PETIT – OCTÓPUS – PRÓLOGO


Estrada de ferro entre as estações de Palm Springs e Tucson, EUA…

– Veja, ele está chegando…

– Sinalize agora ou ele não vai parar

– Sim senhor.

O empregado da estrada de ferro pegou a bandeira vermelha e balançou a frente do motorista do trem que parou o mesmo.

Dentro do trem…

– Quem é esse que sinalizou para pararmos? – perguntou o motorista auxiliar.

–  Não sei, há um carro de polícia com oficiais lá fora – respondeu o motorista principal.

Assim que o trem parou, o oficial entrou no trem e se dirigiu a dois homens que estavam sentados no ultimo banco à direita.

– Ora vejam só quem apareceu. Tenente Rick.

– Olá comandante Martin – respondeu o tenente

– O que houve tenente, para parar o trem desse jeito sem mais nem menos?

– Preciso que se levante  e venha comigo que eu explico no caminho.

Foi então que o outro homem que estava sentado ao lado interrompeu:

– Espere um pouco. Tenho ordens de minha agencia de escoltar o comandante Martin até Tucson e então…

– Isso não vem ao caso, interrompeu o tenente. Vamos lá fora e explicarei tudo.

Os três homens desceram do trem e o tenente então perguntou para o capitão Martin…

– Ele é de confiança capitão?

– Sim, é um agente do FBI disfarçado que me foi enviado para escolta.

– Bom, parece que o alto comando de Tucson está desconfiado que algo poderia ocorrer no seu transporte e decidiu modificar as ordens.

– Quem está no comando tenente? – perguntou o capitão Martin.

– É o capitão Frank interinamente senhor. Ele pediu por motivo de cautela, para fazermos o resto da viagem juntos. O Sr. e o dinheiro vão viajar na viatura comigo e com os oficiais. O agente e a mala vão continuar no trem.

O agente do FBI estranhou mas não disse nada. Já o capitão Martin falou:

– A situação está tão ruim assim? Acham que Octópus vai atacar?

– Temos quase certeza, por isso é que essas precauções foram tomadas, mas quando atacar procurando a mala, ela estará cheia de pedaços de jornal.

– Então vamos logo, o quanto mais rápido isso acabar, melhor – falou o capitão Martin pegando a mala que estava entre suas pernas.

O capitão Martin olhou para o agente do FBI e disse:

– É melhor assim, pois esse homem está deixando os comandos loucos. Nos vemos em Tucson.

Assim, o trêm recebe a ordem para continuar a viagem e os policiais todos entram no carro que os havia levado até o local.

Então, uma hora e meia depois…

– Vamos parar aqui – falou o tenente.

– O que houve tenente? Algum problema? – perguntou perplexo o Comandante Martin

– Deixe suas mãos bem onde eu possa observar, comandante e saia do carro – falou o tenente puxando a arma de seu coldre.

– Você está brincando, tenente.

– Nem um pouco comandante e acho bom o senhor ficar quietinho senão quiser receber um balaço na cabeça. John veja se ele tem alguma arma escondida e pegue a mala.

– Com todo prazer –respondeu o outro policial.

– Você ficou maluco tenente, sabe que pode ir para a cadeia? – perguntou o oficial maior.

– Claro, estou roubando a bufunfa dos salários dos policiais de Tucson. Mas não tenho nenhum medo de ir parar atrás das grades. Tudo certo ai com a grana?

– Tudo. Podemos ir. – falou o outro oficial.

Assim, todos entraram no carro para ir embora, mas o tenente ainda proferiu algumas palavras:

– Mande lembranças minhas para o capitão Frank! E boa caminhada, se bem que faltam só dez quilômetros ah!ah!ah!ah!ah!

Mais tarde….

– Vamos trocar de roupa, quando falarmos com o chefe ele os pagará – falou o tenente.

CONTINUA…

Por Alci Santos