SOBREVIVENTES – CAP. 3

Passado…

-…Então é isso. Vocês já têm todas as informações, mas vamos repassar:

-Primeiro aguardar o navio.

– Não se esqueçam que vocês têm que dizer que são turistas e para isso vocês receberam as identificações falsificadas.

– Quando estiverem dentro do navio vocês vão procurar os traficantes.

– Não esqueçam que eles são apenas três, mas se vocês derem mole, eles lhe matarão de maneira sumária.

– Ei seu moço o Sr. vai querer ficar falando sozinho e não deixar ninguém falar? – Perguntou Nicolas para o falastrão.

– Estou apenas revisando o que já foi dito – falou o homem seriamente.

– Posso perguntar algo, ou não? – perguntou Nicolas fazendo todos rirem.

– Pergunte, mas seja sério – permitiu o homem acenando.

– Quando é que vai sair o rango?

De repente todos riram.

– Engraçadinho, se aprontar de novo mando meterem o pé na sua bunda.

– Você está louco Nicolas? – Perguntou Rodolfo – Esses caras podem matar a gente. Se eles vierem aqui eu nem te conheço.

Presente…

Entardecer. Rodolfo e Nicolas estavam sentados um ao lado do outro olhando as ondas do mar e lembrando da enrolada em que estavam metidos.

– Eu não acredito no pesadelo em que estamos Nicolas. Em uma hora estamos atrás de alguns bandidos, outra hora estamos aqui nessa ilhota sem saber se vamos poder voltar para casa.

– Será que essa não é a ilha de Lost Rodolfo?

– O que há com você Nicolas, parece que está na cidade grande. Às vezes só pensa em fazer essas piadinhas bestas – irritou-se Rodolfo.

– Como está a mulher ferida? Você que ficou perto dela lá junto com os outros – perguntou Nicolas cessando as piadinhas e entrando em conversa séria.

– Ela está desacordada ainda. Tem um médico lá cuidando dela. Por sorte ele reconheceu sua caixa imensa de remédios que boiou no acidente e veio boiando com ela até a praia.

-Estou com uma sede descarada Rodolfo.

– Então vá tomar água. Alguém deve ter recuperado uma geladeira do navio.

– Eu vi mais cedo, uma trilha que tem uns coqueiros. Com sorte podemos pegar uns cocos antes do anoitecer – disse Nicolas levantando e pegando pelos braços de Rodolfo e puxando.

– Tá bom, espera ai que vou me levantar.

Minutos depois…

– Ali estão os coqueiros, veja Rodolfo

– É, mas quem vai subir é você. Eu estou todo dolorido.

Então Nicolas subiu no coqueiro e Rodolfo ficou esperando. Quando já estava bem perto dos côcos, Nicolas começou a fazer gestos. Como o coqueiro era bem alto, e Rodolfo estava baqueado, não entendeu o que Nicolas gritou.

– Mas o que será que essa criatura quer dizer com esses gestos? – pensou Rodolfo.

Cada vez mais Nicolas aumentava o balançado de braços.

– Nicolas fale mas alto que não estou escutando.

Então nesse momento Rodolfo notou as arvores ao lado do coqueiro se mexerem…

– Mas que diabos? – perguntou a si mesmo Rodolfo.

O mato mexeu mais ainda.

Uma sombra ameaçadora surgiu às costas de Rodolfo…

CONTINUA…

Por Alci Santos

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