O CAÇADOR DE RECOMPENSAS – POR TRÁS DE UMA VINGANÇA – CAP. 06

John saltou sobre o telhado do banco. Como Edge dissera havia mesmo um telhado solto. Ele puxou-o, depois amarrou uma corda num pequeno traste e desceu banco adentro. Realmente, Willberg deixara tudo formidavelmente preparado. Caveira foi até o cofre certo, abriu-o. Verificou a maleta. Pegou-a. Deixou um bilhete no lugar dela e partiu.

– Logo você terá uma bela surpresa, Edge – disse dirigindo-se a delegacia.
Dez minutos depois…

– Xerife! Xerife!

Um homem velho, mas robusto abriu a porta. John enxergou a estrela de prata.

– Xerife, vai haver um assalto ao banco dentro de quinze minutos.

– Como é? – disse o homem da lei assustado.

– Ouvi quando Edge conversava com seus capangas. Eles compraram um homem dentro do banco, Xerife!

– Pelos chifres do diabo! Fique aqui que eu vou chamar alguns homens para pegar esses miseráveis.

O xerife saiu apressado. John esperou por cinco minutos e depois saiu também por uma viela alternativa. Fez um contorno por fora da cidade até chegar ao banco onde encontravam-se Edge com seus homens.

– Estavámos a sua espera, John! – exclamou Edge.

– Tive alguns contra-tempos, mas vamos ao que interessa.

Enquanto os capangas subiam pelo telhado, Caveira espionava para ver se ninguém chegava. Edge esperava na entrada.

Dois minutos depois, John avistou o xerife chegando acompanhado por uns dez homens. O rapaz aproveitou a escuridão para se camuflar. Ao mesmo tempo, Edge entrava no banco.

– Espero que curta a estadia na prisão – murmurou John sorrindo.

O banco foi invadido. Caveira ouviu os disparos, e, por fim, o xerife saiu com uma boa parte dos homens algemados. Porém, Edge não estava entre eles.

John voltou a delegacia e logo o xerife apareceu. Depois de colocar todos nas selas foi até o rapaz.

– Bom trabalho! Faz tempo que pretendo prender estes senhores, porém, não tinha provas para mantê-los aprisionados.

– Isso é muito bom pra você, xerife. Mas, só pra você.

O homem de cabelos grisalhos encarou-o.

– Ah! Agora eu o reconheço – murmurou – John Caveira, o caçador de recompensas.

– Ótimo! Já que me reconheceu, não vou precisar especificar meus critérios.

O xerife fechou a cara. Dirigiu-se ao cofre da delegacia e pôs sobre a mesa a quantia de três mil doláres.

– Eu devia ter desconfiado – resmungou o xerife inconformado.

– Ora, meu caro amigo. Tudo nessa vida tem um preço, entretanto, pela sua generosidade e rápida compreensão eu lhe entregarei Edge e seu chefe – declarou Caveira sorrindo.

– Pro diabo! Tem certeza?

– Basta apenas fazer conforme eu disser.

CONTINUA…

Por Naôr Willians

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