PETIT – OCTÓPUS – CAPÍTULO 2


Central de policia de Tucson…

– …então precisamos falar com o capitão Frank

– Deixe-me entender. Vocês estão dizendo que querem falar com o capitão Frank vestidos deste jeito?

– O que o senhor tem contra nossos trajes? Nos somos pobres, mas somos gente. Vocês policiais usam essas suas fardas chiques, mas nós não temos dinheiro para comprar esse tipo de roupas.

– Não se trata disso amigo. É que vocês estão de bermuda e é proibido a entrada aqui dessa forma.

– Nós vamos pedir algum dinheiro ao capitão Frank.

– Agora mesmo é que vocês não poderão entrar – falou o policial de maneira séria aos homens

Um terceiro homem arguiu:

– Porque essa discriminação, policial?

– Moço, o capitão Frank é um homem ocupado e não tem tempo para esse tipo de coisas.

Neste momento, o capitão Frank chega ao local da discussão.

– O que está havendo aqui policial?

– Nada de importante senhor, só esses cidadãos que estão querendo importuná-lo com bobagens

– E que bobagens seriam essas? – perguntou o capitão ao policial.

– Eles disseram que querem pedir dinheiro ao senhor, mas eu disse que o senhor não tem tempo para isso.

– Hummm… pode deixar policial, que eu cuido disso.

– Como desejar senhor.

Assim, o capitão chamou os homens para irem até o seu escritório.

Quinze minutos depois o policial da guarda chama o que viria substituí-lo…

– Ei Gil, já está na hora de você me render.

– Calma Tom, vou só trocar de roupa e já venho. Que cara é essa?

-Foram uns caras aqui que queriam falar com o capitão e eu barrei a entrada deles, mas o mesmo chegou na hora e os chamou para o escritório.

– Ele chegou cedo hoje não?

– Eu também notei Gil, acho que tinha que se encontrar com esses caras mesmo.

Neste momento…

– Olhe quem está chegando, você não disse que estava no escritório Tom?

– Mas quando ele passou aqui foi em direção ao escritório

– Olá policiais, bom dia

-Bom dia senhor. Respeitosamente poderia fazer uma pergunta senhor?

– À vontade policial.

– Não entendi como o senhor passou de seu escritório para fora do prédio sem ter passado por mim de volta.

– Seja mais claro policial, que conversa é essa?

– É que mais cedo quando o senhor passou para seu escritório e chamou aquelas pessoas…

O capitão interrompeu e perguntou:

– Que pessoas? Eu estou chegando agora à corporação.

– O policial Tom ficou bastante confuso e disse:

– Sinto muito senhor mas tenho certeza que era a sua pessoa.

O capitão raciocinou e exclamou:

– Ah desgraçado!

E dizendo isso correu até seu escritório. Ao entrar, além dos rapazes, viu ele mesmo sentado em sua cadeira e bradou:

– Petit, você já curtiu bastante agora vamos parar com a palhaçada. Eu poderia prendê-lo por isso.

O homem se levantou da cadeira e tirando uma máscara mostrou sua identidade.

– Estava brincando com seus soldadinhos de chumbo, capitão Frank.

E dizendo isso abriu um largo sorriso.

CONTINUA…

Por Alci Santos

OS FATOS DESTE CAPÍTULO OCORRERAM ENTRE HANK E ARANHA NEGRA PUBLICADOS NO BLOG LBN DE NAÔR WILLIANS

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