DETETIVE – CAPÍTULO 10

”Joana”, falou Geisiane colocando a caderneta no sofá. ”Será que podemos fazer algumas perguntas aos seus filhos?”

Neste momento Joana levantou-se e mudou o aspecto do seu rosto.

”O que?”, falou ela mostrando estar indignada. ”Meus filhos não!! Meus filhos nunca!! Não coloquem eles no meio desse assunto!!”

Beatriz e Geisiane se assustaram. Desde que começaram a entrevista Joana não havia reagido daquele jeito.

”Fique calma”, disse Beatriz com tom de voz leve. ”Foi só uma pergunta. Ela não fez por mal”

”Não importa se é para descobrir algo! Meus filhos vocês não vão entrevistar!”, exclamou Joana ainda mostrando estar nervosa

”Está bem, está bem”, falou Geisiane. ”Não faremos nada com seus filhos”

Enquanto isso, Kelvin, Thais e Eli chegavam a porta da casa, quando puderam enxergar Bruna saindo com Jonas.

”O que há lá?”, perguntou Kelvin quando chegou neles. ”Quem gritava?”

”Era eu”, disse uma voz

Kelvin viu Tom sair pela porta com um roupão branco e preto.

”Kelvin, este é o senhor Tom Santos Phillips”, falou Jonas apontando para Tom. ”Ele é o verdadeiro dono desta chácara”

Tom cumprimentou Kelvin. E depois Jonas explicou todo acontecido, inclusive as atitudes estranhas de Bruna.

Do outro lado…

”Não me venha com ameaças”, disse Pedro ainda encarando Lucas

Jefferson permanecia de lado, escrevendo tudo que se sucedia.

”Eu não sou de ameaçar senhor Pedro”, cochichou Lucas. ”Eu sou um homem de ação”

”Então porque não foi trabalhar no exército, hein?”

”Na verdade eu já fui do exército, para sua informação”, falou Lucas em tom mais afirmativo. ”Por isso eu disse que o senhor ainda não sabe do eu sou capaz”

”Suma da minha frente!!!”, gritou Pedro

O grito de Pedro foi alto. E Joana, Geisiane e Beatriz puderam ouvir.

Logo elas saíram pela porta surpreendendo os três.

”O que está acontecendo Pedro?”, perguntou Joana

Beatriz apenas olhou para Lucas como se quisesse dizer algo como: eu disse para ter cuidado.

”Não há como entrevista-lo”, falou Jefferson colocando a caderneta debaixo do braço. ”Esse cara é mais chato que a minha irmã!”

Dizendo isto Jefferson começou a andar em direção ao portão para sair. Parece até escroto, mas ele se esgotava fácil e mesmo não tendo encarado o velho resmungão, ele se sentia ofendido.

Lucas olhou para Pedro ainda encarando-o. E Pedro demostrava não ter medo, encarava Lucas também.

”Não pense que vai se safar das perguntas, eu vou voltar”, cochichou Lucas

Depois disto ele andou em direção do portão, pelo qual Jefferson acabara de sair.

Na casa de Tom…

”Há quanto tempo você mora aqui?”, perguntou Thais

Bruna estava sentada em uma cadeira. Tom em outra. E havia uma mesa de madeira legítima entre eles. A cozinha era fria, mas tinha um enorme janela que iluminava todo o lugar. Do lado esquerdo da janela estava uma lareira acesa. E do lado direito, um fogão branco de quatro bocas. Do lado do fogão estava uma geladeira preta, que parecia ser usada por muitos anos e agora já estava pedindo uma nova. Em cima da geladeira tinha um vaso cheio de rosas. Ao lado da geladeira tinha um armário marrom de quatro portas.

”Na verdade”, disse Tom. ”Eu não moro aqui. Eu sou executivo da empresa Alimentos S.A. Venho para cá de vez em quando pra relaxar da vida cansativa da cidade grande”

”E você conhecia a senhora Graça?”, perguntou Bruna

”Não. Eu só a conhecia de vista e só falei com ela uma vez. Foi para pedir uma xícara de açúcar”

Enquanto isso, em um dos quartos, começava a entrevista com Eli.

”Eli, vamos começar perguntando algo fácil pra você”, disse Jonas sentado em uma cadeira

Kelvin estava sentado ao lado de uma pequena mesinha, e estava com a caderneta na mão.

”Estou pronto”, falou Eli com convicção

”Porque você mentiu dizendo que era Tom?”, perguntou Jonas olhando para Eli

Eli não pareceu ficar nervoso. Nem seu aspecto mudou.

”Eu menti porque o senhor Tom odeia visitas. Por isso de vez em quando eu me passo por ele para resolver assuntos banais”

”Desculpe interromper”, falou Kelvin parando de escrever. ”Mas isto não é um assunto banal”

”Perdoe-me!”, reconsiderou Eli. ”Mas isso é a verdade. O senhor Tom vem para cá para descansar dos assuntos da cidade grande. Por isso quando ele está aqui ele sempre me fala a respeito das visitas”

Jonas pode sentir calma e sinceridade nas palavras de Eli, que por nenhum instante, demostrou estar mentindo.

”Muito bem”, disse Jonas. ”Vamos partir para o que realmente interessa. Eli, você conhecia a senhora Graça?”

Do outro lado…

”Eu sabia que isso iria acontecer”, murmurava Joana olhando para Pedro

”O que você sabia que ia acontecer?”, perguntou Beatriz

”A briga. Como eu já disse Pedro tem uma paciência muito pequena, e por isso arruma briga quase com todo mundo, até comigo”, explicou Joana

”Então porque você mantêm ele aqui?”, perguntou Geisiane

Joana se manteve quieta por alguns segundos, como se estivesse pensando no que responder. Por fim ela disse:

”Ele trabalha bem”

É claro que não era a resposta que Beatriz e Geisiane esperavam, mas elas não queriam prolongar a entrevista que já tinha chegado ao fim.

CONTINUA…

Por Naor Willians

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