12º D.P. – OS JUSTICEIROS – EPÍLOGO


Dois dias depois, no escritório de Roger no 12º D.P. …

– Muito bem Tucker, vamos cumprir o que acertamos com você já que indicou todas as pessoas relacionadas com a quadrilha de Leopard. Estamos te transferindo para fora do pais. Somente eu, Will, Ming e o Promotor de Justiça sabemos que você está indo para o México. Espero que mude sua vida e passe a aproveitar essa chance.

– Pode deixar. Não quero mais problemas com a justiça, principalmente com aqueles dois “tições do inferno”.

– Nossa, onde foi que você viu essa expressão? – perguntou Roger se esbaldando de rir.

– Você não lê a revista “ Tex Willer”?

– Ainda não tive esse prazer. Ou seria desprazer com expressões como essa?

– É uma revista de faroeste, por isso esse tipo de expressão – explicou Tucker.

– Vamos que o avião não espera.

Com isso, saíram em direção ao México.

No dia seguinte Will está tomando café pela manhã quando recebe uma ligação do 12º D.P. …

– Detetive Will, um tal de Bruce ligou da cadeia querendo falar com você.

– Tô ferrado! Ele é meio maluco mas estou indo. Obrigado.

– “O que ele quer falar comigo?” depois daquele caso ele não diz coisa com coisa…

Neste momento o celular toca.

– Fala Ming!

– Will você tem que vir logo para cá. Aconteceu um crime bárbaro e o bandido deixou sua assinatura.

– Que assinatura, Ming?

– Aqui no bilhete que ele deixou, assina como JACK, O ESTRIPADOR.

ATÉ A PRÓXIMA TEMPORADA!!!

Por Alci Santos

CORREIO BR – INFORMAÇÕES SOBRE POSTAGENS EM 2017


Olá a todos.

Em 2017 as postagens de terceiros estarão mais ativas.

Pretendo criar  algumas minisséries novas como GEMINIMAN – O HOMEM INVISÍVEL, baseada na série dos anos 70 e O HOMEM DO FUNDO DO MAR, também baseada na série dos anos 70 que esse ano estavam previstas, mas não foi possivel publicá-las por vários motivos. Essas séries tiveram apenas uma temporada e na medida do possível que eu for encontrando os episódios, irei postando. Ao fim das postagens dos episódios de tv elas serão continuadas por mim, Alci Santos.

Em relação a minhas séries atuais, estava mantendo neste blog apenas “CASA DO TERROR e 12º DP, mas pretendo no ano que vem readiconar as series do VINGADOR NEGRO e PETIT onde no primeiro semestre serão postados a primeira e a terceira citada acima e no segundo semestre será postada PETIT e 12º DP. Essas séries também farão parte do meu site no Recanto das Letras

Hank será contado de modo exclusivo em meu site dos Escritores Alagoanos.

Para terminar, estou pretendendo fazer um crossing over no final do ano. Voltarei a falar sobre isso em outra oportunidade.

Em janeiro de 2017 implantaremos um cronograma para essas séries e minisséries.

Por Alci Santos – Editor

12º D.P. – OS JUSTICEIROS – CAPÍTULO 35


Will resolveu fazer um movimento correndo até o riacho, quando um tiro ecoou na floresta. Ming que estava atento notou em cima de uma árvore a alguns metros a labareda que saiu da arma na hora do tiro.

Neste momento, Will jogou-se no chão escondendo-se atrás de algumas grande pedras ao lado do riacho. Abaixou-se e quando levantou a cabeça viu Ming correndo de encontro a árvore em que o atirador estava.

Ming achou melhor resolver a parada. Ou era ele, ou o bandido. Quando este notou o chinês correndo em sua direção, apontou a arma para ele, mas Ming jogou-se no chão e depois de rolar sobre o próprio corpo, atirou acertando fatalmente o bandido. Este caiu da árvore de uma altura considerável, como se fosse um prédio de três andares.

Ming na sequência, chegou perto do homem e colocou o dedo em seu pescoço para ver se ainda estava vivo, mas teve a constatação que ele havia quebrado o mesmo na queda.

Olharam então dentro dos bolsos do homem e acharam um mapa com a localização do esconderijo.

– Ming, veja que golpe de sorte. Um mapa e pelo jeito parece que deve ser a casa do tal Leopard, o responsável por toda essa confusão.

Neste momento, escutam uma voz vinda de suas costas:

– Se querem tanto me conhecer estou aqui – disse Leopard apontando um rifle para os dois.

Will resolveu então romper o silêncio…

– Então é você que está matando as pessoas na cidade a seu bel prazer.

– Sim estou eliminando as pessoas que merecem na cidade e que a justiça não é capaz de castigar.

– Sinto desapontá-lo mas nós agimos dentro da lei. Não podemos agir da forma arbitrária que você está fazendo. Entregue-se. Acabou para você – disse Ming fitando-o.

– Você é muito engraçado policial chinês. Você é de uma raça inferior, mas conseguiu acabar com meu homem na árvore. Ele realmente mereceu por ser burro.

– E você vai merecer a cadeia. Provavelmente vai pegar perpétua, já que não temos pena de morte não é Ming?

– E vocês acham que vão me pegar? Podem sonhar.

Dizendo isso o homem puxou o gatilho, mas os dois parceiros foram rápidos o suficiente para pular para o lado. Tentou de novo descarregando totalmente a arma até ficar sem balas.

Vendo que não os havia acertado, o bandido correu para uma área próxima ao riacho. Will correu atrás dele com a arma na mão enquanto Ming se recuperava. Will parou subitamente ao ver que o homem tinha um penhasco diante de si e o riacho derramava suas águas em um afluente do Willy River.

A floresta seguia uma elevação que não fora notada pelos dois no afã de encontrarem a casa de Leopard.

Will vendo a situação do homem, disse:

– Pare. Não tem para onde fugir.

– Você acha que vou para a cadeia detetivezinho de meia tigela?

Depois disso, deu uma gargalhada e pulou desaparecendo nas águas.

Will e Ming correram para olhar para baixo, mas não conseguiram ver o bandido.

– Will acho que ninguém escaparia de uma queda dessas.

– Ming, normalmente eu concordaria com você, mas tem gente que é tão ruim que parece ter um pacto com o diabo.

De repente…

– Deixem de lero lero. Mesmo ele fugindo ainda temos provas de como a quadrilha agia e dos que contrataram o serviço.

– Roger? Que prazer em vê-lo. Infelizmente o tal chefão Leopard pulou no abismo.

– Nós vimos tudo rapazes. Estávamos chegando quando ele pulou.

Roger apareceu com vários policiais e um prisioneiro.

– Esse franguinho ai queria escapar de nós no rio, mas o pegamos de surpresa.

– Foi esse filho de uma treva que colocou fogo no barco em que estávamos. Como nos localizaram? – perguntou Ming.

– Descemos na margem e ouvimos tiros. Ao chegarmos vimos um cara todo quebrado.

– É! Esse ai queria nosso couro mas dei um jeito nele não foi Will? – disse Ming sorrindo.

– É verdade amigo.

E dizendo isso, pegaram o corpo e voltaram para a cidade pelo rio.

CONCLUI A SEGUIR…

Por Alci Santos

12º D.P. – OS JUSTICEIROS – CAPÍTULO 34


– Will, você está vivo?

– Ming? Você sumiu no meio do rio e eu já estava pensando no pior.

– Na verdade quando fomos separados pela correnteza, consegui nadar por um tempo por debaixo d’água e nadar perpendicularmente à força que me empurrava. Em pouco tempo fiquei livre e nadei até a margem. Depois que me recuperei vi você na água e corri para este lado. E você? Como escapou?

– Eu fui na marra contra a correnteza e consegui sair para a margem mas fiquei no chão até ouvir seus passos.

– Tivemos muita sorte. Vamos descansar um pouco pois temos alguém para pegar.

Os dois companheiros ficaram mais ou menos meia hora descansando até que resolveram seguir em frente no encalço de Leopard.

– Temos que localizar a estrada que vai para o esconderijo dele Ming.

– Então vamos!

Enquanto isso, bem perto dali em cima de uma árvore…

– “Eu já estava desconfiando que eles chegariam aqui mais cedo ou mais tarde. Tenho que detê-los agora ou nossa organização estará perdida. Preciso também avisar ao chefe.”

Randolph desceu da árvore, pegou o celular e ligou para Leopard procurando falar baixo para não alertar os policiais.

– Chefe, os dois diabólicos estão aqui. Se não os frearmos logo estaremos perdidos.

– Randolph, tente retarda-los que estou tentando preparar uma armadilha aqui. Quando eu ligar, você os atrai para cá.

– Certo chefe.

Neste momento Will e Ming seguiam por dentro de uma pequena floresta, mas bem fechada. Foi quando avistaram um riacho que cortava a mesma e teriam que atravessar para ir para o outro lado.

Ming rapidamente se locomoveu na direção do mesmo, quando ouviu o assobio de uma bala rente a seu ouvido.

– Diabos! Tem alguém entocado por aqui Will.

Os dois imediatamente se esconderam atrás de duas árvores próximas.

– Vamos aguardar e ver de onde ele está atirando.

CONTINUA…

Por Alci Santos

12º D.P. – OS JUSTICEIROS – CAPÍTULO 33


Os três percorreram alguma distância até chegar ao porto e entrarem em um barco. Passaram um certo tempo navegando pelo rio.
A essa hora o mesmo estava com uma correnteza razoável. O motorista do carro agora dirigia o barco. Ming foi logo perguntando:
– Quanto tempo vai demorar para chegarmos?
– Daqui a dez minutos chegamos.
Ming saiu do lado do homem e foi juntar-se a Will.
– Acha que agora os pegaremos mesmo?
– Se ocorrer tudo bem, conseguiremos pegar o chefe e acabar de uma vez por todas com esses assassinatos.
Cinco minutos depois, ouviram um som na água como se alguém tivesse mergulhando.
– Diabos o que foi isso, Ming?
Os dois amigos correram até onde estava o timoneiro, mas ainda conseguiam ver ele nadando se dirigindo para a margem oposta de que iam.
Correram até o timão e notaram o barco se incendiando e já com bastante água na parte de baixo, onde ficava o motor. Foi quando notaram que já estavam à deriva.
Como o barco não tinha bote salva-vidas, tiveram uma séria constatação.
– Ming, teremos que pular na água e não estou gostando nada do jeito que está a correnteza do rio. Mas se ficarmos aqui seremos assados vivos.
Ming olhou Will com uma cara de preocupação e disse:
– Infelizmente teremos que nadar.
Os dois se aproximaram do corrimão do barco e abriram uma portinhola que permitia entrada e saída de pessoas e então Will pulou primeiro e depois Ming. Ambos começaram a nadar desesperadamente para chegar até a margem a que o barco se dirigia. Em um determinado ponto uma correnteza do rio levou um para longe do outro e perderam-se de vista. Com muito esforço Will foi conseguindo vencer a força das águas e chegar até a margem do rio. Quando alcançou a mesma subiu e caiu no chão extremamente cansado.
Neste momento, ouviu passos na folhagem seca do chão. Com dificuldade levantou e escondeu-se atrás de uma árvore ali perto. Foi quando viu quem estava ali vindo na direção da margem e de arma em punho disse:
– Você?!

CONTINUA…

Por Alci Santos

12º D.P. – OS JUSTICEIROS – CAPÍTULO 32


– O que você prometeu para ele Roger? – perguntou Will

– Eu não prometi nada. Foi o promotor que ligou para mim e disse que se ele dedurasse os principais da quadrilha, ele ganharia o programa de proteção à testemunha e depois daria um jeito dele ir para outro pais.

Ming fez uma cara de poucos amigos e disse:

– Esse miserável não está se safando com muito pouco não?

– Ora Ming, geralmente para ter os procedimentos facilitados, a promotoria faz certo tipo de acordo nos casos mais difíceis.

– Sim Will mas acontece que esse cara deve ter matado uns e outros e vai se safar numa boa.

– Concordo, mas infelizmente dessa vez não podemos fazer nada.

Depois de tudo acertado, o bandido escreveu em um papel onde ficava o motorista do carro que levava até Leopard.

Os policiais fizeram um cerco em forma de círculo onde era impossível o homem fugir. Will e Ming se dirigiram para o centro do círculo onde estava o carro. Will entrou no banco do carona na parte da frente apontando sua arma para ele. Ming entrou atrás.

– Olá Ramsey. Está na hora de fazermos uma visitinha a seu chefe Leopard – disse Ming apontando sua arma para a cabeça do motorista.

– Quem são vocês? Quem é Leopard?

Will que estava sentado do lado subitamente deu um soco que pegou no nariz do homem e começou a sangrar.

– Vai querer outro desse? Tenho todo o tempo do mundo.

– Pare com isso, eu não sei do que você está falando.

Ming que estava atrás deu uma coronhada na cabeça do larápio.

– Isso é só para lembrar que ou você nos leva a seu chefe ou vai ficar todo quebrado.

Vendo que não tinha saída, o homem resolveu colaborar.

– Está bem eu levo vocês até lá. Mas ele vai matar vocês.

– Deixe que sabemos cuidar de nossas vidas e preocupe-se com a sua.

CONTINUA…

Por Alci Santos

12º D.P. – OS JUSTICEIROS – CAPÍTULO 31


– É verdade Ming.
– Não sabia que você era rico chefe.
– Eu não sou rico. Ganhei de um amigo quando viajei para a Europa.
– Chique, quisera eu ter essa sorte.
– Pare de pegar no pé dele Ming – disse Will sorrindo.
– Sua viagem foi para que pais chefe?
– Fui para a Inglaterra e lá ganhei este presente, apesar deste uísque ser um preciosíssimo malte escocês Ming. Mas como soube que era o mais caro?
– Eu pesquiso muito na Internet.
Will que estava se divertindo com a conversa deu uma gargalhada e disse em seguida:
– Roger, você não sabia que Ming é o rei do Google?
– Só se for o Google chinês.
Foi o que faltou para a galhofa ser completa e continuaram conversando nesse ritmo por mais algum tempo até que o assunto mudou tão rápido como avia aparecido.
– Acha que o tal do Tucker vai cuspir o sapo Will? – perguntou Roger sério agora.
– Tenho quase certeza. Ele parece estar bem apavorado. Culpa do Ming.
– Claro que eu tinha que falar algo do tipo para quebrar o gelo do cara. Daqui a pouco ele ficará tão maleável como um filé.
– Então vamos ver logo o que ele diz.
E dizendo isso, os três foram até a cela onde o bandido estava preso.
– Bom, já teve tempo suficiente para pensar – falou Ming apontando o dedo para ele.
O homem se afastou e ficou encostado na parede da cela.
– O que tem de bom para nos dizer? – perguntou Will.
O homem ficou em silencio por dez segundos e em seguida falou:
– Certo, vocês ganharam. Eu direi como chegar ao esconderijo de Leopard, o chefão, mas quero o compromisso que vocês prometeram por escrito.

CONTINUA…

Por Alci Santos