DETETIVE – CAPÍTULO 44

Um mapa estava sobre a mesa de Ley. Havia vários pontos marcados e o robusto comandante estava muito pensativo.
‘’Se eu fosse aqueles detetives’’, disse consigo mesmo. ‘’Qual seria o próximo passo?’’
O comandante se levantou da cadeira e deu uma volta em seu escritório. De re-pente, seus olhos se arregalaram.
‘’Já sei’’, ele sorriu. ‘’Eles estão querendo coletar informações. E o único lugar onde vão encontrar isso é na casa de Cláudio. Acho que tive uma ideia’’
***
‘’Lá está ela’’, disse Bruna olhando com um binóculo para frente.
Alice acabara de sair do escritório onde trabalhara. Havia uma praça em frente. A garota se sentou em um dos bancos, encoberta pela sombra de uma árvore.
” Vamos fazer o que agora?”, perguntou Josafá.
Bruna continuou a observar enquanto Alice pegava o celular e discava várias vezes sem sucesso na ligação.
” Ela está tentando falar com Miguel”, deduziu a detetive voltando a olhar para Josafá. ” Pois bem, faremos como havíamos planejado”
” Está bem”, concordou ele saindo do carro e andando em direção de Alice.
A garota estava tão fixada em seu aparelho celular que só percebeu a presença de Josafá quando ele a cumprimentou.
” Olá Alice”
” Josafá? Nossa! Co… Espera aí… Mas, você deveria estar morto?”, Alice se levantou com o rosto pálido. ”Nós… enterramos vocês!”
Josafá segurou a mão dela neste momento antes de explicar:
” Alice, tem algo muito perigoso acontecendo e… precisamos tirar você daqui”
Entretanto, ela recuou.
” Do que você está falando?! Você deveria estar morto! Onde está o Miguel? Por que eu tenho que ir?”
” Escuta, Miguel pediu para que nós levemos você para o aeroporto! Para fora da cidade!”, Josafá foi um pouco mais agressivo.
”Josafá, me diga onde está o Miguel?!”
” Miguel não pôde vir porque eles também estão atrás dele”
” Eles?”, Alice começou a soar. ”  Não estou entendendo! Quem está atrás do Miguel?! O que foi que ele fez?!”
Josafá suspirou.
” Miguel prefere que você não saiba”, confessou ele. ” Ele não quer que você corra perigo”
Alice encarou Josafá enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas. Rapidamente, ela sentou no banco e escondeu o rosto entre os braços.
O detetive se sentou ao lado dela e abraçou-a.
” Eu sabia que tinha algo errado”, declarou Alice aceitando o abraço. ” Foi por isso então que Cláudio me procurou esta manhã”
Josafá sentiu um frio na espinha.
” O que foi que você disse?”, questionou ele.
” Cláudio foi até minha casa hoje perguntar se eu tinha visto Miguel anteontem”
O som do motor desordenado de um carro foi a única coisa que Josafá conseguiu ouvir antes que o banco voasse em mil pedaços.
Em questão de segundos, os olhos do detetive se abriram em meio ao caos na praça.
Josafá sentiu uma mão o levantando.
” Você está bem?”, era a voz de Bruna.
O detetive olhou atordoado para ela, pois sua cabeça ainda girava.
” O que foi que aconteceu?”
Bruna apontou para um Fox preto que cruzava uma curva em alta velocidade na direção deles.
”Corre!”, gritou Bruna o puxando.
” Mas e a Alice?”, questionou Josafá ainda tentando manter a razão.
” Ali!”
Os olhos dele correram em torno da praça e pararam diante de Alice acordando atordoada.
Não houve tempo para explicações.
” Corre Alice! Corre!”, exclamou Josafá fazendo gestos exuberantes.
A garota se levantou num pulo e seguiu os detetives em direção do carro deles.
Bruna girou por cima do capô e assumiu o volante, enquanto Josafá e Alice se lançaram no banco de trás.
O pé da detetive afundou o acelerador e o Kadette saiu derrapando numa nuvem de fumaça.
” Espera aí”, Josafá interrompeu. ” Aquele Fox despedaçou o banco e como estamos vivos?”
” Eu consegui tirar vocês a tempo”, explicou Bruna girando o volante em várias direções rapidamente.
O reflexo do Fox apareceu no retrovisor do carro deles.
***
A porta da casa de Claudio foi movida lentamente enquanto Jonas e Miguel adentravam.
Eles acabaram por sair na cozinha e partiram para a sala de estar. Não havia nenhum computador lá.
” Deve estar no quarto dele”, disse Miguel.
Os dois subiram a escada que estava ali e se depararam com um corredor que possuía apenas duas portas.
Miguel se dirigiu para a segunda porta e Jonas seguiu-o.
O computador estava lá. Para a sorte deles, ligado.
Jonas entregou o pendrive nas mãos de Miguel que começou a fazer conforme Thais pedira.
Entretanto, neste momento, ambos ouviram o som da porta se abrindo.
” Essa não”, sussurrou Jonas voltando para o corredor. ”Ele deveria estar na delegacia agora”
O detetive sentiu o celular vibrar. Rapidamente, ele leu a mensagem de Bruna.
– Abortar Missão:Fomos encontrados pelos capangas –     ”Merda”, murmurou ele puxando seu revolver. ”Termine de fazer isso rápido”
Jonas prosseguiu pelo corredor atento. Ele tentava escutar os passos que haviam desaparecido do andar de baixo.
De repente, ele sentiu algo encostando em sua nuca. Era um revolver.
”Ora, ora”, disse Claudio tomando-lhe o revolver. ”Vocês deveriam ter avisado que viriam aqui tomar um chá”
Algemas envolveram os pulsos do detetive neste momento e Claudio o conduziu até o quarto onde estava Miguel.
Claudio cruzou a porta com cautela, entretanto, Miguel não estava mais na cadeira. Ainda atento, ele adentrou no quarto.
Naquele instante, Miguel desferiu um chute violento no rosto de Claudio que caiu no chão. Sem mais perda de tempo, outro chute acertou o rosto do policial fazendo-o ficar zonzo.
Miguel pegou o revolver caído no chão e as chaves do bolso de Claudio que ainda estava tentando melhorar da tontura.
Jonas foi liberto e rapidamente agarrou Claudio pela gola da camisa.
– Quem é que está por trás do Comando? – questionou ele.
Claudio soltou uma risada maliciosa.
– Vocês acham que podem escapar? Estão totalmente cercados! A casa e a rua estão bloqueados. Caíram numa armadilha seus desgraçados!

CONTINUA…

Por Naor Willians

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