A FAZENDA DO VOVÔ JEREMIAS – II de IV

Vitorio estava no seu novo quarto na fazenda. Arrumava suas coisas e cantava uma canção divertida que aprendera na escola.Pensava em sua irmã, Suzana. Vitorio gostava dela. Tinha discussões e brigas como todo irmão, e as vezes ele sentia muita raiva dela, mas no momento estava preocupado com ela.
Havia muitas horas que sua tinha ido procura-la em seu quarto, mas ela não estava lá e nem em parte alguma da casa, como ele mesmo pode constatar.
Procurou por ela, gritou, chamou seu nome, e nada. Estava chegando a conclusão que sua irmã tinha feito uma loucura e fugido da fazenda que ela tanto odiara.
Foi falar com o pai, mas ele deu de ombros e disse que quando ela tivesse fome, apareceria. Afinal de contas pra onde ela poderia fugir em um lugar isolado como aquele?
Mas as horas foram passando e nada dela aparecer. Vitorio estava cada vez mais apreensivo.
Ficou com muita pena da irmã quando sentiu sua revolta em morar no campo, ele não conseguia entender o porque, afinal o lugar era muito agradável, tinha tantas coisas para se brincar, explorar…Ele havia adorado a fazenda!
Sem aviso uma pedrinha foi atirada na janela de seu quarto. Ele se assustou e quase gritou, mas mal deu tempo de abrir a boca, outra pedrinha foi atirada. Ele foi até a janela e sua irmã estava embaixo chamando por ele.
– O que foi Suzana? Por onde você andou? Te procurei o dia todo! E porque esta ai parada me olhando com essa cara?
– Para de gritar e desce aqui seu idiota! Não quero que o papai me veja!
Ele desceu correndo as escadas e foi ao encontro da irmã. Ela estava esquisita, pálida, ele ficou ainda mais preocupado.
– O que foi? Onde você estava? Ele perguntou alarmado.
– Não faça perguntas idiotas e venha comigo, vou te mostrar uma coisa bem legal que encontrei. Disse isso e soltou uma risada esquisita.
Vitorio estava com medo. Não sabia porque mas estava sentindo muito medo da sua irmã naquele momento. Ela estava estranha, com um olhar esquisito, sorrindo estranhamente, mas o mais apavorante era sua palidez. Ela parecia um fantasma!
Mesmo assim ele a seguiu. A curiosidade foi maior e ele queria saber o que sua irmã poderia ter encontrado que fosse tão legal assim.
Ela é claro o levou pelo mesmo caminho que havia seguido algumas horas antes. Quando chegou na entrada do túnel ela parou e se virou para o irmão. Ele não conseguiu segurar um grito apavorado. Sua irmã estava olhando pra ele e sorrindo, só que não era sua irmã e sim um monstro apavorante que Vitório não havia encontrado nem nos filmes mais assustadores que costumava ver no quarto da irmã escondido de seus pais.
Ela olhou pra ele, sorriu e disse:
– Não se assuste irmãozinho. Vou te apresentar o meu mestre, que em breve será seu mestre também. Você vai gostar dele, primeiro vai se assustar, mas ele fará você perceber que ele é o melhor que poderia te acontecer. Vem, vamos entrar.
Vitorio tentou correr, mas sua irmã o agarrou como se ele fosse um boneco, e o levou para o túnel, em direção ao seu mestre…

Por Carlos Junior

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