VIK’S BAR – POR DENTRO DO IMPOSSÍVEL – PRÓLOGO

CBR-VB-PDI-PRO-(01/11/2012)

Olá! Me chamo Vik e moro nesta cidade maluca chamada Avelar. Estou escrevendo essa carta que é a primeira de muitas e somente cessarei caso eu não consiga mais pegar uma caneta ou digitar em um computador ou semelhante.

Sou dono de um bar chamado VIK’S BAR. É aqui a base atual daquele cara meio maluco chamado Luan. Vocês sábem de quem eu estou falando: O Homem Impossível.

Em primeiro lugar, gostaria de dizer que somos muito amigos e geralmente o assessoro nas encrencas que ele arranja. Nada de muito sofisticado, porque ele tem sua maneira própria de se defender, ou melhor, maneira maluca.

O importante é que sempre estou aqui quando ele precisa. Depois do que ele passou algum tempo atrás tive que acompanhá-lo mais de perto(1). Mas hoje ele já está em seu estado normal, que é a anormalidade. Se você o acompanha, entenderá o que quero dizer.

Apesar do que disse nas linhas acima, não ajo somente em dupla. Tenho minhas aventuras que na verdade são bem diferentes da de Luan.

Não sou detetive, não trabalho para a policia. Ao contrário, a polícia tenta me pegar há muito tempo. Quer saber o que eu faço? Então comece a ler abaixo!

***

O corpo estava estendido no chão em cima da calçada todo retalhado. Eu li no jornal que um cara em outra cidade deixava as pessoas assim mesmo. Foi numa cidade que vários quadros de arte tinham sido roubados também.

Eu não sei se essas pessoas tem merda em seu cérebro para  cometer tal atrocidade. Pelo menos uma merda moral elas têm. Não digo roubar quadros, porque quem furta, dificilmente mata, mas quem retalha já está em uma situação cerebral sem volta.

A policia estava cuidando da investigação inicial no corpo e eu estava pensando se seria boa idéia me aproximar.

Resolvi entrar no prédio em frente e usar meu binóculo super potente, presente de Luan. Não há nada que eu não possa ver com ele, pois posso ver entre as paredes e também no escuro com uma função infra vermelha. Subi até o terraço. Me ajeitei da melhor maneira possível e usando o binóculo, observei que ele sangrava pelos olhos, boca e até pelos cantos das unhas. Estranho tudo isso. Parecia que o cara tinha tido uma “overdose” de açúcar no sangue. E por esses sintomas não poderia se assimilar a uma diabete alta.

Notei que em sua camisa algo brilhava com as luzes, mas somente consegui ver isso por causa do binóculo. Parece que nenhum outro policial notou tal coisa inicialmente. Somente no final dos trabalhos, foi notado. Era como se fosse um pelo longo de algum animal, mas que não tinha cor muito visível.

Notei também que próximo de onde o corpo estava, havia uma loja. Notei que à ação do vento que era muito fraco, a porta abria um pouco e fechava, como se o vento não fosse suficiente para abrir nem 10% do ângulo que a porta formava com a parede.

De repente vi dois olhos brilhantes lá dentro. Fiquei com uma imensa vontade de chamar Luan, mas eu resolvi investigar primeiro. Não tenho certeza ainda se esses olhos tem algo a ver, então deixei Luan quieto. Resolvi eu mesmo investigar.

Desci até o térreo e saí do prédio. Andei cem metros e atravessei a rua. Ninguém me percebeu até eu chegar em frente da porta que pouco abria. Peguei em uma aldrava e puxei a mesma. A porta abriu por completo e eu entrei e rapidamente fechou novamente. Ainda bem que ninguém achou estranho minha entrada ali ou eu teria que explicar o que estava fazendo ali e eu queria distância da polícia.

O ambiente dentro do prédio era de total escuridão. teria que usar a visão infravermelha do meu binóculo. Quando peguei este, ouvi um barulho alguns metros à minha frente.

(1) – Acompanhe “O HOMEM IMPOSSÍVEL” para saber do que se trata.

CONTINUA…

Por Alci Santos

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