PINÓCCHIO E OS CONTOS DE FADAS – BAMBOLA DI LEGNO – PRÓLOGO

Ano de 1880, Collodi, Itália.

Toc! Toc! Toc!

– Quem é? – perguntou o morador da pequena casa de madeira.

– Senhor, preciso falar-lhe – gritou o homem do lado de fora.

O homem que morava na casa já na faixa dos sessenta anos abriu a porta e disse:

– Sim senhor? Em que posso ajudá-lo?

O homem que bateu na porta parecia um janota com roupas caras.

– O Sr. Chama-se Gepeto?

– Sim, o senhor está interessado em mobília? Aqui somente uso bom material. Tenho certeza que não se arrependerá.

– Na verdade, estou abrindo uma escola para jovens e além de professores comuns estou desejando abrir uma oficina de carpintaria. Várias pessoas estão interessadas, mas o pessoal da cidade me disseram que só entrariam se o senhor fosse o mestre. Então gostaria de contratá-lo.

– Hum, eu agradeço a lembrança, mas tenho muitas encomendas para entregar e se assumir essa responsabilidade eu me atrasarei bastante – disse Gepeto com semblante triste.

– Vamos fazer o seguinte: O senhor trabalha pela manhã e tarde com alguns ajudantes que lhe enviarei, com todas as despesas pagas pela escola e à noite o Sr. fará a oficina na escola, o que acha?

– Hum, Sr.?

– Berilo – disse o homem.

– Bom se eu tiver ajudantes para não atrasar minhas encomendas, eu aceito – sorriu Gepeto

– Então estamos combinados. Passe amanhã na escola ao lado da prefeitura para acertar-mos tudo.

 Assim, Berilo foi embora e Gepeto retornou ao seu trabalho.

Mundo das fadas…

– Estou sentindo uma perturbação no véu mágico – falou a fada rainha.

– Senhora, precisamos descobrir o que é isso. Todas as vezes que temos esse tipo de problema, afeta o mundo dos humanos – disse uma das fadas madrinhas.

– Todas as que participam dos contos de fadas, tem que partir agora e tentar descobrir se algo está errado em seus contos. Enquanto isso tenho que partir para a cidade de Collodi, pois parece que um novo conto será criado.

Em algum lugar do mundo mágico…

– Sim, tenho que fazer com que todo o mundo mágico me obedeça.

– Mas mestre, isso não vai ser nada fácil. Eles tem poderes mágicos fortes e os do senhor não.

– É verdade Musgo, mas eu sei de uma pessoa que pode ao menos travar o mundo mágico e para isso não preciso de grandes poderes.

– Será que é quem estou pensando?

– Musgo, economize seus pensamentos.

– Então teremos que fazer o que fizemos de outras vezes secretamente?

– Claro, Musgo, afinal se eu levar algo relacionado à magia para um conto, meus poderes aumentam.

– Ai Mestre, não pode me deixar fora desta vez? Eu tenho verdadeiro horror de arrancar aquilo daqueles seres.

– Não seja fraco, Musgo. Eu só não faço isso pessoalmente, porque naquele local, meus poderes diminuem.

– Eu nunca entendi o motivo disso, Mestre.

– Não seja idiota, Musgo. Você sabe que nossos poderes são de origem maléfica, então se eu entrar em um ambiente contrário serei detectado, mas no seu caso, a coisa é diferente. Os seus poderes são de origem benéfica, porém manipulados para maléfica, então você não é detectado em nenhum dos lados.

CONTINUA…

Por Alci Santos

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