12º D.P. – ESTRANHA AVENTURA – CAPÍTULO 5


– Esse cara só pode ser louco.

Myran sorriu e explicou:

– Aqui nossa cidade temos uma aura mágica que nos protege de tudo, porém quando saímos dos limites de Xanadú somos tão humanos como vocês lá fora.

Will, incrédulo, perguntou como eles tinham chegado ali e Myran contou o ocorrido.

– Eu me lembro agora de estar no avião, mas não consigo acreditar no que você acabou de dizer.

Ming então lembrou-se de mais coisas e citou:

– Espere aí Will. Realmente estávamos no avião e o mesmo estava caindo. Quando olhei pela janela vi tipo um redemoinho saindo das águas do atlântico.

– Sim estes chamamos de turbilhões. Aqui temos também de ar e de fogo.

De repente Ming lembrou algo  que tinha lido nos jornais recentemente:

– Espere aí. Eu li no jornal que alguns turbilhões de fogo apareceram em Washington.

De repente, Myran pareceu assustado.

– Diabos, você fala em Washington, nos Estados Unidos da América?

– Sim, porque a surpresa?

– Tempos atrás um dos turbilhões conseguiu  escapar do limite aqui de nossa cidade em um acidente e ficou indetectável. Como estudamos o espaço e suas anomalias, não costumamos a investigar os países do planeta Terra.

– Porque você se referiu à Terra dessa forma?

– Simples, porque nesse momento estamos no espaço sideral.

CONTINUA…

Por Alci Santos

Anúncios

12º D.P. – ESTRANHA AVENTURA – CAPÍTULO 4


– Veja, uma porta trancada. Vamos temos que saber onde estamos – disse Will levantando-se rapidamente

– Isso parece um tipo de hospital Will.

Neste momento a porta abre, entrando no local Myran e alguns seguranças. Will olhou para ele e estranhou sua palidez.

– Quem é você? Onde estamos?

– Calma Sr. Will, todas as dúvidas serão sanadas quando conversarmos.

– Não conversaremos nada enquanto não me dizer onde estamos e quem é você.

– Eu sou Myran. Eu sou especialista em assuntos espaciais. Nós estamos na cidade de Xanadu.

Ming que teve descendência oriental já ouvira falar desta cidade. Só que a que ele ouvira pertence às lendas.

– Endoidou Ming? Você está rindo de que?

– Esse cara ai ta dizendo que aqui é Xanadu, mas Xanadu é uma cidade lendária do Oriente.

Myran respirando fundo disse:

Tudo bem já que vocês querem saber, vou contar-lhes tudo.

Aqui é a cidade mágica de Xanadú que não tem nada a ver com a lendária.

Aqui trabalhamos pelo bem da natureza e dentro dos limites de nossa cidade, somos imortais.

– Quanta besteira, porque não nos fala a verdade? – perguntou Will.

– Isso é verdade. Veja ali naquelas maletas próximas às camas. São as suas malas de viagem. Suas coisas estão todas ali incluindo suas armas. Podem pegá-las e atirem em mim.

Will olhou para Ming e disse:

CONTINUA…

Por Alci Santos

12º D.P. – ESTRANHA AVENTURA – CAPÍTULO 3


Myran mandou Talik orquestrar o resgate de todas as pessoas vivas no avião.

O procedimento consistia em operar um tipo de guindaste que ia até o topo da redoma e depois de fazer um corte para os cabos passarem, os mesmos desceriam com o gancho na ponta que podia ser direcionado para cima, baixo e lados.

Assim, puxaram o avião para cima e fizeram um corte na lateral da redoma onde pessoas podiam ir até o avião através de uma ponte improvisada.

 O resgate demorou em torno de duas horas e logo após encontrarem as pessoas vivas as levaram para um tipo de enfermaria, onde ministram neles remédios.

Três horas depois um enfermeiro ligou para Myran:

– Senhor eles estão acordando. Seria interessante vir agora.

– Certo, estou indo para aí.

Nisso, na enfermaria dois homens abrem os olhos atônitos. Levantam da cama sem saber onde estão.

– Mas onde diabos estamos Ming?

– Não sei Will minha cabeça está pulsando.

– Eu também estou com esses sintomas Ming.

CONTINUA…

Por Alci Santos

12º D.P. – ESTRANHA AVENTURA – CAPÍTULO 2


– Pessoal, terei que sair neste momento. Urgências me chamam. Estudem sobre os turbilhões pois em nossa próxima aula verei quem é o manda chuva nesse assunto.

E assim ele saiu, dirigindo-se ao “Labo”.

Mais tarde…

Myran entrou em uma sala que mais parecia o gramado um campo de futebol.

Após andar alguns passos, chegou a uma grande redoma de vidro que permitia a visualização de vários turbilhões presos em água mágica e o que eles haviam capturado.

– Mas o que é isso Talik? O que aquela aeronave está fazendo aqui?

– Senhor parece que o turbilhão que a capturou está em crise.

– Como assim em crise?

– Identificamos um comportamento estranho de sair da superfície do mar. O turbilhão normal não tem esse comportamento.

De repente um alarme começa a tocar.

– Eu não acredito que isto está acontecendo Talik

– Mas é verdade senhor. Existem pessoas vivas dentro da aeronave.

CONTINUA…

Por Alci Santos

12º D.P. – ESTRANHA AVENTURA – CAPÍTULO 1


O avião começou a  cair e todos dentro dele começaram a gritar. Chegou um ponto que todos desmaiaram e neste momento o estranho turbilhão “engoliu o avião” e voltou para o leito do mar.

Enquanto isso, na cidade mágica chamada Xanadu…

CENTRO DE OBSERVAÇÃO UNIVERSAL.

– Não!

– Os turbilhões de Xanadu existem em vários tipos: Existem os de fogo, os de ar e os de água – explicou o Professor Myran

Um dos alunos da sala de aula perguntou:

– Eles são criados aqui em Xanadu ou são provenientes da natureza?

– Na verdade eles vêm da natureza, mas em tamanhos pequenos e são aprimorados aqui em nossa cidade.

Neste momento toca o comunicador:

– Myran falando.

– Professor, recebi um aviso que um avião foi capturado e que o senhor precisa ir ao “Labo” agora – disse sua assistente Tamryn.

– Tudo bem, avise que estou indo agora mesmo.

E assim desligou o comunicador dizendo em seguida:

CONTINUA…

Por Alci Santos

12º D.P. – ESTRANHA AVENTURA – PRÓLOGO


– Precisava ser de avião Will?

– Pare com isso Ming. De avião é a forma mais rápido de chegarmos até lá.

– É sério que passaremos pelo triângulo das Bermudas?

– Passaremos sim, mas fique tranquilo que o que acontece lá é só invenção.

Assim, Will virou-se para o lado em sua poltrona buscando uma posição mais confortável e se divertindo com o temor de Ming.

Ming, não tinha medo de viajar de avião, mas nessa viagem em que os dois iam passar férias nas ilhas chamadas Açores, onde morava um grande amigo de Will, o avião passaria pela área chamada Triângulo das Bermudas, conhecida por ser uma área repleta de desaparecimentos tanto de navios, como de aviões.

Neste momento o comandante avisa:

“Por favor apertem os cintos pois vamos passar por uma área de instabilidade”.

Realmente o avião que era um turbo-hélice, começou a balançar bastante.

Will agora preocupado com o parceiro, perguntou:

– Tudo bem Ming? Calma que é só turbulência.

Ming olhou para Will e disse:

– Engraçado.

– O que é engraçado Ming.

– Nas turbulências, as hélices dos aviões param?

Will olhou para a já nela e viu as duas hélices da asa direita paradas.

O pior foi o turbilhão de água saindo do mar…

CONTINUA…

Por Alci Santos

12º D.P. – OS JUSTICEIROS – EPÍLOGO


Dois dias depois, no escritório de Roger no 12º D.P. …

– Muito bem Tucker, vamos cumprir o que acertamos com você já que indicou todas as pessoas relacionadas com a quadrilha de Leopard. Estamos te transferindo para fora do pais. Somente eu, Will, Ming e o Promotor de Justiça sabemos que você está indo para o México. Espero que mude sua vida e passe a aproveitar essa chance.

– Pode deixar. Não quero mais problemas com a justiça, principalmente com aqueles dois “tições do inferno”.

– Nossa, onde foi que você viu essa expressão? – perguntou Roger se esbaldando de rir.

– Você não lê a revista “ Tex Willer”?

– Ainda não tive esse prazer. Ou seria desprazer com expressões como essa?

– É uma revista de faroeste, por isso esse tipo de expressão – explicou Tucker.

– Vamos que o avião não espera.

Com isso, saíram em direção ao México.

No dia seguinte Will está tomando café pela manhã quando recebe uma ligação do 12º D.P. …

– Detetive Will, um tal de Bruce ligou da cadeia querendo falar com você.

– Tô ferrado! Ele é meio maluco mas estou indo. Obrigado.

– “O que ele quer falar comigo?” depois daquele caso ele não diz coisa com coisa…

Neste momento o celular toca.

– Fala Ming!

– Will você tem que vir logo para cá. Aconteceu um crime bárbaro e o bandido deixou sua assinatura.

– Que assinatura, Ming?

– Aqui no bilhete que ele deixou, assina como JACK, O ESTRIPADOR.

ATÉ A PRÓXIMA TEMPORADA!!!

Por Alci Santos