12º DP – CAUSA DESCONHECIDA – EPÍLOGO


15 dias depois, residência de Will…

– Que saco, já vi esse filme mais de trezentas vezes – resmungou sozinho Will deitado no sofá.

Pegou o controle remoto e desligou.

Neste momento o celular toca. É Ming.

– O que houve Ming?

– Fomos chamados na emergência. Aquele sujeito chamado Garra, apareceu e estamos fazendo o cerco.

– Tudo bem, você passa aqui pra me pegar?

– Tô aí em 5 minutos.

Will desligou o telefone e disse:

– Essa não, lá vem problema com o pessoal da máfia.

Até a próxima temporada!

Por Alcí Santos

 

 

 

 

12º DP – CAUSA DESCONHECIDA – CAP. 20


Não adianta negar, que seus amigos já o entregaram. Se negar, vamos pedir perpétua pra você. Já temos o suficiente para isso.

O homem vendo que não tinha saída confessou:

– Sim, todos estávamos alcoolizados e pedi para pegar minha arma no carro. Eu não tinha intenção de atirar. Somente queria brincar, apontando a arma para meus amigos mas esqueci que estava carregada. Meu dedo escorregou e a arma disparou.

– Isso mesmo, e a bala atravessou a parede seguindo até a cama do Sr. Aron que estava deitado penetrando pelo saco escrotal, atravessando o corpo até se alojar no coração.

– Foi assim mesmo, mas não tive intenção – disse Weverton.

– Eu acredito sim que foi sem intenção e vou cumprir minha palavra de falar com o promotor para não pedir Perpétua.

– Obrigado senhor Roger – disse sorrindo o suspeito.

– Calma lá! Depois que descobriram que a bala tinha ultrapassado a parede e atingido o homem, no lugar de prestar socorro, resolveram encobrir tudo colocando pasta de dente no buraco da bala. Depois se fizeram de desentendidos. Vou pedir 15 anos para seus amigos, mas tenha certeza que pra você pedirei no mínimo 50 anos. Mesmo alcoolizado, não se pode andar por aí com uma arma assumindo o risco de matar alguém.

O Celular de Roger toca e o mesmo fala durante 5 minutos e desliga.

– A perícia confirmou tudo. A bala saiu da arma de Weverton.

Roger piscou para um policial na sala que pegou Weverton e o levou para atrás das grades.

– Bom Roger, estamos de queixo caído, mas finalizamos mais essa.

– É verdade Will. Quase caímos nessa.

– Tem razão Ming, mas devemos muito, você sabe a quem.

Conclui a seguir…

Por Alci Santos

12º DP – CAUSA DESCONHECIDA – CAP. 19


– Isso é o que a nossa perícia vai averiguar. De acordo com o modelo dessa arma vamos ver se a bala que ela utiliza está de acordo com a bala que furou a parede do quarto do Hotel. Depois compararemos com a bala que achamos no corpo e aí então saberemos tudo o que ocorreu.

Neste momento alguém bateu na porta. Novamente a mulher foi atender, mas dessa vez a entrada na casa foi à força e o homem correu na direção do suspeito.

– Senhor Weverton levante. O senhor está preso. Tem o direito de permanecer calado. Tudo o que disser, poderá ser usado contra você em um tribunal.

Will que estava de frente para o homem, levantou-se e ficou olhando o homem que havia entrado. Então perguntou:

– Mas que diabos você está fazendo Roger?

– O legista me ligou e me falou da bala. Você sabe do que eu estou falando. Da enrolada do detetive Alcí. Ele me mandou uma perícia inicial da bala e pelo visto a bala saiu dessa mesma arma, um Taurus 85 S. Entramos em contato com o hotel e pegamos o depoimento dos amigos dele e eles nos contaram o que aconteceu.

– Vamos. Lá no departamento conto tudo e a perícia com certeza vai confirmar.

Mais tarde…

– Pois é amigos, o Sr. Aron foi vitima de um infortúnio. Mas eu quero exatamente que o suspeito nos conte tudo.

– Pelo que ele nos disse na casa dele Roger, estavam de folga bebendo e alugaram o apartamento.

– Sim Will mas os amigos deles disseram que quando estavam bêbados o suspeito pediu para pegar algo no carro não foi Sr. Weverton?

Continua…

Por Alci Santos

12º DP – CAUSA DESCONHECIDA – CAP. 18


– Estávamos nos encontrando em um dia de folga e aproveitamos para beber – disse o homem olhando várias vezes para dentro onde Ming estava.

– Continue – disse Will fitando seriamente o homem que mostrava traços de nervosismo.

Neste momento alguém bate à porta. A mulher que estava na cozinha, foi atender.

– Sim?

– Somos do 12° D.P. e precisamos falar com o detetive Will ou Ming

– Eles estão aqui. Entrem.

A mulher abriu a porta deixando os homens entrar. Foi então que Will os apresentou:

– Esses ai Senhor Weverton são homens da perícia. Estão aqui por conta do mandado. Agora continue sua história.

– Ficamos assistindo tv e contando histórias de mulheres. Em um certo momento ouvimos o homem do lado tossir, mas depois se calou. Achamos muito normal aquilo.

– E nenhum de vocês três tinha uma arma?

– Não. Não andamos armados.

Neste momento, Ming aparece de luvas, segurando uma arma.

– Estranho né amigo. Você não anda armado, mas tem uma guardada em casa. Bom achado, Ming.

O que tem a nos dizer sobre isso? – perguntou Ming apontando o dedo indicador para arma que segurava na outra mão.

O homem bem nervoso disse:

– É para defesa pessoal apenas.

Continua…

Por Alci Santos

12º DP – CAUSA DESCONHECIDA – CAP. 17


– Vamos Ming temos que falar com a recepção.

Os dois detetives saíram e ao chegarem no local, pediram ao recepcionista do hotel o endereço dos três engenheiros que estavam hospedados no quarto.

Assim que obtiveram os dados, foram até a residência do primeiro. Bateram na porta e uma mulher atendeu.

– O que desejam?

– Polícia do 12º D.P. – Disse Will mostrando o distintivo, sendo acompanhado por Ming.

– Querem falar com quem? O que houve?

– Gostaríamos de falar com o Sr. Weverton Diaz. Podemos entrar?

– Sim, claro.

Um homem careca com um bigode e de estatura forte apareceu e perguntou:

– O que desejam? Já dei depoimento para a polícia quando o cara foi encontrado. É isso?

– Sim, o caso é este, mas gostaríamos de fazer mais algumas perguntas, não é Ming?

– É verdade. Temos um mandado de busca para a sua casa aqui – falou Ming mostrando o documento para o homem.

Will então tomou a dianteira:

– Enquanto você me responde, meu amigo vai dar uma olhada na sua casa. Se não tiver implicado, não tem nada a temer.

– Então me diga o que ocorreu no dia que vocês três estavam hospedados, naquele mesmo dia em que a vitima foi encontrada.

Continua…

Por Alci Santos

12º DP – CAUSA DESCONHECIDA – CAP. 16


E dizendo isso, retirou-se do hotel.

– Esse cara é estranho mas é genial tenho que admitir, Will.

– Verdade, mas temos que seguir em frente e fazer justiça. Vamos investigar o quarto e ver se achamos algum buraco de bala.

Cinco minutos depois, estavam no quarto:

– Ming vou olhar na cama e paredes próximas à mesma e você procura nas outras.

– Certo Will.

Os parceiros procuraram no quarto inteiro e não acharam nada até que ao abrirem a porta para sair Ming notou algo na parede.

– Mas o que é isso Will? Veja.

– Uma marca estranha na parede. Se é o que eu estou pensando, então estamos chegando perto.

Will ligou para a portaria e pediu para abrir o quarto da direita. Quando entraram foram logo à posição da marca encontrada no outro quarto.

Foi aí então que notaram uma tentativa de encobrimento.

– Mas veja só Will. Aqui na mesma posição preencheu um pequeno buraco com… pasta de dente?

– Ming, a parede é branca e a pasta de dente fez o buraco passar despercebido. Resta saber se chega até a cama. Chame a perícia.

Trinta minutos depois a perícia chega e chega a uma conclusão:

– Sim, provavelmente uma bala passou por aqui e foi em direção à cama. Se a vitima estivesse lá seria atingido – esclareceu o perito.

– Obrigado amigo isso foi muito esclarecedor.

– De nada Detetive Will.

Continua…

Por Alci Santos

12º DP – CAUSA DESCONHECIDA – CAP. 15


 – Agora tenho outra bomba pra vocês.

– Diga logo Alcí, pare de fazer suspense – Gritou Will.

– Liguei para o hotel e descobri que havia alguém no quarto ao lado do da vitima. Parece que havia três engenheiros petroleiros no quarto ao lado. Temos que investigar com a recepção.

Os detetives rapidamente entraram no hotel e solicitaram uma entrevista com o recepcionista que era o mesmo que estava no dia do homicídio.

O recepcionista contou que eles afirmaram no dia do crime que ouviram apenas a vitima tossir. Acharam que era normal e voltaram a conversar.

Will que ouvia atentamente pediu ao recepcionista:

– Por favor me veja a chave do quarto da vitima. Precisamos fazer mais uma inspeção lá.

Os três detetives iam caminhando para o quarto quando de repente o celular de Alci toca.

– Sim? O Que? Em que parte? Na floresta? Certo. Vou já para aí.

Alci desligou e informou Will e Ming:

– Amigos preciso me retirar. Alguém me ligou porque tem informações cruciais de outro caso bastante estranho que estou averiguando. Infelizmente não poderei continuar neste caso mas vocês estão com a faca e o queijo nas mãos.

Will olhou para Alcí e disse:

– Você é meio louco, mas tenha certeza que você é um ótimo amigo. Boa sorte.

– Obrigado. Tenho certeza absoluta que vocês vão pegar os culpados. Digam para Roger que lamento a forma como agi, mas depois converso com ele melhor.

Continua…

Por Alci Santos