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CASA DO TERROR – A BRUXA – CAPÍTULO 04

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– Mora aqui? Mora aqui agora – disse a mulher com um sorriso estranho.

– Que história é essa? – perguntou David perplexo.

– Quem está no trono da Inglaterra hoje?

– Olhe aqui garota….

A mulher não deixou ele terminar a frase.

– Quem?

– Rainha Elizabeth – respondeu David.

– Qual delas?

– Elizabeth II claro. Coroada em 1953. Mais alguma pergunta?

– Tanto tempo. Estou livre. Mas os meus amigos… onde estão vocês? – perguntou ela gritando e levantando as mãos.

– Onde estão vocês? Todos mortos.

Vendo ela se comportar desse jeito, David também gritando perguntou:

– E você quem é? De onde é? – Perguntou ele já achando que ela deveria estar maluca.

– Meu nome é Lucinda Jessup. E eu sou daqui. Fazenda Woodstock.

Dito isso, empurrou David e saiu do estábulo. David foi atrás dela.

A mulher entrou na casa e viu as três velas no castiçal. Duas apenas permaneciam acesas.

David entrou em seguida e ela perguntou:

– Você mudou de casa.

– Não sei se entendo essas suas ideias mirabolantes. Você já morou aqui?

– Na verdade, eu nasci aqui – disse a mulher rapidamente – eu nasci aqui em 1627.

Neste momento ela olhou para ele e deu uma grande e alta gargalhada.

– Não seja ridícula, são mais de trezentos anos.

– Sim, mais de trezentos anos. O que fazem com as bruxas de hoje?
Continua…

Esta obra é baseada na série de televisão “Hammer House of Horror”. Episódio: Witching Time.

Por Anthony Read

CASA DO TERROR – A BRUXA – CAPÍTULO 03

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David acendeu três velas grandes e vermelhas que ficavam em cima de uma prateleira em um castiçal de mesa.

O cão continuava ganindo insistentemente.

– Calma, Billy, já acabou.

David tirou o castiçal da prateleira e colocou em cima da mesa. Como o cachorro continuava a “choradeira”, foi até Billy.

– O que há? Quer sair?

Billy começou a pular bastante e David abriu a porta. O cão saiu em grande velocidade e o sonoplasta estranhou olhando na entrada da casa o cachorro correr até sumir em uma curva.

– Billy, volte aqui! Billy!

Vendo que o cachorro não o obedecia deu meia volta e já ia entrando em casa, quando ouviu um relincho. Era Muffin, o cavalo.

– Contrariado, resolveu ir ao estábulo para ver o que acontecia. Foi aí que então olhou para um monte de feno e viu uma pelagem preta sobre o mesmo.

– Billy, você prefere o feno a estar quentinho dentro de casa?

Pôs então a mão na pelagem do animal para leva-lo para casa e teve a maior surpresa quando ao invés do cão. Levantou uma cabeça feminina.

– Quem é você? O que faz aqui?

A mulher olhou fixamente para frente e disse:

– Consegui! Consegui!

– Conseguiu o que? – Perguntou David.

– Escapei deles. Que lugar é esse?

– Fazenda Woodstock. – Respondeu David.

– Fazenda Woodstock. – Disse ela com um olhar estranho.

– Quem é você? – Perguntou ela olhando fixamente para ele.

– Sou David Winter. Eu moro aqui.

Continua…

Esta obra é baseada na série de televisão “Hammer House of Horror”. Episódio: Witching Time.

Por Anthony Read

12º DP – A MÃO NA CAIXA – CAPÍTULO 06

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De repente, Roger joga uma mão em cima de Ming e Will e os dois pulam assustados.

– Diabos, mas o que é isso Roger?

– Calma Will é a mão que encontraram ah! ha! ha! ha! ha!

– É uma mão eletrônica de brinquedo. – Disse Ming, agora sorrindo.

Em outro lugar…

– Chegamos Sr. Stream.

O homem de meia idade abriu a porta e disse:

– Obrigado Jarvis. Venha Rick, chegamos.

O rapaz prontamente desceu do carro de luxo.

– Sr. Stream o senhor tem uma casa maravilhosa. Parabéns.

– Ora Rick você ainda não viu nada. Tem um jardim e uma piscina exuberante na parte de trás.

– Foi alguma herança? Parece ter custado muito dinheiro.

– Não foi herança. A aquisição dela foi toda orquestrada com essas mãos aqui.

Mais tarde, no 12º DP…

– Nada ainda Miller?

– Calma Will, essas coisas demoram. Você sabe que toda perícia é assim. Se as perícias fossem rápidas, muitos erros iam passar.

– Espero que da próxima vez que eu vier aqui tenha novidades.

– Terá sim. Já faz um certo tempo que estamos trabalhando nisso e já estamos chegando a algumas conclusões.

Ao ouvir isso, Will deu um tapinha no ombro de Miller, o perito e saiu.

CONTINUA…

Por Alci Santos

12º DP – A MÃO NA CAIXA – CAPÍTULO 05

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– E o pior, Will estão separando-se. Vou pegar o de trás e você pega o da frente.
Os dois detetives puseram-se atrás dos dois facínoras.
– Diabos esse xing-ling cismou comigo. Se não o despistar, estou ferrado. – Disse o homem com receio de ser pego.
– Alto lá! – Falou Ming que se aproximava do bandido.
– Uma janela. É agora.
O bandido pulou sem saber o que encontraria do outro lado. Para sua sorte era um gramado bem verdinho. Estava levantando-se quando recebeu um chute no queixo de Ming que havia saído por uma porta ao lado da janela e “apagou”.
Nisso…
– Pare ou eu vou atirar! – Exclamou Will
– Vai esperando tira! –Retrucou o bandido correndo até chegar a uma janela no primeiro andar e pular.
– Finalmente agora posso ludibri…
– Ahhhhh!
O bandido sentiu o cabo de uma faca chocar-se com sua cabeça violentamente. Caiu sem sentidos.
Quinze segundos depois, Will chegara junto com Ming para juntar os bandidos.
Neste momento Roger apareceu.
– Pegaram dois ratos de esgoto?
– Pois é, são duros na queda, mas eu e Ming somos mais.- Disse Will rindo.
– Algumas pessoas estão dizendo que são assaltantes de supermercado. Vou mandar o pessoal investigar ai esse prédio, que com certeza vão encontrar o produto dos roubos deles.

CONTINUA…

Por Alci Santos

LIÇÃO SANGRENTA – 02 DE 02 – FINAL

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Eram guiados por aquela mulher alta que mordia e puxava as tranças para não gritar de dor. Tinha a pele branca e o coração generoso. Mas era um homem ou uma mulher?

O curandeiro, que se esforçava por extrair a bala, tinha 50 anos e há quarenta que tratava dos combatentes. Fabricava medicamentos e sabia curar as feridas. Toda a espécie de feridas.

Seria ele ou esse desejo ardente de viver que curava as feridas? Seria a mão do curandeiro ou o desejo de vingança e a sede de liberdade que restabelecia os homens?

Ele pensava as feridas, rasgava camisas velhas e com elas fazia ligaduras para estancar as hemorragias. Sabia extrair as balas embebidas na carne por meio de uma pinça aquecida ao rubro. Contudo, nunca pegara numa espingarda e isso pela boa razão de que era o curandeiro. Toda a gente o conhecia como tal.

Tinha cinquenta anos e nenhum estrangeiro lhe chamara ainda “bace” (nome que se dá aos que têm um mérito especial, unanimemente reconhecido), enquanto que todos os combatentes do destacamento chamavam por esse nome a doente que mordia as tranças, que era ainda jovem e que além disso era uma mulher. Estas ideias atravessavam

o espírito do curandeiro enquanto suava suor e sangue.

A mulher tinha a carne rija e aquela carne disputava a bala à pinça do curandeiro. Dir-se-ia que era gulosa por chumbo e pólvora, como se ela própria se tivesse tornado chumbo e pólvora.

Enquanto Sadri pensava nos sofrimentos daquela mulher, o curandeiro continuava torturado pela dúvida.

“Não é uma mulher”, dizia para si próprio. “Tem tranças compridas como usavam antigamente os nossos avós. Não pode ser uma mulher.”

Tinha iniciado o seu ofício de curandeiro com a idade de dez anos mas nunca vira uma mulher assim. Nenhuma poderia suportar tais dores. Como poderia aquela ser uma mulher? Lembrou-se então da história que o pai lhe havia contado a respeito de um combatente que tinha sete ferimentos. Não gemia, não se debatia na cama, apertava os punhos ao ponto de fazer esta- Jar os ossos enquanto as lágrimas lhe corriam silenciosamente pela cara.

– Era um verdadeiro homem, dissera-lhe o pai. Era inútil amarrá-lo, estava ali, quieto e não gritava. Pensa neste exemplo, meu filho, dele poderás tirar ensinamentos. O pai era médico e fixara-se ainda jovem naquela região. Quanto a ele, não pudera estudar porque não havia escolas para isso. Tornou-se portanto curandeiro. Até aquele momento nunca ouvira falar de ninguém mais forte a suportar a dor do que o homem evocado pelo pai, mas agora era obrigado a admitir que aquela mulher suportava muito mais que ele.

A mulher abriu os olhos e viu o rosto do curandeiro debruçado sobre a ferida.

– Deves tirar a bala, disse ela outra vez. É difícil combater a arrastar a perna. As crianças esperam-me e, além disso, a guerra não espera.

Mas ele não conseguia extraí-la. Esforçava-se o mais que podia mas nada conseguia. A bala parecia enterrar-se na carne ainda mais profundamente.

“Uma mulher”, disse o curandeiro para consigo, “ouvi dizer que uma mulher em qualquer sítio da França se pôs à frente do seu povo e combateu como um homem, mas os feudais mandaram-na queimar. Diziam que era uma feiticeira e morreu como o meu pai me contou”.

A ferida agitou-se um pouco e abafou com dificuldade um gemido.

Sadri tocou no ombro do curandeiro com a espingarda.

– Não temos tempo a perder, disse. Os estrangeiros vêm cá amanhã. Temos de partir ao amanhecer.

– Faz o teu trabalho, curandeiro, gritou Neki. Faz o teu trabalho e tira a bala. Já a torturaste bastante.

O curandeiro de novo se debruçou sobre a chaga, com a pinça na mão.

“Pelo menos não vai morrer?” perguntava o curandeiro a si próprio.

“Vai morrer”, pensou ele. “A bala não quer sair porque é uma mulher que se atreveu a tornar-se homem. O tempo está contra ela.”

O curandeiro atirou com a pinça e pousou no punho o queixo inundado de suor. Olhou para o berço que baloiçava ainda, rolando os olhos como um pássaro assustado, branco como um lençol.

“No fundo, pensava ele com compaixão e com medo, bastava-lhe ter ficado em casa a embalar o berço.”

– Não consigo tirá-la, disse em voz alta.

Os homens olharam-no enraivecidos. A ferida voltou a sentar-se e tirou o revólver de calibre grosso de baixo da almofada. A arma parecia pesar-lhe na mão.

Os homens calaram-se, preocupados.

“Ela tem razão”, pensou Sadri, “ele torturou-a durante horas para nada conseguir”.

Os olhos de Neki brilhavam de ódio.

– Este maldito homem não tem piedade, parecia dizer o seu rosto magro. Carrega no gatilho e acaba com este canalha!

O curandeiro, com a cara banhada em suor, não pensava no seu fim. Durante quarenta anos tratara das pessoas com as mesmas pomadas e unguentos por ele fabricados e curara-as todas. Por que razão o haviam de matar agora? Tratava de toda a gente, albaneses ou não, e encontrava-se entre as duas partes, vivendo ora das chagas de uns, ora das chagas dos outros.

Era um emigrado, foi talvez a primeira vez que se arrependeu disso e que maldisse os pais por se terem ido fixar naquela terra.

A mulher segurava a arma na mão e o curandeiro sabia que ela nunca falhava o alvo.

– Tens cinquenta anos, se não me engano, disse a doente ao curandeiro.

– Cinquenta anos, “bace”, disse o curandeiro estremecendo e pronunciando a palavra “bace” contra sua vontade.

– Cinquenta anos é muito e é pouco, disse a mulher, para ti é muito pouco.

– É pouco, disse ele a medo. Quero viver.

– E não aprendeste nada, acrescentou a mulher.

Os homens calavam-se, apenas a mulher falava com voz calma e tranquila e aquela calma parecia abafar o curandeiro.

– Quanto a nós, muito cedo aprendemos uma coisa, continuou a ferida. Aprendemo-la quando ainda estávamos no berço: a bala chama a bala, curandeiro.

“Que me vai ela fazer?” perguntava ele a si próprio. “Matar-me-á como a um simples coelho? Serei morto por uma mulher?”

Todos estavam mudos. A mulher fez um gesto como se quisesse coçar a perna com o revólver.

– Olha, disse ela dirigindo-se ao curandeiro.

Este virou a cabeça, a medo, e viu com espanto que ela tinha colocado o cano da arma sobre a ferida.

– Olha, disse ela mais uma vez. A bala chama a bala!

Carregou no gatilho, ouviu-se uma detonação abafada e o curandeiro julgou que estava morto.

As balas deslizaram sobre a barriga da perna. Dir-se-ia que se tinham reconhecido e caíram ambas no mesmo buraco do assoalho.

O curandeiro piscou os olhos, os dois homens armados pareciam pregados ao chão.

– Acabou-se, disse ela. Pensa-me a ferida, temos um longo caminho a percorrer.

                                                                        * * *

 Nessa manhã, cinco pés caminhavam sobre o empedrado da ruela estreita da aldeia. Uma mulher apoiava-se sobre os ombros sólidos de dois homens de porte imponente e andava sem se queixar. Tinha passado os braços sobre os ombros de dois dos seus camaradas, dois irmãos de cabelos loiros como o trigo do campo que atravessavam.

Por Faik Ballanca

LIÇÃO SANGRENTA – 01 DE 02

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O sol declinava num céu esbraseado. Marchavam a passo certo na rua estreita da aldeia. Apenas cinco pés assentavam no chão. A mulher que tinha posto a espingarda a tiracolo, com o cano virado para baixo, trazia calças de montanhês e apoiava-se sobre os ombros sólidos de dois homens de alta estatura.

– Por aqui, disse Sadri atravessando um campo.

– Mais um pouco de paciência, disse um deles com simpatia, estamos quase a chegar.

Retomaram a marcha sustendo a mulher que sofria sem se queixar.

A bala penetrara na barriga da perna e não tinham conseguido extraí-la. Levavam-na agora para um local seguro onde a poderiam tratar sossegadamente.

Na casa que se encontrava na extremidade da aldeia, estenderam suavemente a mulher em cima de um cobertor que a mãe de Sadri tinha trazido. Todos a observaram durante bastante tempo.

– Estás melhor? perguntou um deles.

A mulher baixou a cabeça dando a entender que o ferimento continuava a fazê-la sofrer, mas não disse uma palavra.

– Vou chamar o curandeiro Ahmet, disse Sadri. Havemos de conseguir extrair o projétil.

Enquanto saía, o outro homem, que se chamava Neki, pegou na espingarda e começou a montar a guarda.

– Dá-me de beber, disse a ferida em voz alta. Sentou-se e tirou o grande revólver que trazia no bolso. Era um revólver de calibre grosso, que parecia pesar nas mãos de uma mulher, uma relíquia de ferro, do marido que tinha sido morto.

Pegou no copo de água e entornou uma parte em cima da ferida, com o resto refrescou a cara e escondeu o revólver debaixo da almofada, Aquela arma recordava-lhe o marido, por isso a tinha sempre ao alcance da mão.

Quando o curandeiro entrou no quarto, quis -se levantar, mas Sadri impediu-a de o fazer.

– Não irrites a ferida, disse ele. Ainda temos uma boa porção de caminho a percorrer e não há cavalos. Os camponeses não podem ajudar-nos. Na aldeia não há homens

nem cavalos. O inimigo levou tudo.

A mulher deitou-se outra vez de costas e pôs-se a observar um berço pendurado no tecto por uma corda. Nunca embalara um berço e, contudo, tinha nove filhos. Eram nove órfãos cujos pais haviam sido mortos em combate. Era a eles que dava a sua ternura maternal.

Queria curar-se e voltar a combater. Não chorava de dor, não sabia chorar porque tinha o peito grande e tranquilo como o peito de uma mãe que dá vida.

A paciência desta mulher espantava o curandeiro.

Neki balançava nervosamente o berço. Sadri percorria o quarto em todos os sentidos, a velha tinha os olhos cheios de lágrimas.

– Xherah (1), disse a mulher, acaba depressa o teu trabalho.

Este curvou-se sobre ela e, com uma pinça de ferro aquecida ao rubro, tentou retirar o projéctil. O cheiro sufocante da carne queimada invadiu o quarto. A mulher pensava nos pequenos órfãos.

Neki continuava a balançar o berço. Era um berço vazio, como dezenas e centenas de outros berços de Kosovo. Porque as crianças já não ficavam nos berços e as mães já não tinham tempo de as criar.

O curandeiro esforçava-se o mais possível mas não conseguia esconder o seu espanto.

“Esta mulher, pensava ele, não pode ser uma mulher. É mais corajosa a suportar a dor do que um homem. Deve haver qualquer coisa escondida por trás daqueles compridos cabelos negros.”

Teria dado tudo para tirar aquilo a limpo. Aquele mau pensamento torturava-o tanto como a pinça torturava a mulher.

“Ela vestiu-se assim para não ser reconhecida”, pensava ele.

Todos conheciam aquela mulher. Todos sabiam que era ela o chefe daquele destacamento, mas muitos pensavam que o espírito do marido revivia nela. Era essa de resto a opinião do curandeiro.

Durante anos, guiara valentemente aqueles homens e ninguém sabia então que o marido tinha morrido. Os homens partiam ao assalto gritando o nome do marido e aquela mulher não disse uma só vez que estava cansada de combater.

O nome do marido semeava o pânico por entre o inimigo, mas era a mulher que lutava, que guiava os homens no combate e que criava os filhos dos que tombavam na luta.

– Puxa a trança, disse o curandeiro. Puxa com força para não sentires a dor. Tem paciência.

Ela, entretanto, recordava-se de como tinha sepultado o cadáver do marido dentro de um poço natural, enterrando-o profundamente para que o inimigo nunca pudesse encontrá-lo. Para que o inimigo vivesse sempre no temor do seu nome.

– Se tens força, dissera-lhe ele, combate.

E ela combatia ainda e talvez melhor do que o seu homem.

– Tira essa bala maldita, gemeu a ferida.

– Puxa a trança, disse o curandeiro banhado em suor, puxa com força.

E admirava-se ao ver que aqueles cabelos não ficavam nas mãos da mulher.

“Será realmente uma mulher?”, pensava ele. “Neste caso, todos os qualificativos já nada representariam visto que a mulher seria mais forte que o homem.”

Neki continuava a balançar o berço, com os olhos fixos na ferida. Ninguém sabia atirar com a precisão desta mulher. O marido, cuja pontaria era famosa em toda a região, nunca se media com ela.

“Livra-te de me desafiar, dizia ele à mulher, serias capaz de me ridicularizar. Mas ela media-se com todos e ganhava.

Neki vira-a uma vez acender com uma bala um cigarro que alguém tinha posto em cima de um rochedo.

Há anos que ela comandava um destacamento de homens aguerridos e corajosos.

Neki continuava a balançar o berço vazio pendurado do tecto.

Aqueles homens reuniam-se à noite e partiam ao ataque. Lutavam contra os estrangeiros pelos seus lares e pela sua honra e era aquela mulher que os guiava no combate.

E não se queixava..

Por Faik Ballanca

CASA DO TERROR – A BRUXA – CAPÍTULO 02

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David pegou um quadro com revestimento de vidro e a foto de Mary que estava próximo ao telefone e o jogou no chão despedaçando-o fazendo seu cachorro que tinha pelagem superior toda preta e branca em baixo se assustar. Tinha um detalhe em branco em volta do pescoço como se fosse um colar, mas apesar de tudo era um cão sem raça específica.Depois, David foi ao estábulo e chegou à porta que era dividida em duas. Você podia fechar a parte de baixo impedindo dos animais saírem enquanto que a de cima podia ficar aberta para arejar o ambiente.- Boa noite. – Disse David a um lindo cavalo branco que estava no recinto fazendo um carinho no focinho do animal. Depois fechou a parte de cima da porta e voltou para dentro de casa, pois tinha que continuar seu trabalho.

David era sonoplasta, ou seja, fazia a edição de música e sons dos filmes. Tocou várias vezes em um teclado elétrico para experimentar a música de terror na hora do ataque à mulher do filme que era Mary.

Ficou pensativo na hora da cena do ataque, olhando fixamente para a tela como se estivesse ruminando algo. De repente ouviu lá fora um som de trovão que possivelmente anunciava um temporal. Levantou-se então com uma garrafa seca de uísque e foi trocar na sala na estante, já que trabalhava em seu quarto.

– Relaxe, é só um trovão, não é nada demais. – disse para o cachorro que assustado, tinha acompanhado-o até a sala.

Neste momento, um trovão muito maior fez-se ouvir e o cachorro correu para baixo de uma mesinha que estava encostada na parede.

Os trovões estavam bem fortes agora. O vento fez abrir uma porta que estava sem o trinco. David correu para fechar a porta e se molhou um pouco.

Notou então que a casa estava totalmente às escuras e foi até um pequeno quarto onde ficava a casa de força ver se algum fusível estava queimado, acendeu uma vela mas, aparentemente estava tudo em ordem.

No estábulo, Muffin estava bastante agitado e se movimentava de um lado para o outro.

Dentro de casa David tinha voltado para a sala, porém agora o cão estava ganindo na porta como se estivesse desesperado para sair.

– Está tudo bem, já acabou. – Falou para o cão que continuou a ganir.

Continua…

Esta obra é baseada na série de televisão “Hammer House of Horror”. Episódio: Witching Time.

Por Anthony Read
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