DETETIVE – CAPÍTULO 13

Bruna andava olhando para os passarinhos que voavam sobre árvores. Por um instante ela esqueceu que estava numa investigação e começou a pensar como são os passarinhos. Que tem a liberdade de voar pelo céu, voar acima das águas e da terra. Bruna desejou voar por um instante assim como um passarinho…

Pac! Ela pode ouvir seus pés pisarem em um graveto. Ela deixou de olhar para cima e voltando seu olhar para baixo viu um passarinho degolado.

Era uma cena horrível. O sangue rodeava o pequeno passarinho jogado no chão.

Bruna paralisou por um instante. Olhou ao redor e viu uma linha vinte centímetros à sua frente. Era uma armadilha.

Como Bruna gostava de detalhes, ela percebeu rapidamente que linha se deslocava por um pequeno buraco em uma árvore.

Bruna andou cautelosamente olhando para os lados e para o chão. Se ela pisasse em alguma armadilha… poderia ser fatal.

Jonas acabara de ler o relatório de Jefferson sobre Pedro.

Desta vez ele começou á ficar realmente confuso.

” Evidências”, concluiu ele. ”Pedro e Joana são cúmplices? Joana soube do crime que Pedro iria fazer, mas não pôde fazer nada porque está sendo ameaçada? Joana é a assassina e Pedro é o ameaçado? E por último Nathalye é a verdadeira culpada? E a hora que acreditamos que Graça morreu é uma farsa?”

Jonas debruçou sobre a cadeira e colocou suas mãos sobre sua cabeça.

”Fazia tempo que eu não enfrentava algo assim…”

No celeiro, Beatriz continuava a examinar a pá quando algo lhe chamou a atenção.

Colocando a pá no chão, ela começou a andar para a frente em direção de uma linha que ia de um canto á outro do celeiro.

”Tem caroço nesse hamburger!”, disse ela olhando para a linha, que ia para no andar de cima do celeiro.

Beatriz não tinha a mesma percepção que Bruna, mas seu cuidado fazia com que ela ficasse a altura dela. O único problema dela era a curiosidade. Durante anos ela tentara superar este defeito que a pôs em perigo por várias vezes. Principalmente em casos como esses.

”O que essa linha faz aqui?”, disse ela para si mesma. ”Se é uma armadilha alguém muito burro a fez, pois qualquer um pode perceber!”

Beatriz permanecia parada analisando a situação, assim como qualquer um faria no seu lugar.

Enquanto isso Bruna se aproximava de uma descoberta mortal.

Ainda parada em frente ao passarinho morto e á linha, ela observava as quatro árvores que estavam próximas do passarinho. Porém quando olhou para uma das árvores Bruna enxergou um machado encaixado na árvore.

”Mas o que é isso?”, questionou

Bruna sempre ficava com medo de situações extremas, mas isso não queria dizer que ela não as enfrentaria.

Suas pernas começaram à tremer. O medo era notório. Bruna não pensava em se mover um centímetro, pois o lugar poderia estar cheio de armadilhas.

Então ela resolveu analisar a armadilha, e, sua conclusão foi que o machado seria pra cortar a cabeça do indivíduo que pisasse ou tropeçasse na linha.

Bruna tremeu.

Porém houve algo que chamou sua atenção mais ainda.

”Se o passarinho estava morto”, pensou ela. ” A armadilha deveria estar desarmada, ou seja…”

Isso foi um detalhe que mexeu com os nervos dela, pela sua percepção e conclusão Bruna havia descobrido que alguém rearmara a armadilha. Agora a pergunta crucial era quem havia rearmado?

Não havia mais o que fazer, e, Bruna resolveu contar para Kelvin sobre a armadilha.

No celeiro…

”Mas que tipo de armadilha é essa?”, disse Beatriz olhando novamente para o andar de cima. ”Aqui tem algo”

A intuição de Beatriz dizia para ela avisar Kelvin, mas sua curiosidade lhe impulsionava para que ela fosse mais além. Mesmo assim dividida entre dois pensamentos Beatriz permanecia parada apenas analisando e analisando.

De repente ela andou um passo para frente, o que significava que ela queria ir mais além.

Suas pernas bambearam quando ela se deparou com a linha. Mas ela não recuou. Abaixou-se para ver melhor a linha.

A vontade dela era puxar a linha, mas algo em seu interior continuava alertando-a para que não puxasse. Naquele momento de indecisão, Beatriz apenas permanecia parada.

Bruna corria em direção ao telhado onde Kelvin se encontrava. Pensamentos e conclusões invadiam sua mente enquanto ela se aproximava da casa.

”Kelvin!!”, gritou ela chegando na casa. ”Kelvin!!!”

Kelvin pôde ouvir o grito de Bruna e rapidamente desceu ao encontro dela.

Por outro lado, Jonas terminara de ler todos os relatórios.

”Finalmente”, resmungou ele. ”Agora temos que ficar de olho em Joana, Pedro, Nathalye e Eli. Realmente eles são mais suspeitos, mas não vou descartar Tom dessa jogada, pois ainda tem muita coisa aí. Muita coisa mesmo…”

CONTINUA…

Por Naor Willians

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