SOBREVIVENTES – CAP. 15

– Tudo bem, pessoal – começou Wilson – Precisamos fazer um racionamento de comida e de água potável. Amanda, sabe como estamos de alimentos?

– Eu verifiquei ontem – explicou a moça – E as notícias não são boas. Temos água até o entardecer e comida até amanhã de manhã.

Todos ficaram chocados com a declaração.

– Droga! – resmungou Wilson – Olha, temos que economizar o máximo possível. Vamos fazer uma cota… cada um vai beber apenas trezentos ml de água por dia.

– Ficou maluco! – retrucou Eloísa – Ninguém consegue sobreviver assim!

– Escuta querida, você acha que estamos no quê? Num Reality Show?! – reclamou Amanda pousando as mãos na cintura.

– Abaixa o tom de voz… – Eloísa arrumou os óculos.

– Estou dizendo que precisamos economizar para durarmos até o resgate – explicou Wilson tentando apaziguar a situação.

– Ele tem razão, Elô – concordou Thais.

Eloísa suspirou, indignada.

– Está bem.

– E só faremos duas refeições por dia – até para Wilson era difícil dizer aquilo – Bem, conto com vocês.

***

Rodolfo achava que estavam perdidos. Já fazia uma meia-hora desde que haviam adentrado naquela floresta, e, no entanto, pareciam estar andando em círculos.

– Escuta Ricardo, tem certeza que sabe para onde estamos indo?

– É claro que sei! Verá agora como eu tenho conhecimentos sobre florestas!

Neste momento, todos pararam espantados, exceto Ricardo que exibia um sorriso convencido.

– O lugar onde encontramos aquela garota numa rede – declarou Fábio um pouco perplexo.

– Nossa! Que incrível! – exclamou Rodolfo – Era de noite e mesmo assim você conseguiu decorar o caminho.

– E agora? Qual o próximo passo? – indagou Fábio.

– Acredito que as mesmas pessoas ou a pessoa que colocou a garota na rede, também é a mesma que raptou Nicolas, Wéverton e Wellington – explicou Ricardo – Então, vamos procurar por vestígios, qualquer coisa que aponte para eles ou ele.

Fábio e Rodolfo balançaram a cabeça concordando. E a busca começou naquele perímetro. Aqui e ali. Esquerda e direita. Norte e sul.

Entretanto, um metro a frente, no alto da árvores, alguém observava-os.

***

Wéverton começou a acordar. Em sua cabeça soava um zumbido agoniante. Não se recordava de coisa alguma. Abriu os olhos pesados. Porém, a cena em sua frente não era nada receptiva. Uma mulher nua com as pernas e boca costurados e o crânio aberto.

– Argh!! – ele gritou percebendo enfim, as correntes em seus braços e pernas – Deus! Socorro, por favor! Por favor! – puxou as correntes em desespero.

– Não adianta – soou uma voz.

Wéverton notou Nicolas preso, assim como Wellington, que permanecia desacordado.

– O quê? – questionou – Que lugar é este? Onde estamos?

– Eu não sei.

– Pro inferno! Eu quero sair daqui!!

– Pode gritar o quanto quiser – retrucou Nicolas – Ninguém vai te escutar. Estamos numa ilha deserta, sozinhos. Ninguém vai nos escutar.

– Como é?! Quer que morramos aqui?! Eu não quero morrer aqui! Eu não nasci para isso!!

– E nasceu para o quê? Para roubar transatlânticos?!

Wéverton, de repente, ficou sério.

– Do que você está falando?

– Olhe para frente e entenderá.

Os olhos de Wéverton foram rápidos e se depararam com três aparelhos televisores. Entretanto, em cada um, passava uma história sobre ele, Wellington e Nicolas.

No televisor dedicado à ele, haviam imagens de Wéverton ao lado dos traficantes, prontos para assaltar o transatlântico Jersey.

CONTINUA…

Por Naôr Willians

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