O MENINO E O FELINO PARTE 1 DE 3

– Que droga! Tirei zero na prova de matemática. A mamãe vai me matar.

O menino pegou a mochila e saiu da sala de aula, visto que havia terminado o seu dia escolar. No corredor, alguns “amigos” conversavam no momento que ele passou. Foi quando ouviu um deles, chamado Plínio, que sempre tirava boas notas, porém tinha a “boca suja”, lhe xingar.

– Vai estudar seu filho da p. hahahahhaha esse #$%& tirou zero em matemática. E todos que estavam junto com Plínio riram junto.

Marcio passou por eles e correu para fora da escola. Estava amargurado pela nota que tirara e sua mãe que até faltara o trabalho para ajudá-lo. Estava se sentindo o pior dos meninos.

Chegou a um terreno baldio, em que passava todos os dias e notou a velha e pequena casa que lá existia. Resolveu então correr para lá para pensar o que dizer em casa quando sua mãe perguntasse sobre sua nota da prova.

Ao chegar diante a porta, notou que era de madeira. Empurrou a mesma que abriu rangendo. Dentro nada existia, a não ser um chão todo sujo de lodo com apenas uma parte limpa. Resolveu atravessar o lodo e sentar.

Ficou sentado no chão na junção entre duas paredes. Quase vinte minutos havia passado. De repente a porta começa a ranger e Marcio que estava alerta começou a ver uma criatura passar pela porta.

Logo viu que a criatura era um gato que parou naquele mesmo momento e o fitou nos olhos. Seus lindos olhos azulados fizeram com que Marcio se enchesse de admiração pelo felino esboçando assim um sorriso.

Assim chamou o gato com aquele chiado que fazemos quando queremos chamar um gato.

– Psuisuisuisui. Chaninho, chaninho.

O gato deu uns passos para cima do lodo e foi na direção de Marcio que achava que o mesmo estava com fome.

O gato parou alguns passos à frente do menino e deu aquele miado triste como se estivesse com fome.

Agora bem perto, Marcio notou que o gato era da raça angorá visto sua pelagem meio amarronzada com partes claras.

Ficou então de joelhos e fez novamente o som.

– Psuisuisuisui.

Foi então que o gato deu outros passos chegando junto e Márcio começou a alisar a pelagem macia do gato. Notou, porém que o gato estava imundo, mas tinha um brilho todo especial.

Assim, Márcio levantou e esqueceu por momentos de sua angústia e deixou o bichano acariciar sua perna. Foi quando notou que o rabo do gato era bastante peludo e riu ao se lembrar que sua mãe tinha um espanador que era bem parecido com o mesmo.

Depois de algum tempo brincando com o gato, caiu em si e viu que sua mãe poderia ficar preocupada com sua demora. Então levantou-se para sair, mas ficou com pena do gato, afinal alguém poderia encontrá-lo e fazer maldades. Perguntou-se então se poderia levá-lo para tratá-lo bem.

Pegou o gato com carinho e escondeu dentro da camisa, que já estava toda cheia de pelos e dirigiu-se à porta. Nisso, após alguns passos deu um escorregão no lodo, mas conseguiu equilibrar-se segurando na porta. Quando saiu seguiu seu caminho e meia hora depois estava em casa.

Ao chegar em casa, aproveitou que sua mãe estava na cozinha e seu pai no quintal, e escondeu o lindo gato em uma caixa de sapatos.

Depois do almoço, aproveitou a sesta de seus pais e pegou dois pratos para dar comida e leite para o bicho. Depois deu um banho no gato e jogou um pouco de talco.

A noite ficou pensando como iria pedir para seus pais para deixar o gatinho ficar na casa e pouco tempo depois adormeceu.

Por Alci Santos

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