de licença e não deve voltar tão cedo. Eu estou exercendo a função dele.
– Faltou você me repreender então – brincou Will piscando para Ming.
– Deixe de brincadeira Will e vamos ao trabalho.
– Certo.
Will e Ming se dirigiram para os arquivos e retiraram a pasta que o 7º D.P. havia enviado com os pormenores dos casos anteriores, inclusive o do homem que fora encontrado na pousada próximo ao porto.
– Humm. O corpo da vitima da pousada foi encontrado pela mulher que fazia a limpeza. Aqui diz que ele tinha uma certa queda por ela. Parece que todas as semanas o homem alugava o mesmo quarto. Com certeza ele deveria se encontrar com ela. A vitima era casado com uma mulher de família rica e o caso vazou para os jornais, mas eram somente boatos inicialmente.
– Verdade Will e pode ver como a ideia de Roger se encaixa no contexto.

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Por Alci Santos

12º D.P. – OS JUSTICEIROS – CAPÍTULO 05


– O homem foi achado morto no meio da rua sem nenhum sinal de violência física. Seu nome era Clifford Hanger.

– E o que a perícia tem a dizer do corpo?

– Isso que é o mais estranho. A causa da morte foi por inalação de gás butano, ou seja, gás de cozinha.

– E os antecedentes da vítima? – perguntou Ming.

– Parece que a vitima estava implicada em vários processos na justiça. O ultimo por enganar seu sócio Barney Himes.

– O 7º D.P. nos informou que esteve trabalhando em casos semelhantes que parecem execuções e não conseguiram ir em frente.

– Você acha que os casos podem estar ligados Roger?

– É só uma intuição Will. E pedi para que transferissem o caso para nós, já que estavam emperrados.

– Se os casos do outro D.P.  tem alguma particularidade que mostra que poderiam estar ligados com o nosso, então vamos juntá-los.

– É melhor fazermos isso mesmo Ming.

– Você leu algo nos arquivos que quer mencionar Roger?

– Só dei uma olhada no caso dos justiceiros. Assim que chamavam o caso do 7º D.P. Parece que as pessoas que foram eliminadas todas tinham caráter questionável e a lei comum não conseguiu prendê-los. Apesar de tudo acho que devemos começar pelo ultimo caso do 7º D.P. pois temos uma similaridade.

– Tudo bem, Roger. Cite alguma coisa do caso.

– Parece que o homem estava se divertindo no clube, quando recebeu uma mensagem e saiu rapidamente. Horas se passaram sem noticias dele. Os amigos deles diziam que vivia mais no clube do que na sua própria casa. Mas naquela noite seu corpo foi encontrado em uma pousada perto do rio com um tiro na testa.

– Estranho lugar para um janota estar, visto que essas pousadas são de péssima qualidade.

– Também achei Ming – disse Will olhando-o nos olhos.

CONTINUA…

Por Alci Santos