DETETIVE – CAPÍTULO 12

Kelvin se levantou de sua cama e olhou o relógio que mostrava três horas da tarde.

”Bem acho que eles já puderam descansar”

Dizendo isto, Kelvin pegou uma luva dentro de um dos guardas-roupas do quarto.

Kelvin saiu do quarto e desceu para a sala. Bruna estava sentada em um dos sofás, ela estava com o notebook em mãos. Ao lado dela estava Lucas lendo uma revista em quadrinhos e nos sofá do lado estava Jefferson com um fone de ouvido.

”Pessoal”, disse Kelvin se aproximando deles. ”A folga acabou. Vamos começar a investigação do terreno. Aonde estão os outros?”

”Bia e Geise estão na cozinha”, falou Bruna

”Thais está no quarto”, disse Lucas

”E Jonas está no escritório lendo os relatórios”, respondeu Jefferson

”Bruna chame a Thais. Lucas chame Bia e Geise. E Jefferson fique onde está”

Todos começaram a se dirigir ao local onde estavam o resto do grupo.

Enquanto isso, Jonas chegara no relatório de Josafá, que descreveu o seguinte:

A garota se chama Nathalye. Mora em uma pequena fazenda perto de uma lagoa. A casa dela é de blocos, mas ainda não tem acabamento. Tem dois cômodos e um banheiro. A garota é simples, mas muito simpática e sentimental. Inclusive teve uma hora que eu tive que abraça-la para ela parar de chorar…

A garota mora ali á uns oito anos. Sua mãe morreu em um acidente com um trator á dois anos.

Nathalye disse que a mãe dela conhecia a dona Graça desde que chegou ali. E que a dona Graça era como a avó dela.

Quanto ao pai, Nathalye disse que não se lembra dele, pois ele também morreu quando ela tinha apenas dois anos.

No dia da morte de dona Graça, Nathalye estava em casa. Ela mencionou ter saído da casa de dona Graça duas horas antes da morte dela. Mas disse que não percebeu nada de estranho na casa ou no caminho de volta.

A garota disse que não escutou nenhum grito. E só veio a saber da morte da dona Graça cinco horas depois do acontecido.

Não consegui perguntar mais nada para a garota, pois ela se emocionou e não conseguia responder mais nada. Não vi nada de ameaçador nela, por isso não persisti em continuar a entrevista

Jonas pegou o relatório de Beatriz e Geisiane, que dizia que Joana escutou o grito.

”Um desses depoimentos está estranho. A chácara de Nathalye é mais perto do que a chácara de Joana, no entanto Nathalye não escutou nada e Joana escutou, conseguindo ainda por cima definir de que chácara vinha o grito…”

Jonas não estava desesperado, afinal aquela situação já se repetira várias vezes. Mas ele não desconfia que a situação vá para outro nível a partir de agora…

Do lado de fora da casa…

”Bem”, disse Kelvin descascando uma chiclete. ”Temos que começar a investigar o terreno, talvez ele tenha a resposta definitiva para desvendar este mistério”

Todos permaneciam calados.

”Bruna, você investiga na parte norte do terreno. Thais na parte oeste. Beatriz no celeiro. Geisiane na parte sul. Jefferson nas plantações. Lucas na parte leste. Josafá no porão da casa. E eu vou olhar no telhado da casa. Estas são as únicas áreas em que a perícia não teve tempo de olhar. Agora vamos nessa!”

Todos começaram a andar em direção do local que deveriam pesquisar.

Para Bruna essa era a parte mais empolgante do trabalho. Ela adorava mexer com detalhes, esse foi um dos motivos de ter ingressado nesse emprego.

Já para Thais não tinha nada de incrível nisso. Afinal o ponto forte dela eram combates e tiroteios. Parece impossível, mas algumas vezes isso acontecia nesse emprego.

Para os demais isso não importava. Alguns deles só ligavam para o quanto estavam ganhando.

Kelvin entrou pela porta da cozinha se dirigindo para a porta que dava no telhado.

Josafá abriu a porta do porão. Ao contrário das portas que ele costumava ver, aquela porta estava limpa e conservada.

Jefferson se maravilhou com a plantação. Ele não acreditara que a idosa conseguia manter aquilo sozinha. A plantação estava em bom estado e os resultados eram ótimos.

Lucas já começara a investigação do local onde estava. A grama estava bem aparada, e o local tinha quatro árvores. Também tinha um banco de madeira fixo no chão.

No celeiro Beatriz olhava os cantos de uma pá, que estava amassada.

”É”, disse ela. ”Parece que arremessaram esta pá contra o chão… o estranho é que aquela idosa não teria forças para fazer isso. Então quem o fez?”

CONTINUA…

Por Naor Willians

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s