CASA DO TERROR – A BRUXA – CAPÍTULO 11

 Mais tarde, na residência de Charlie duas pessoas se beijavam ardentemente, até que a do sexo feminino parou abruptamente…
– O que foi Mary?
– Estou preocupada com David. Ele está enlouquecendo.
– Não, não está. Isso é normal em uma situação de Stress – disse o médico tentando acalmá-la.
– As costas de David estava com um arranhão feio e profundo. Quem se machucaria assim estando em situação normal?
– Ele não está normal, mas não está louco. Está apenas trabalhando demais.
– E se ele se tornar violento? – perguntou ela sentando-se no sofá.
– Não há essa possibilidade no caso dele – tranquilizou Charlie.
– Não estou tão certa disso.
– Você acha que eu deixaria você correr riscos?
– Você tem certeza?
– Ele estava meio perturbado ontem, mas não era nada grave. Ele dizia que você tinha um amante.
Mary olhou assustada para Charlie ao ouvi-lo dizer isso.
Mais tarde em sua casa, David tentava retornar ao trabalho experimentando algumas notas no teclado musical, mas ele não conseguia se concentrar, quando Mary entrou no quarto:
– Estive conversando com Charlie e…
– Imaginei que faria isso – interrompeu David – o que ele disse?
– Ele receitou outros remédios diferentes daqueles que está tomando.
– São mais fortes?
– Não. São outras substancias. Talvez ele ache que o outro seja responsável pelo que aconteceu ontem.
– Eu disse que ela era real. Não foi imaginação – disse ele gritando.
– Certo. Vamos fazer o seguinte. Eu dou crédito para você se você tirar um dia de folga – disse ela sorrindo.
– Certo. Farei isso – disse David dando-se por vencido.
– Ótimo, vou me trocar.
Ela saiu para o quarto enquanto ele dava uma porrada nos teclados. Saiu da sala de trabalho e foi até a sala pegar um copo para tomar um trago de uísque quando ouviu Mary gritar. David correu até ela e a encontrou com as mãos no rosto. Continuava a gritar bastante.
– O que foi Mary? – perguntou David perplexo.
Ela então apontou para a cama onde estava ainda se mexendo um corvo ensanguentado e sem a cabeça. Ele ficou assustado e ela disse gritando:
– Você é louco, doente.
– Mary veja, ele está sem cabeça mas ainda está se mexendo. Como eu posso ter feito isso, se eu estava na sala de trabalho com você? Por que eu faria isso? Por que?
Ela correu para o banheiro para vomitar. Então veio até a mente dele um nome…
– Lucinda!
Continua…
Esta obra é baseada na série de televisão “Hammer House of Horror” de Anthony Read. Episódio: Witching Time.

Por Alci Santos

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s