MEUS FRUTOS

Já não m’importa o ser imortal
Que minha obra a minha sobreviva
Ou que se perca de forma furtiva
Entr’alfarrábios n’algum vendaval

O que m’ímporta é a hora atual
Pois que meu estro é qual a estiva:
De levar pesos jamais se esquiva
Por mais que achem ser este o seu mal

Entre o satírico e o lirismo
Vão minhas letras buscando espaço
Galgo as montanhas e desço ao abismo

Mas se apenas restar uma linha
Único verso riscado a compasso…
Será meu fruto de toda uma vinha.

Por Jorge Linhaça

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