PÁGINA 102

Mágoa horrenda, ânsia horrenda, ciúme horrendo
Esta mísera página continha,
E Ela, por lê-la, dos seus olhos vinha,
Vinha um fio de lágrimas descendo…

Esta os seus olhos que choravam lendo,
Mais do que as outras páginas detinha,
E àquele pranto pela angústia minha
Iam-me os versos desaparecendo…

A sua última lágrima desfê-los…
Hoje estes mesmos pobres versos choram
O lugar dos antigos ocupando,

E estes, como os primeiros, que os seus belos,
Seus tristes olhos apagando foram,
Vão-se-me agora aos poucos apagando.

Por Pedro Rabelo

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