12º DP – CAUSA DESCONHECIDA – CAP. 04


– Na verdade, nem vou esperar esses dados, porque sei que virão incompletos. Ming, vamos, temos que passar na casa da esposa da vítima temos que traçar seu perfil. Roger qualquer novidade, nos avise.

E com isso, saíram os dois detetives e foram encontrar a mulher. Ao chegarem  até a casa tocaram a campainha.

Alguns segundos depois a porta abriu e uma mulher loira  nem gorda nem magra, abriu a porta.

– Sra. July?

– Sim? O que desejam?

– Somos detetives Will e Ming do 12º D.P. e precisamos da sua ajuda para descobrir o que houve com o seu marido – disse Will seriamente mostrando o distintivo.

– Eu já disse tudo para os policiais que apareceram por aqui.

– Agradecemos muito sua colaboração, mas precisamos fazer as perguntas corretas.

Assim, a mulher os convidou para entrar e pediu para que sentassem em um sofá branco.

Os dois obedeceram e July perguntou:

– O que desejam saber?

Will tomou a dianteira e foi logo perguntando:

– Qual era a rotina de vocês dois?

– A rotina era ele ficar fora a semana inteira e passava aqui os sábados e domingos.

– Não houve nenhuma vez que ele veio antes?

– Sim houve algumas vezes que ele vinha antes, mas era muito difícil. Eu pedia para ele não voltar, mas não teve jeito.

Continua…

Por Alcí Santos

Anúncios

12º DP – CAUSA DESCONHECIDA – CAP. 03


– Durante a autópsia notamos que seu tórax estava bem atingido e também encontramos a mesma coisa na parte abaixo do quadril direito possivelmente causados por baque proveniente de queda.

Prosseguindo no seu relatório, o Dr. Pau continuou:

– Já na parte de dentro encontrei rompimento intestinal, coração dilacerado e cavidade torácica cheia de sangue.

Will ouvindo o relato, disse:

– Mas que diabos. Tantos danos por dentro. O que pode causar isso?

O médico olhou para Will e disse:

– Ainda estamos pesquisando, mas trata-se de uma contusão traumática aguda. Achei também uma laceração nos testículos, mas isso com certeza foi causado por um chute naquela região.

Ming que ouvia tudo atentamente permitiu-se a opinar:

– Parece que alguém bateu nele pra valer até o cara não aguentar mais e deixando poucas marcas. Provavelmente foi atingido com algo muito pesado várias vezes. Tá na cara que foi um homicídio.

Roger que ouvira tudo também resolveu falar:

– O interessante é que não havia sinal de luta quando o achamos e estava tudo arrumado. Talvez ele tenha sido pego de surpresa. Os outros hóspedes do Hotel foram entrevistados e ninguém ouviu nada. Pelo que investigamos, ele não tinha inimigos e vivia bem com a esposa.

Will colocou a mão no queixo e disse:

– Quero relatório da vida dele em família e a relação com o trabalho, Roger.

– Já estamos fazendo isso Will. Acho que até amanhã receberemos esses dados.

Continua…

Por Alcí Santos

12º DP – CAUSA DESCONHECIDA – CAP. 02


12º D.P., no dia seguinte…

– A pergunta é: Porque alguém iria matá-lo? Era amigo de todos, trabalhador, não tem ficha em nenhum D.P..

– Sim, Roger, isso é estranho, mas apesar de tudo não podemos descartar morte natural até sair o resultado da autópsia.

– Claro que sim Will e é por isso que chamei você e Ming. Agora já podemos tirar as dúvidas. Chamei o Dr. Paul para nos contar pessoalmente sobre a autópsia.

Will olhou sério para Roger colocando as duas mãos na cintura e disse:

– Porque tenho a certeza que se eu solicitasse isso, seria barrado?

– Porque talvez o chefe tenha alguma restrição sobre você e Ming. Nada pessoal, mas vocês sempre aprontam nos casos e o chefe tem que limpar a barra de vocês e dele também.

– Mas que injustiça. Somos nós que colocamos o nosso pescoço na guilhotina todas as vezes e é ele que sempre janta com o prefeito.

– Não exagere Ming. Apesar de eu concordar com o modo de agir de vocês, temos que dar um desconto para o chefe. Muita gente quer o cargo dele em todos os D.P.s e ele está sempre tendo que se desviar desse tipo de pessoas que forçam a barra para ele ser transferido.

– Você nunca nos falou disso Roger, porque?

– Ming, eu sei que vocês tem muito a se preocupar. Eu não quero que se preocupem com fatos administrativos. Imagine se vocês tiverem que além de pegar bandidos, ter que se preocupar com o chefe. Ele tira tudo de letra.

– Certo Roger, mas deixe ele saber que o apoiaremos caso a situação dele aperte cada vez mais.

– Tudo bem Will eu direi isso para ele. Agora vamos ao Dr. Paul.

Continua…

Por Alcí Santos

 

 

 

 

12º DP – CAUSA DESCONHECIDA – CAP. 01


A emergência chega, mas logo nota que não tem nada a fazer pelo homem.

– Está gelado e não tem pulso – disse um dos paramédicos. Agora é com a polícia.

O 12º D.P. foi contatado e logo os detetives Will e Ming resolveram pegar o caso.

– Hummm. Ming parece que está tudo normal aqui no quarto e nosso amigo aqui não tem feridas segundo o paramédico que o atendeu.

– Observei o homem Will e parece que não há nada que aponte a um homicídio.

– Isso vamos ver depois da autópsia Ming. Agora, viu a porta de vidro?

– Sim Will, notei que ela estava aberta e o trinco não estava travado por dentro.

– Será que tinha alguém com ele aqui? Se alguém tiver entrado, a porta e o trinco o favoreceram para a fuga – expressou-se Ming.

– Veja, ele tem um cigarro um pouco queimado entre os dedos Ming, talvez na hora que ele desabou tenha sido muito rápido.

– Verdade Will. Nem sinal de algum combate há por aqui.

Will vira-se e olha para o paramédico e pergunta:

– Achou alguma documentação?

– O nome dele é William Aron – disse o paramédico lendo a carteira

– Estranho, já ouvi esse nome em algum lugar.

Ming pensou  e chegou a uma conclusão.

– Ele sempre está na TV dando entrevista sobre ações de petroleiros.

– Quem sabe de repente o petróleo pode ter pego ele Will.

Continua…

Por Alcí Santos

 

 

 

 

12º DP – CAUSA DESCONHECIDA – PRÓLOGO


Castle Rock…

Um telefone toca insistentemente dentro de um quarto do  Alfa & Ômega Hotel. No quarto está hospedado o Sr. William Aron. Do outro lado da linha está sua esposa Sra. Abigail Aron. Ela insistentemente ligara a manhã inteira. Ela estava achando a coisa muito estranha pois ele sempre atendia rapidamente seus telefonemas.

No seu trabalho também estranharam o seu não comparecimento, afinal ele é uma das pessoas mais exigentes com a frequência dos colegas.

Seu subordinado mais próximo vai até o hotel e conta o caso ao gerente que colabora imediatamente indo até o quarto em que o Sr. Aron está hospedado.

Os dois homens batem na porta e gritam o nome do homem em questão várias vezes mas não obtêm respostas.

É neste momento que que o gerente do hotel pega sua cópia da chave do apartamento 13 que ficava no térreo do hotel de 10 andares e abre a porta.

Os dois homens entram e o encontram caído ao lado da cama.

Os homens tentam acordá-lo sem sucesso. Então chamam o pronto socorro.

Continua…

Por Alcí Santos

 

 

 

 

12º D.P. – ESTRANHA AVENTURA – EPÍLOGO


Ming contrariado, disse:

– Você deve estar louco. Mesmo se nós formos, como vamos nos mover com essas roupas e sem dinheiro?

Myran mostrou as  palmas das mãos pedindo calma…

– Já pensamos em tudo isso. Nesse período que vocês vão ser enviados viveu um fazendeiro chamado Dom Gabriel Herrera. É a eles que vocês vão se reportar. Ele é uma pessoa que acredita nas pessoas. Com certeza vai ajudar vocês. Vocês devem também localizar um caçador de recompensas chamado Caveira. D. Gabriel vai lhe explicar tudo.

No dia seguinte, os dois parceiros sentaram-se em duas cadeiras em uma sala secreta. Chegaram ali guiados por Myran.

– Então amigos, vou ligar. Tenho certeza que vai dar tudo certo.

– Como se chama esse tal cientista maluco? – perguntou Ming.

– Ele se chama Otto Hellstrom. Muito cuidado com ele. Ele é perigoso e não o matem senão ficarão presos para sempre no passado.

Minutos depois após a ativação da máquina, um grande brilho se fez notar.

Um segundo depois a máquina do tempo não mais estava em Xanadú.

Com um clarão igual ao da partida eles chegaram no oeste mais ou menos em 1843.

– Veja Ming, um rancho.

– Olhe só o tamanho daquela árvore Will

– Vamos lá Ming, temos que chamar o dono e ver se passamos a noite aqui.

Minutos depois…

– Sim? O que desejam? São viajantes?

  – Mais ou menos. Será que seria possível nós passarmos a noite aqui? De quem é esse rancho?

– É do patrão Dom Gabriel Herrera.

– Uau, na mosca. Ele está no rancho?

– Sim, mas não podemos acordá-lo agora. Vou leva-los ao capataz.

De repente uma voz soou na escuridão perto da entrada do rancho.

– Pode trazer eles até aqui Neruda.

– D. Gabriel? – falou surpreso o vaqueiro.

SEGUE EM VINGADOR NEGRO E CAÇADOR DE RECOMPENSAS POR NAÔR WILLIANS NO BLOG LBN

Por Alci Santos

12º D.P. – ESTRANHA AVENTURA – CAPÍTULO 6


Ming imediatamente correu para olhar através de uma das janelas e se surpreendeu ao ver o espaço escuro e todo estrelado.

Com a surpresa olhou para Will que foi até lá e teve a mesma surpresa.

Myran olhou para eles e disse:Não se preocupem, no fim de tudo isto vocês voltarão para seus lares.

-No fim de que?

-Tenho que explicar algo para vocês.

Ming colocou as mãos na cabeça, olhou para Will e disse:

-Lá vem mais história.

Myran explicou:
– Infelizmente não há outro modo de resolver isso. Como vocês sabem, nossa cidade é mágica e
a energia dela, combinada com a de um artefato, chamado “Olho do Mal” está rasgando o véu das
dimensões. Isso é catastrófico porque se essas dimensões se juntarem de forma artificial, elas deixarão de existir
e nós, junto com o universo desapareceremos.

Will concentrado, perguntou:

-E de onde surgiu esse “Olho”

-Há muito tempo um cientista daqui de Xanadú, construiu secretamente um artefato para viajar entre dimensões, porém ele foi descoberto e preso. O problema é que na prisão ele construiu também secretamente um outro artefato que o levou para o passado, no velho oeste americano e atualmente ele vive lá.

-Atualmente conseguimos construir uma máquina do tempo só de ida. Assim que vocês descerem dela no passado ela se desintegrará.

-E como voltaremos para o presente? – perguntou Will perplexo.

-A única maneira é vocês roubarem o artefato temporal que ele construiu e o pior é que soubemos que uma organização criminosa chamada “Octópus” conseguiu de alguma forma enviar alguém ao passado para roubar o artefato também.

CONCLUI À SEGUIR…

Por Alci Santos