DETETIVE – CAPÍTULO 19

Jonas estava na biblioteca ainda pensando no acontecido. Para ele, a culpa da morte de João havia sido dele. E por mais que ele quisesse voltar no tempo e desfazer o erro, não o poderia.

As cadernetas e anotações da entrevista estavam em cima da mesa, conforme Jonas havia deixado. Ele começou a olhar para os nomes e um sentimento de ódio começou a incomoda-lo. Se João morrera por uma armadilha que não estava ali, então o assassino era um deles. Porém a questão era quem?!

Inconformado com a idéia de não ter nenhuma prova e nenhuma pista sobre o assassino, Jonas começou a ler novamente todos os relatórios. Agora, ele estava mais do que disposto para encontrar o assassino. E agora ele tinha mais de um motivo para encontra-lo.

Por outro lado, as detetives se aproximavam do celeiro. Havia um clima de expectativa e medo no ar. Afinal, depois da morte que elas presenciaram sabiam que podiam estar correndo risco de vida.

Finalmente todas pararam diante da porta do celeiro.

”Quem vai abrir?”, perguntou Beatriz olhando para Bruna

”Por que está olhando pra mim?”, questionou Bruna

”Você é a melhor de nós três”, comentou Beatriz. ”Sua percepção é ótima! Se tiver alguma coisa na porta, você vai perceber e terá tempo de escapar”

”Me desculpe, mas…”

”Já chega dessa discussão inútil!”, resmungou Thais andando em direção da porta. ”Eu não tenho medo de nada!”

Thais pegou sua arma da cintura e começou a abrir a porta. Beatriz e Bruna permaneceram atrás esperando para ver.

A porta foi aberta, mas quando Beatriz olhou para dentro enxergou algo ruim.

”Não está lá!”, disse ela entrando no celeiro ao lado de Thais

Bruna e Thais seguiram Beatriz, que andou em direção do local onde a linha deveria estar.

”Sumiu!”, murmurou ela olhando de um lado para o outro

A conclusão era óbvia, o ladrão havia desarmado a armadilha.

”O que vamos fazer agora?”, questionou Beatriz ainda preocupada

”O certo seria contar ao Kelvin e ao Jonas”, respondeu Bruna olhando o local onde a linha deveria estar. ”Mas se eles souberem que viemos aqui, vão falar até anoitecer”

”Então o que vamos fazer Bruna?”, perguntou Thais ainda com a arma na mão.

”Não vamos fazer nada”

Enquanto isso…

”Jonas! Jonas!”, chamava Kelvin entrando na biblioteca

Quando entrou Kelvin viu Jonas com um dos relatórios na mão, uma caneta na boca e um papel na mesa onde estavam várias anotações.

”O que você está fazendo?”

Jonas tirou a caneta da boca e fez uma anotação, depois olhou para Kelvin e respondeu:

”Estou refazendo minha análise”

”Pra quê?”

”Vou encontrar o assassino”, disse Jonas pegando outro relatório. ”Esse safado não vai se safar”

”Jonas”, comentou Kelvin sentando-se na cadeira. ”O que temos que fazer neste momento é alertar o departamento. Um dos nossos morreu, a missão agora vai ficar a cargo do governo!”

”E você acha que o governo se importa com o que aconteceu ou com o que deixa de acontecer?!”, retrucou Jonas com um tom de voz mais agressivo

”Mas essas são as normas cara. Eu sei que você quer achar o culpado pela morte do João, porém devemos ter em mente que corremos um grave risco de sermos a próxima vitima!”

”Desde quando não corremos perigo nessa profissão? Hein, me diga o dia em que quase não fomos mortos?!”, questionou Jonas levantando-se da cadeira. ”Se avisarmos o departamento sobre isso, eles apenas vão guardar o caso na gaveta e ir tomar um café com leite! Não Kelvin, desta vez se for necessário eu vou quebrar as regras!”

Enquanto isso, Lucas pensava no que Kelvin lhe falou. Porém a agonia dentro de Lucas era grande. Para ele, Pedro definitivamente era culpado, e ele não podia deixar um ladrão desses por aí.

De repente Lucas levantou-se do sofá e correu em direção da biblioteca. Quando chegou lá, viu que Kelvin e Jonas continuavam discutindo. Rapidamente Lucas olhou para o relógio e correu novamente, agora em direção da porta, que ele abriu e saiu.

Lucas começou a andar em direção do local onde ele havia investigado no dia anterior.

”Não vai escapar de mim Pedro…”, murmurava ele consigo mesmo enquanto se aproximava do local

Quando estava chegando perto do local, Lucas pode ver que lá vinha ele.

Um sorriso maligno saiu de Lucas. E idéia dele era óbvia: encontrar-se com Pedro no horário que ele passava ali.

Lucas logo ficou novamente de frente para ele.

Pedro parou, encarando Lucas e Lucas fazia o mesmo.

Em suas expressões rudes e cheias de ódio notava-se que os dois estavam prestes a estourar.

”Desta vez não vou me retirar como da última vez”, começou Pedro

”É claro que não vai”, falou Lucas. ”O único lugar pra onde você vai se retirar é pra cadeia, seu miserável!”

”É melhor para por aí, se não quiser levar uma surra!”, ameaçou Pedro

Lucas fechou a mão. A raiva passava por todo seu corpo, e toda vez que ele olhava para Pedro, via João deitado na cama.

”Seu assassino… por que fez aquilo com ele?”, questionou Lucas segurando-se para não chorar de raiva

”Ele quem?”, perguntou Pedro sem entender. ”Do que você está falando?”

”Ele era fraco e indefeso, por que fez aquilo?”

”Eu já disse que não sei do que você está falando!”

”Não finja desgraçado!!”

Dizendo isto, Lucas deu um forte soco no rosto de Pedro. O impacto do soco fez Pedro recuar cinco passos.

Sem perda de tempo Lucas voou sobre Pedro com uma chuva de socos e chutes. E assim os dois começaram uma briga violenta, uma briga na qual um deles talvez não sobreviva…

CONTINUA…

Por Naor Willians

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