C.H.I.L.D. – PRIMEIRA MISSÃO – CAP. 03

Escola de Crianças Especiais (ECRES), Washington, D.C.

– Crianças, vamos respeitar minha aula, pois eu já estou me irritando com essas conversas paralelas. Hoje está demais.

O professor Nelson é altamente temido na escola por infligir castigos em seus alunos. Mesmo não tendo nenhum poder conhecido, sempre oprimia os alunos, sempre colocando algum de castigo. No ano anterior ele havia deixado de castigo, todos os alunos de todas as turmas em que ele dava aulas. Caso algum aluno não tivesse aprontado nada, ele dava um jeito.

– Obrigado senhor por tudo.

– Do que você está falando Cougar? – perguntou o professor seriamente.

– Por elogiar nossa conversa. O senhor não disse que estava demais?

Neste momento todos riram na sala.

– Cougar, de pé! – exclamou o professor – Vá já para o canto da sala e fique lá.

De repente alguém tenta ajudar Cougar

– Professor, não é justo. Não fizemos nenhuma falta grave – disse Teddy defendendo-o.

– Sim, mas de vez em quando é bom irem para lá servirem de exemplo aos outros.

E dizendo isso, virou-se para continuar a escrever no quadro.

Teddy levantou o braço para que todos olhassem para ele e pegou uma bola de papel previamente trabalhada e ficou invisível apertando um botão em seu relógio de pulso. Andou até próximo ao professor. Era como a bola se deslocasse sozinha no espaço. De repente parou e atirou a bola e correu de volta até sua carteira. Ao sentar apertou o botão a tempo do professor não o notar. A turma toda achou graça.

– Muito bem, quem foi o engraçadinho? – perguntou o professor irritado.

Cougar, que ainda permanecia de pé na carteira foi quem pagou o pato.

– Cougar, porque ainda não foi para o canto da sala? Eu aposto que você tem algo a ver com essa bola de papel.

– Não senhor eu…

O professor cortou sumariamente a resposta de Cougar e bradou:

– Vá imediatamente para o canto da sala e fique lá por três aulas que eu vier a dar nessa sala e tenho pena de você se fizer outra gracinha.

O professor falou de tal forma que ninguém ousou a defendê-lo, mas companheiros de equipe, Teddy, Ginna e Billy ficaram com pena. Vinny estava em uma aula prática e não estava presente.

– Ginna, você precisa dar um jeito de ajudar o Cougar. – disse Teddy cochichando.

– Você é que foi o culpado vire-se. – sussurrou a menina cruzando os braços e fechando os olhos.

– Por favor Ginna, você não tem pena do Cougar? O professor já tinha mandado ele pra lá, não foi só minha culpa e nesse caso eu não poderei ajudar com minha invisibilidade pois o professor iria notar a falta dele.

– Mas ele ficou com mais raiva do Cougar por sua culpa. Eu vou ajudar porque nós somos amigos e eu estou com pena dele, mas você vai ficar me devendo essa – disse ela apontando o dedo na cara do colega de grupo.

A garota foi até o professor e fez uma pergunta em relação à matéria. Olhou fixamente nos olhos do professor Nelson e colocou uma sugestão em sua consciência. Quando o professor olhou para a carteira de Cougar, não o encontrou. Olhou para o canto da sala e lá estava ele. Então deu um sorriso de satisfação.

Ginna voltou para a cadeira e disse:

– C’est fini

– Muito obrigado, você é uma grande amiga. – sussurrou um garoto sentado ao lado dela.

– Você não precisava dizer isso, porque eu sei – falou ela baixinho para o garoto.

– Valeu gata! –cochichou ele.

– Valeu cochichou ela sorrindo para Cougar que permaneceu o tempo todo sentado na carteira a seu lado.

CONTINUA…

Por Alci Santos

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