DETETIVE – CAPÍTULO 45

Claudio começou a rir descontroladamente. Miguel o encarou sentindo a fúria subindo para sua cabeça.
”Vão morrer”, repetia Claudio rindo.
”Cala essa boca!”
Dizendo isto, Miguel socou o rosto de Claudio fazendo-o cair no chão.
Rapidamente, Jonas agarrou Miguel impedindo-o de desferir um chute no rosto de Claudio.
” Precisamos pensar num plano antes que seja tarde demais!”, advertiu Jonas soltando Miguel.
” Não existe plano que faça vocês sairem vivos daqui” a boca de Claudio estava ensanguentada. ”E pode deixar Miguel, vou me cuidar bem da infeliz da sua namorada”
A fúria surgiu nos olhos de Miguel tão rápido como os reflexos de Jonas que o segurou novamente.
”Ele está querendo ganhar tempo com essa briga inútil!”, vociferou Jonas. ”Nós precisamos nos concentrar num plano!”
***
O Kadette estava chegando a oitenta quilomêtros na movimentada avenida, ainda sendo seguido pelo Fox.
”Como vamos despitá-lo?”, questionou Alice olhando para trás.
”Lucas está nos esperando e os homens de Montoro já estão preparados”, explicou Bruna puxando seu celular e lendo a mensagem. ”Sugiro que se segurem…”
Neste momento, o Kadette deu um giro de noventa graus e entrou num beco.
Alice conseguiu se equilibrar e olhou para trás.
”Isso não vai ser o suficiente, logo eles virão atrás da gente”
”É isso que eu quero que eles façam”, Bruna deu uma risadinha.
***
O comandante Ley estava explodindo os nervos dentro do Fox que agora estava adentrando no beco depois de ter perdido dianteira com a repentina curva do Kadette.
”Rápido! Acelera este carro!!”, gritou ele ao homem que dirigia.
Porém, o rapaz estava hesitante, pois havia uma curva no final do corredor.
Ley percebeu a hesitação e, agarrando rapaz, abriu a porta e o arremessou para fora.
O Fox raspou nas paredes, mas o comandante conseguiu controlar o carro e rapidamente pisou fundo no acelerador.
”Desta vez, vocês não vão escapar malditos!”, pensou ele lembrando neste instante de Claudio. ”Aquele desgraçado já deve ter pego os outros dois e agora é minha vez!”
Os pés do comandante agiram rapidamente usando o freio e o acelerador, fazendo o Fox girar na medida certa a curva.
Ley deu de cara com a saída do beco e a frente viu o Kadette saindo em derrapada. Entretanto, havia um Uno entrando na garagem impedindo que ele passasse.
O comandante começou a buzinar enquanto o Uno entrava lentamente na garagem.
”Mas que merda!”
***
Claudio estava algemado e havia uma fita adesiva em sua boca. Seus olhos observavam inquietos enquanto Jonas e Miguel localizavam em cima da laje, as posições dos policiais escondidos.
”É verdade”, resmungou Miguel. ”Estamos totalmente cercados”
Jonas ignorou o comentário. Andou até uma ponta da laje e por alguns segundos fez uma análise.
”Tive uma idéia…”, falou ele.
”Que bom!”, Miguel sorriu. ”O que vamos fazer?”
”Acho que ainda tenho um pouco de carbureto no meu relógio”, disse Jonas abrindo a pequena tampa de seu relógio e retirando pequenas pedras pretas.
”O que vai fazer com isso?”, perguntou Miguel.
”Preciso de uma garrafa vazia e de água”, pediu Jonas.
”Me fala o que você quer fazer?”
”Vamos fazer uma bomba”, Jonas sorriu descendo as escadas rumo à cozinha.
Não demorou muito tempo para que a garrafa estivesse cheia de água.
Claudio estava bem amarrado em uma cadeira enquanto Miguel terminava o serviço que Thais lhe dera vendo o endereço de IP do computador.
”Terminei”, disse Miguel.
”Ótimo! Temos que sair daqui depressa, pois eu acho que os policiais não vão esperar por muito tempo”
Dizendo isto, Jonas colocou as pedras de carbureto dentro da garrafa com água, tampou-a e colocou perto da janela.
”Venha rápido! Não temos muito tempo!”
Os dois correram para a laje novamente.
”Por que viemos para cá?”, questionou Miguel.
Só então Jonas apontou para um fio que se estendia até a casa do lado.
”Vamos nos pendurar nisso ai?”
”Temos apenas dois minutos para estarmos à cinco quadras onde Bruna irá nos encontrar”
O detetive não hesitou mais e se pendurou com velocidade no fio. Miguel olhou para os lados e depois se pendurou também seguindo Jonas.
Naquele momento, o som de explosão com vidro estilhaçado foi ouvido pelos dois.
”Rápido! Os policiais devem estar entrando na casa agora!”, exclamou Jonas.
***
O Fox que Ley dirigia saiu em derrapada do beco quando ultrapassou o Uno. O comandante logo avistou o Kadette parado devido o trânsito.
Rapidamente, parou o Fox e saiu a pé em direção do Kadette.
Mas, antes que pudesse alcança-los, o semáforo ficou verde. Furioso, Ley começou a correr e driblar os carros no meio da avenida.
Quando Kadette estava para sair, o comandante se jogou na frente dele e este freiou.
”Saiam do carro!”, disse ele apontando seu revolver.
As duas portas do carro se abriram lentamente, mas quando Ley avistou os passageiros que nele estavam sentiu uma onda de medo e fúria.
Não eram os detetives.
”Maldição!”, gritou ele olhando rapidamente seu redor. ”Não pode ser!”
***
A garagem no beco voltava a se abrir e o Uno saia lentamente.
”Parece que deu certo”, comentou Josafá observando o local. ”Enganamos ele direitinho”
Bruna sorriu malignamente.
”Felizmente ele nunca vai reconhecer os capangas do Montoro no Kadette”
Neste momento, o celular dela vibrou. Era uma mensagem de Jonas.
”Jonas e Miguel conseguiram!”, contou.
”Miguel?”, questionou Alice preocupada. ”Quero vê-lo! Preciso vê-lo!”
”Você vai ter que sair da cidade”, explicou Josafá. ”Viu como quase nos mataram, se ficar aqui vai ser perigoso”
Alice baixou a cabeça.
”Não se preocupe, no final tudo vai dar certo”
”Eu espero que sim”

CONTINUA…

Por Naor Willians

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