SEU JUCA – 10 ANOS DEPOIS – CAPÍTULO III

Caso não recorde das partes anteriores, leia aqui como tudo começou

o prólogo, a parte I e a parte II

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-E parece que no dia que vosmecê me disse tudo, me tirou metade do peso que eu levava sobre minha cabeça. – falou seu Juca.

– Juca eu fico feliz que você se sinta assim. Eu tinha que contar porque você é um grande amigo dos seres mágicos e elementais existente nesta floresta e posso dizer que você faz parte de nossa evolução.

– O meu pai encontrou aquele elemental que o salvou a vida, não foi isso?

– Sim, seu pai estava envenenado por fungos venenosíssimos. Da forma que ele se encontrava, mesmo ele sendo extraterrestre tivemos que usar a magia elemental.

– Mas porque ele resolveu viver em São Bento? Era uma pequena cidade naquele tempo.

– Pelo que soube, sua nave se avariou e ele passou a viver com os humanos para ver se conseguia material para fabricar peças. Ele levou anos para conseguir, já que o material da terra era impuro. Isso quem me disse foi um amigo meu que também era conhecido dele.

E foi ai que ele conheceu mainha? Ela se chamava Simone.

– Sim, no começo ele teve que mudar sua forma para a forma humana que não tinha quase diferença. Apenas a cor era meio marrom-esverdeada.

Enquanto isso, em outro lugar…

– Era por aqui sim tio – disse Rosa tentando achar o caminho para a cabana de Seu Juca.

– Não estou muito certo disso rosa, o celular já está saindo do alcance das torres – disse Valeriano já cansando.

– Se quiser voltar tio, não tem problema.

– Vou continuar Rosa, ora se vou perder uma história.

– Tio, o senhor está cada vez pior com seus livros. Qualquer coisa que escrevesse ganharia muito dinheiro.

– As coisas não são bem assim Rosa – falou o tio da moça sorrindo.

De volta à Floresta…

– Mas porque quer que eu conte de novo Juca? Você já não sabe? Disse o elemental.

– Sim, mas gostaria de ouvir novamente, é muito difícil alguém me contar algo assim.

– Tudo bem. Sua mãe casou-se com seu pai sem saber que ele era de outro planeta e mesmo assim, tiveram dois filhos. Um menino e uma menina. Você nasceu primeiro. Seu pai aproveitou para usar aparelhos extra-terrestres em você que estimularam sua inteligência, já que você tinha nascido de uma cor estranha, mas no inicio ele disse a sua mãe que era uma doença, mas ele conseguiu fixar a cor humana em você. A sua irmã não nasceu extra-terrestre e sim terráquea. Seu pai aceitou bem e passaram a viver muito bem. Quando seu pai contou a sua mãe que era de outro planeta ela disse que tinha uma certa desconfiança, mas ela aceitou.

Sua irmã era impedida de subir na nave espacial.

Quando a nave ficou pronta, ele recebeu ordens de retornar imediatamente e foi então que aconteceu algo surpreendente. Ele forçou todos a irem para a nave.

– Foi a fuga? Perguntou Seu Juca.

– Sim, seu painho programou a nave para partir em uma noite linda exatamente á meia-noite. Ele se trancou na cabine de pilotagem e você com medo foi até o quarto onde estava sua mãe e sua irmã. Então você que costumava a freqüentar a nave, colocou uma máscara anti-gás e soltou no recinto um gás que as fez adormecer. Você pegou sua irmã exatamente no momento que a nave se preparava para decolar e conseguiu sair por um local de escoamento de emergência, mas a nave não voltou para a terra.

Você e sua irmã passaram a viver de frutas na floresta, mas um dia sua irmã sumiu.

Longe dali…

– Veja tio, ali está a cabana – falou Rosa correndo até a mesma.

Ao chegarem, Rosa bateu na porta e ninguém atendeu. Foi até aos fundos e bateu novamente e nada. Quando voltou para frente, bateu novamente na porta e a mesma cedeu e ficou entreaberta.

Rosa e seu tio entraram e notaram que era uma cabana simples sem nada demais.

Há muitas léguas dali…

– A partir daí eu me lembro bem – disse Seu Juca com os olhos brilhantes.

– Então conte – disse o elemental sorrindo.

– Eu a procurei por vários lugares, até que um dia tive que desistir. Não achava que a encontraria. Anos depois tive meu primeiro encontro com elementais que me reconheceram do tempo do meu pai, apesar de não ter contato com eles.

Passei a fabricar um material que eles me apresentaram em uma receita. Disseram que meu pai fazia isso para eles, mas eles eram proibidos espiritualmente de fazer aquilo por serem de culturas diferentes, mas se fosse dado por outra pessoa, eles poderiam tomar.

– Você fala do peyo? Perguntou o elemental.

– Isso mesmo. Graças a ele vocês podem se energizar até hoje – Disse Seu Juca. Em troca recebo alguns poderes passados pelos elementais.

– É verdade, as duas partes se beneficiaram – disse o elemental.

– De uns tempos para cá estou tendo uns pesadelos – disse Seu Juca.

– Depois continuamos nossa conversa, pois senti que alguém invadiu sua cabana.

Na cabana…

– Não tem ninguém aqui Rosa, é melhor voltarmos.

– De jeito nenhum, nem que tenhamos que esperar até a noite – disse ela resoluta.

– Querida, seja razoável, não sabemos se o homem voltará hoje.

– Tio, eu não vim de tão longe para voltar de mãos abanando. Vamos esperar.

Neste momento Seu Juca  voltava da floresta. Notou os dois na casa e manteve o bom humor.

– Bom dia, em que posso ajudar vosmecês?

Rosa e Valeriano ficaram constrangidos por terem sido encontrados dentro da casa.

– Não se preocupem, não estou zangado por vosmecês terem entrado.

– Desculpe, a porta estava aberta e entramos, coisa que não deveríamos ter feito – falou Valeriano.

– Não tem problema, mas vosmecês devem estar aqui por algum motivo. Qual? Perguntou seu Juca ficando um pouco mais sério.

Rosa engoliu em seco, tomou a frente e falou:

– Quando eu era pequena eu conversei com o Sr., ou melhor eu o entrevistei.

– Eu me lembro, eu a reconheci.

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