CASA DO TERROR – A 13ª REUNIÃO – PRÓLOGO


Uma porta se abre…

Duas figuras esguias vestidas de terno passam pela mesma. A sala contem um homem em uma maca. Os dois entreolham-se e vestem um protetor de roupa destes usados em salas de legistas. Um deles vai para o outro lado da mesma maca e levanta o cobertor verde que cobria o homem e o outro pergunta:

– Quais os ferimentos?

O que levantou o cobertor respondeu:

– Marcas nos peitos e nos braços…

O homem puxou o resto do cobertor deixando o cadáver totalmente nu e completou:

– …Arranhões no abdome, fora isso não há marcas.

– Excelente –disse o outro indo se posicionar próximo a uma mesinha com instrumentos, onde pegou um facão de cortar carne e decepou a cabeça do homem.

Continua…
 Esta obra é baseada na série de televisão “Hammer House of Horror” de Anthony Read. Episódio: The Thirteenth Reunion.

Por Alci Santos

 

 

CORREIO BR: CASA DO TERROR 2ª TEMPORADA ADIADA


Caros leitores:

Devido eu ter chegado ontem de uma viagem ao interior de meu estado, aviso que a estreia da segunda temporada de CASA DO TERROR que seria publicada hoje, será adiada para a próxima sexta-feira dia 29 de abril.

Peço desculpas pelo ocorrido e obrigado pela compreensão.

Alci Santos – Editor

CORREIO BR: CASA DO TERROR ESTÁ DE VOLTA


Caros leitores:

A partir da próxima segunda feira, dia 25 de abril, estaremos de volta com CASA DO TERROR em sua segunda temporada.

Nesta temporada um repórter investiga uma sociedade que tem certos hábitos estranhos. Não deixe de ler.

Até segunda-feira.

Alci Santos – Editor

A VERDADE DÓI


A verdade o atacou durante a noite, na cama. Na escuridão de seu quarto, ela pulou sobre ele e rasgou sua pele. Era um animal selvagem, que atacava com violência, mas, ele sentia, parecia não haver raiva alguma.
Ele tentava se proteger, mas seus braços eram lacerados. A verdade era fria e impiedosa. Quando ele começou a orar por alguma ajuda divina, a verdade feriu sua língua e deu um soco violento em seu rosto. Aquilo fez com que ele acordasse. Ele precisava sair vivo. Mas, a verdade não parava de agredi-lo por todos os lados.
Sua boca se encharcava com sangue, seus olhos estavam ardendo com o esforço para se aguentar vivo. A verdade o ergueu sobre si mesma e o arremessou contra a parede. Ele bateu e caiu. Começava a achar que não escaparia de tamanho ataque.
A verdade olhou para ele no chão e soltou um rugido alto, como se fossem 100 leões famintos. A verdade não terminara ainda.
Quando ele tentou se levantar, a verdade o agarrou pelo pescoço e sacudiu como se fosse um boneco de pano, como se tentasse sacudir de dentro dele todos os seus mitos, superstições e outros entraves que o faziam se sentir pesado. A verdade não tinha porque ter pena.
– Tudo que sofreu até aqui foi por culpa de sua própria ignorância e falta de perspectiva. – ela disse em uma voz gutural.
A verdade o sufocava, seu pescoço parecia que ia quebrar. Ele tentava se livrar, mas suas mãos eram pequenas demais, fracas demais. Ele ia morrer. Morrer. Escuro. Sem ar. Morrer.
Ele acordou no chão do quarto. Estava nu e ferido. Mas, não morreu. Estava vivo. Na beirada da cama estava sentada um rapaz, um jovem. Parecia não saber nem falar direito. Olhava-o com curiosidade. De alguma forma, sabia que o jovem era a Verdade. Mas, perguntou assim mesmo:
– Quem é você?
– Meu nome é Conhecimento e suas cicatrizes desta noite serão eternas. – disse, e se foi.

NAS TUAS MÃOS


The Caring HandNas tuas mãos pousa o poder para mudar o mundo.
O poder para curar os doentes, os solitários e os tristes.
A gentileza para transmitir amor e acariciar.
A força para mover montanhas e a dor de todos os corações.
Nas tuas mãos pousam os segredos desta e de muitas outras vidas.
Os segredos do todo, do uno, da unicidade que somos nós.
Nas tuas mãos não existem impossibilidades. Pois que tudo pode ser alcançado.
Nas mãos de uma esposa, de uma criança, de um homem. Nas mãos encontrarás amor. Com um toque da tua mão não necessitas dizer uma palavra. Através da voz do silêncio, tudo aquilo que proferires será claramente entendido e ouvido. As mãos do coração, as mãos da alma. As tuas mãos permitirão que eles te conheçam, deixarão tua mensagem se desenrolar.
 Nossas mãos são ferramentas poderosas, a utilizar com cuidado e atenção. Devem ser utilizadas de forma sábia para atingir todos nossos objetivos. Coloca as tuas mãos sobre a tua testa e sente a sua terna energia a libertar os bloqueios da tua mente. Coloca as tuas tenras mãos sobre a garganta e sente as palavras a surgirem em abundância. As tuas mãos sobre o ventre farão com que ele comece a rugir para recuperar o controle. As tuas mãos são poderosas curadoras desde que decidas que é isso que pretendes atingir. Agarra no teu poder, escolhe os teus métodos, segue os teus sonhos e utiliza-os sabiamente. Persegue esses objetivos e atreva-se a mudar o mundo.

 Em luz e amor,

VÁ DORMIR BRUCE – PARTE 3 DE 3 – FINAL


– Bruce, acorde. Você tem visita.
Foi a voz que o trouxe de volta. Mas a luz no local ofuscou seus olhos e ele levou a mão
ao rosto para amenizar. Só então notou que a beliche e a cela tinham sumido, ele estava numa sala totalmente branca, vestido de branco, deitado em uma cama branca.
Uma moça de rosto amigável o chamava.
– Onde está? Onde está o Ary?
– Bruce, você foi transferido para cá. Não se lembra?
– Eu… – ele apertou os olhos – Por que? – Você matou o Ary, Bruce. Já faz 6 dias.
Ele sentiu um choque transpassar seu corpo inteiro.
– Por isso te transferiram para essa clínica. Você precisa de tratamentos. Você precisa de ajuda.
– Eu nunca… Ele era meu amigo.
– Eu sei. Não foi culpa sua. Você fez o que precisava fazer. Agora venha, você tem visita.
Bruce levantou e a moça lhe deu alguns bolinhos de chuva enquanto avançavam para uma sala mais ampla onde vários loucos se espalhavam ao redor como vespas. No meio de todo alvoroço, ele enxergou Ray. Sim, era seu grande amigo. Com o casaco de couro, a calça jeans e a camisa azul.
Bruce correu ao seu encontro e o abraçou. Ray retribuiu o abraço.
– Como você está?
– É bom vê-lo – Bruce sorriu, trêmulo.
– Eu soube de tudo. É terrível que a situação tenha se tornado pior.
Bruce abaixou os olhos.
– A Denise virá vê-lo amanhã – comentou Ray.
O rapaz ficou surpreso.
– Então… Ela…
– Ela não está com raiva. Você fez o que precisava fazer.
Ela não estava morta? Bruce abriu um leve sorriso. Então era verdade. Ele não era um assassino.
– Todos sabemos que você pensou que o sequestrador estivesse morto, mas descobrir que Ary era o sequestrador. Cara, até eu teria pirado!
Bruce recuou, surpreso.
– Ary… Ele…
– Sim, cara. Não se lembra? O velho Bill contou toda a verdade e até lhe entregou a arma para fazer vingança.
– Eu… – ele apertou os olhos – Não lembro.
Ray tocou seu ombro. Não estava dolorido.
– Não se culpe. Você é um herói – Ray retirou o casaco – Isso é um presente para você.
Bruce tomou o casaco nas mãos e sentiu o couro entre os dedos.
– Mas é o seu favorito?
– Não importa. Você é um herói e heróis ganham presentes. Até mais.
O horário de visitas havia acabado, mas Bruce estava feliz porque logo Denise viria vê-lo.

Bruce acordou. Nem se lembrava de ter dormido. Mas se espantou quando enxergou a beliche acima de si. Saltou para fora da cama, enxergando Ary dormindo do mesmo modo de sempre. Ele estava na cela.
– Não pode ser… Não pode ser! – o rapaz agarrou as grades tentando arrancá-las.
– Que diabos está fazendo, Bruce? – era a voz de Ary.
O rapaz abaixou a cabeça, frustrado.
– Eu pensei que…
– Pegue um chiclete, cara.
Bruce pegou o chiclete e sentou na beirada da cama.
– Então era só um sonho – ele suspirou.
– O que é um sonho?
– Ary, eu matei minha mulher, não foi?
– Claro que não. Ela veio visitá-lo hoje, não se lembra?
– Eu…
– Vá dormir, Bruce. Você está paranóico hoje.
Bruce se deitou e continuou mascando seu chiclete, apertou o casaco de couro contra seu corpo até adormecer novamente.

FIM

Por Ômega Produções

VÁ DORMIR BRUCE – PARTE 2 DE 3


Bruce não tinha conseguido fechar os olhos desde que voltara para a cela. Deitado, rolava de um lado para o outro sem encontrar o sono. Denise e suas palavras bombardeavam sua mente e o rapaz continuava inquieto quanto aos questionamentos de sua cabeça.

– Que diabos está havendo, Bruce? – era a voz de Ary na cama de cima.

– Eu não sei. Vamos me dê um chiclete ou eu vou ficar louco.

A mão de seu companheiro apareceu e Bruce pegou o chiclete.

– O que te atormenta, meu jovem aprendiz?

– Recebi uma visita de Denise – comentou ele – Ela me disse que eu não a matei. Que eu tenho uma filha – lágrimas surgiram em seus olhos, não sabia se era emoção ou angústia – Cara, isso é loucura.

– Loucura mesmo. Você não recebeu visitas hoje. Com certeza foi um sonho.

– O que? – questionou Bruce, ainda trêmulo de suas emoções.

– Isso mesmo que você ouviu. Ninguém veio te visitar hoje. Bruce, você está aqui há 9

anos e ninguém nunca veio te visitar.

O rapaz sentou-se na beirada da cama e enterrou a cabeça entre as mãos.

– Não foi um sonho – ele levantou num pulo, Ary estava deitado de costas como sempre, virado com aquele maldito e enorme traseiro para seu rosto – Eu a vi. Eu senti o cheiro e as sensações. Meu braço até doeu. Cara, a gente não sente esse tipo de coisa em um sonho.
– Então aqui é o sonho, Bruce? – questionou a voz sonolenta de Ary.

– Eu não sei. Mas foi real. Eu a vi. E ela me disse que eu salvei nossa filha. Salvei nossa filha. Eu sou um herói, acredita?

– Bruce, vá dormir. Você está ficando paranóico.

De fato, o rapaz deitou, mas levou algum tempo até que pegasse no sono enquanto resmungava para si mesmo que era um herói.

Conclui a seguir…

Por Ômega Produções