DETETIVE – CAPÍTULO 50

Já eram sete e meia da noite. Os detetives estavam num restaurante. Ficaram ali durante horas, desde que a casa de Tales havia explodido.
” Ley e Fernando estão mortos agora”, lembrou Josafá.
” Perdemos todas as informações que tínhamos, não há mais o que fazer”, afirmou Lucas desanimado.
” Ainda não é hora de desistir”, disse Bruna mostrando-lhes o pendrive.
” O pendrive!”, exclamou Thais. ” Essa é a nossa chance!”
” Vamos até uma lan house e teremos as informações que precisamos”, explicou Bruna.
” Você tem razão”, concordou Lucas. ” Chegamos até aqui depois de tudo e não vamos desistir estando tão perto.
Os detetives se abraçaram. A lembrança de tudo o que passaram surgiu na mente deles. Tinham muitos motivos para seguir em frente. Tinham todos os motivos para ir até o fim.
***
Cláudio chegou exausto em casa. Mesmo assim, sua mente insistia em lhe perguntar onde estava Ley.
” Me ligou aquela hora e ainda não chegou. O que será que aconteceu?”
” Ele está morto”, disse uma voz em meio as trevas que jaziam na casa dele.
Cláudio procurou seu revolver, porém percebeu que estava sem nenhum. Olhou ao seu redor rapidamente. O revolver que sempre deixava na gaveta de seu criado-mudo estava nas mãos do homem em sua frente.
” E então, não vai nos convidar para um chá?”, questionou outra voz do lado esquerdo.
” Quer dizer que vocês voltaram dos mortos, é?”, questionou Cláudio enxergando cada um dos detetives. ” E já levaram Ley e Fernando para o outro mundo”
Um tiro foi disparo e Cláudio caiu no chão com a perna machucada. Ele gritou de dor.
” Acabou a sua sessão de piada”, disse Lucas com o revolver em mãos.
Bruna se aproximou e desferiu um chute no rosto dele.
Cláudio cospiu sangue sentindo seu nariz deslocado.
” Vai nos dizer onde está o maldito líder desta organização”, ordenou ela.
Cláudio soltou uma gargalhada dolorida.
” Eu não vou dizer nada… Podem me bater, podem atirar. Eu ainda verei vocês num túmulo!”
Lucas acertou-lhe um soco na cabeça.
” Ele não precisa dizer mais nada”, ressaltou Thais no topo da escada. ”Eu já encontrei tudo no computador desse maldito”
Cláudio arregalou os olhos.
” E olha só que conhecidência, o líder mandou um e-mail dizendo que está vindo para cá agora”, terminou Thais.
” Ótimo!”, regozijou Jonas. ”Dois coelhos numa cajadada só”
***
O relógio marcava nove horas quando um homem de cabelos desgrenhados, usando uma camisa social abriu a porta da casa de Cláudio.
”Cláudio”, chamou ele. ”Sou eu, já cheguei”
Ele adentrou fechando a porta, só então, enxergou  a cena de tortura. Cláudio estava amarrado numa cadeira por arames farpados, além disso, sua boca estava ensopada de sangue, pois haviam arrancado sua língua.
Assustado, o homem se preparou para recuar, mas Lucas desferiu um soco em seu rosto e ele caiu no chão.
As luzes do local se acenderam e os detetives se aproximaram para saber quem era a verdadeira mente por trás das cortinas.
” Mas… você?”, questionou Jonas espantado.
O líder do Comando se levantou limpando a boca, enquanto todos os detetives olhavam perturbados para o rosto conhecido.
” Gabriel?”, questionou Bruna. ”Não… não pode ser…. você… você é o líder do Comando?”
Gabriel sorriu malignamente vendo a decepção em cada olhar ali presente, principalmente no olhar de seu irmão… Jonas.
”Por quê?!”, gritou Jonas aguentando para não chorar. ”Por que fez isto irmão?!”

CONTINUA…

Por Naor Willians

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