SOBREVIVENTES – CAP. 13

A lua olhava atentamente para as cabanas dos sobreviventes. Uma sombra moveu-se rápido entre as árvores das proximidades. Alguém estava chegando…
Os pés pareciam cautelosos. O rosto, um pouco cansado. Uma das mãos machucada e manchada de vermelho. Vermelho de sangue. A outra mão estava segurando firme um objeto. Um revolver. Os olhos, perturbados.
Um galho fez com que ele viesse a tropeçar, caindo desequilibradamente no chão.
E neste momento, Ricardo saltou cabana afora. Seus olhos foram rápidos e ele escondeu-se sem ser percebido pelo alguém.
Quando a pessoa passou pelo caçador, foi agarrada e o revolver voou de sua mão.
– Quem é você? – questionou Ricardo segurando o invasor com uma chave de braço.
– Calma! Calma! Sou eu, o Henrique! – exclamou em tom agressivo.
Ricardo soltou o jovem.
– Onde estão os outros?
Henrique olhou-o, contendo as lágrimas que rolavam.
– Os outros? Eles… eles… estão mortos – declarou caindo sobre os joelhos.
– O quê?! – indagou Ricardo desacreditando.
Wilson e Amanda apareceram.
– Ricardo, o que houve?
– Sim… sim… – continuou Henrique arregalando os olhos – Ele matou-os. Arrancou sua cabeça… seus olhos… e comeu-os…
– Droga! – resmungou Wilson – Ele está em estado de choque.
– Vamos levá-lo para dentro da minha cabana – comentou Amanda – Tenho alguns sedativos na minha bolsa. Isso vai ajudá-lo.
Ricardo e Wilson agarraram Henrique levando-o.
***
Nicolas abriu os olhos pesadamente. Sentiu uma dor de cabeça zumbindo em sua mente, como se estivesse de ressaca.
– Merda… onde será…?
Tentou mover os braços, mas então, percebeu as correntes prendendo seu corpo inteiro.
O lugar era escuro, iluminado por cinco pequenas velas.
O rapaz olhou para o lado e viu Wéverton e Wellington desmaiados. Á sua frente, uma mesa com ferramentas exóticas: uma faca, um alicate, uma chave de fenda, mais de um metro de arame farpado entre outras coisas do tipo.
– Wéverton! Wellington! Acordem! Acordem!
Não houve reação da parte dos dois.
Nicolas tentou retirar seu braço da corrente, porém, assim que o fez, um alçapão acima de sua cabeça abriu-se e um corpo foi jogada em cima da mesa.
– Meu Deus! Meu Deus! – gritou ele desesperado.
Era uma mulher. Nua. O crânio aberto. A boca costurada. As pernas presas a agulhas. E abaixo dos seios, havia uma mensagem.
– Vocês são os próximos – leu Nicolas quase engasgando.
Os olhos dele percorreram a sala inteira. Sem saída. Sem solução. E não tardaria para o retalhador voltar…

CONTINUA…

Por Naôr Willians

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