HANK – SEM SAÍDA – CAP.5


Hank saiu acompanhado de Léo e entrou no carro. Saíram normalmente para fazer um lanche.

Quando voltaram para o carro, alguns minutos depois viu um camaro todo negro com vidros no estilo fumê atrás do seu.

Os vidros não permitiam ver quem estava dentro pelas laterais nem pelo para-brisa.

– Estou com uma sensação que estamos sendo seguidos Léo.

Léo deu uma olhada para trás e aos se voltar para frente disse:

– Estranho mesmo esse carro ser todo negro incluindo os vidros.

Neste exato momento, o carro acelerou e tentou ficar paralelo com o deles.

– Mas que diabos? O que esse cara está pretendendo? – perguntou Léo.

Neste exato momento uma lâmina saiu de um círculo na calota do carro e cortou o pneu do Fiat Siena que Hank havia alugado.

– Segure-se Léo ele quer nos fazer bater!

Hank então pisou no freio. Devagar o carro foi parando, mas com o esforço o pneu foi secando e o outro carro acelerou e disparou sumindo em uma curva.

Hank conseguira fazer com que eles saíssem sem maiores danos, mas tinha entendido o que acontecera.

– Ele quis nos dar um aviso para ficar longe Léo. Com certeza deve ter percebido que nós tínhamos ido até Silvia e deve ter ficado receoso de algo.

– Parece que conseguimos algo. Se ele quis nos dar um aviso, então é sinal que estamos na pista certa. Talvez sua mãe saiba de algo que possa nos levar até o assassino.

No dia seguinte Léo tinha acabado de almoçar quando Lívia atendeu o telefone que tocara. Era Silvia.

Silvia e Lívia pouco se falavam, mas não tinham raiva uma da outra. Silvia entendera que seu caso casamento com Valdir não dera certo e partira para outra, mas jamais esqueceria seu filho que ficara morando com o esposo, pois ela ficaria muito pouco em casa e daria menos atenção a Léo. Léo que já não era tão pequeno ficou chateado no começo pois estava longe da mãe, mas ao saber que sempre falaria com ela quando quisesse e a chegada de Lívia que ele gostou muito fez ele aceitar tudo mais depressa.

– Léo. O telefone. É a sua mãe.

CONTINUA…

Por Alci Santos

HANK – SEM SAÍDA – CAP.4


Léo e Hank chegaram em um grande prédio pintado de verde. Na fachada estava escrito em letras bem grandes: “ESPAÇO DE DANÇAS ESTADUAL”.
Entraram e se informaram onde a professora Silvia dava aulas. Caminharam até a porta da sala e pelo vidro na porta Léo notou logo que sua mãe estava lá dentro.
Bateram então na porta e uma mulher aparentemente com seus 45 anos veio abrir…
Quando viu Léo, um grande sorriso se pôs naquele rosto branco quase pálido.
– Léo meu amor, você por aqui? Como me achou?
– Oi mãe – Disse ele dando um abraço apertado na mulher.
– Mãe estou aqui para conversar mas não quero atrapalhar sua aula.
– Conversar sobre o que amor, pode adiantar?
– Não finja que não sabe mãe. Logo você, querendo se fazer de boba. Esse aqui é um amigo de papai, o Detetive Hank. Ele vai nos ajudar a descobrir quem incriminou papai.
– Hummm prazer. Espero que consigam o que querem. Vamos fazer o seguinte: Depois dessa aula teremos o intervalo e então conversaremos. Esperem ali na lanchonete.
Vinte minutos se passaram e então ela apareceu na lanchonete, sentou-se e foi logo falando:
– E então senhor Hank em que posso ajuda-lo?
– Sra. Silvia não quero lhe importunar muito, afinal sei que tem obrigações então vou lhe perguntar apenas o imprescindível certo? – Disse o detetive olhando-a nos olhos.
– Tudo bem, siga em frente – disse a mulher sorrindo.
– Em primeiro lugar gostaria de saber se o seu ex-marido lhe confidenciou alguém que poderia vir a ser seu inimigo.
– Acho que poderia ter alguns que poderiam meter a mão no dinheiro da empresa, mas nenhum que pudesse matar para incriminá-lo e o mandar para a cadeia.
– A Sra. tem como me passar o nome dessas pessoas? Não precisa ser agora. Aqui está o meu cartão. Se lembrar de alguém me ligue.
– Está bem vou refletir e vamos ver o que posso lembrar.
– Obrigado.

CONTINUA…

Por Alci Santos

HANK – SEM SAÍDA – CAP.3


No dia seguinte…

– Estou precisando falar com ela neste momento.

– Sr. Léo, ela não mora mais aqui. – disse o rapaz que era responsável pela limpeza do prédio. Ela mesma pediu para não dar o endereço.

Léo então tirou do bolso uma nota de cinquenta reais e a colocou na mão do homem.

– Isso aqui é para “amolecer” a sua língua.

– Humm, o senhor sabe negociar – falou o rapaz rindo – bom ela pediu para não dizer onde mora, porém não pôs restrição no local do seu trabalho que é em uma escola de danças e eu acho que ela é professora. Aqui está o endereço. É um cartão que ela deixou aqui na portaria se houvesse necessidade de ligar para ela. E como o senhor que é conhecido dela está com necessidade, agora ele é seu.

Após tomar o caminho para casa, Léo recebeu um telefonema.

– Alô?

– Léo? Chegou um moço aqui que quer falar com você. Disse que o nome dele é Hank – falou Nádia do outro lado da linha.

– Nádia, por favor faça companhia a ele pois ele vai ser de grande importância para descobrir quem está por trás da prisão de meu pai.

– Graças a Deus – disse Nádia.

– Aguarde que estou chegando.

Meia hora depois, Léo já estava em casa.

– Então o senhor e meu pai são grandes amigos?

– Sim Léo. Somos amigos de infância. Na verdade, melhores amigos de infância.Naquele tempo, seu pai me livrava de muitas encrencas. Como eu era baixinho, ele me defendia de muitos meninos que se diziam machões, mas na hora que seu pai chegava, todos fugiam e eu ficava aliviado. Mas muitas vezes livrei seu pai da reprovação certa. Um dia ele estava desesperado e durante uma semana ensinei matemática financeira para ele, isso já na faculdade. Mas ele conseguiu a média para passar com folga. E assim até hoje quando um precisa do outro, sempre os problemas são resolvidos.

– É muito bom saber que temos uma pessoa que podemos confiar, seu Hank – disse Léo

– Não precisa me tratar de “seu”. Chame-me apenas de Hank.

– Nesse momento estamos desesperados e sem saber o que fazer – falou Nádia soltando uma lágrima.

– A senhora é a esposa dele?

– Sim Hank, nós somos muito unidos e eu pretendo levar essa investigação até o fim, custe o que custar. Nós nos amamos muito e não pretendo deixa-lo apodrecendo ao lado de bandidos de alta periculosidade, mesmo ele tendo diploma.

– A partir de agora somos todos amigos e vamos todos trabalhar para descobrir quem está por trás de tudo isso e enviá-lo para a cadeia mais próxima e livrar seu pai Léo e esposo Nádia da cadeia.

– Então Hank aqui está o endereço de onde Silvia trabalha. Ela é a “ex” de meu pai.

– Humm… excelente começo Léo. Vamos lá agora mesmo.

CONTINUA…

Por Alci Santos

HANK – SEM SAÍDA – CAP.2


Léo acordou com pressa.

Escovou os dentes, tomou café e saiu. Se dirigiu até a corretora de seu pai e abriu a porta. Durante a viagem de ônibus, notara olhos fixos em sua pessoa, pois a notícia já saira no jornal e ele fora fotografado no fórum pela imprensa e rotulado como “o filho do assassino”.

Deu o sinal para o motorista parar e desceu no quarteirão da corretora.

Quando o ônibus seguiu sentiu uma caneta colidir com sua cabeça e cair no chão. Sentiu dor e passou a mão na cabeça, fazendo uma massagem e ainda chegando a ouvir uma voz abafada dizer “filho de assassino”.

Olhou em direção ao ônibus já longe. Abaixou-se, pegou a caneta, mirou a mesma e sério, balançou a cabeça negativamente. Pegou a caneta e pôs no bolso. Resolveu que ela seria seu talismã da sorte e que a partir de agora, aquela caneta ajudaria a achar o assassino que havia destruído a vida de seu pai.

Andou meio quarteirão até a corretora e abriu a porta de cor verde. Inseriu a chave na porta e olhou fixamente para a mesma alguns segundos como pensasse algo.

Então girou a chave na porta, entrou e fechou.

Notou então que a polícia havia colocado fitas que bloqueavam o acesso de pessoas ao escritório de seu pai e de Nilson.

Notou então, um movimento na porta que se abriu e entrou o delegado Vado junto com dois policiais. Léo então foi até eles.

– O que estão fazendo aqui? – perguntou Léo seriamente ao delegado.

– Calma rapaz, viemos apenas tirar as faixas e liberar a  corretora para seguir em frente – afirmou o delegado.

– O Sr. quer dizer, depois de acabar com a vida de meu pai não é?

– Sr. Leonardo, eu não sou o inimigo, acho que o senhor está confundindo as bolas.

– Eu sei o que o Sr. disse na cara do meu pai ao prendê-lo – comentou Léo Remoendo-se de raiva.

– Meu amigo, pelas investigações e  pela minha experiência, temos que pressionar o suspeito para que ele revele a verdade. Infelizmente seu pai entrou por caminhos que não iriam dar em boa coisa. Eu, como delegado de policia tenho obrigação de prendê-lo para ter um julgamento justo, e as provas estavam contra eles, no mais quem decidem se o seu pai é inocente ou não, é o júri e não eu.

– Eu não entendo como vocês não investigaram mais. Vocês com um pouco mais de boa vontade poderiam achar mais pistas que levassem ao verdadeiro assassino.

– Sr. Eduardo eu não costumo a duvidar de uma impressão digital que é prova irrefutável para acusar alguém, principalmente em um caso de assassinato. Estou liberando o prédio para a corretora ir em frente.

– Imagine delegado quantos clientes irão aparecer naquela porta para fazer contrato conosco e imagine da mesma forma quantos clientes atuais irão querer finalizar seus contratos.

O delegado olhou fixamente para o jovem por alguns segundos e disse:

– Eu sinto muito meu rapaz…eu sinto muito mesmo. Boa sorte daqui para frente.

E dizendo isso, o delegado saiu pela porta e dirigiu-se a destino ignorado.

Léo ficou pensativo por alguns minutos e depois começou a procurar a agenda de seu pai em sua sala. Olhou na escrivaninha. Abriu três gavetas do lado esquerdo da mesa e nada.

Resolveu abrir a portinhola do lado direito na parte inferior da mesa e lá estava uma bonita agenda de capa azul. Léo a pegou e procurou a seção dos endereços telefônicos. Abriu na parte da letra “H”.

– Aqui está: Detetive Hank. Espero que esse telefone seja responsável por me dar muitas alegrias

Léo pegou o telefone e discou o número. Neste momento recolocou o telefone no gancho.

– Mas que letras são essas?  CAD? Porque CAD está na letra “H”?

Léo agora ligou em definitivo.

Uma voz feminina atendeu do outro lado da linha…

– Columbo’s Agency Detectives, good morning. How may I help you?

CONTINUA…

Por Alci Santos

HANK – SEM SAÍDA – CAP.3


No dia seguinte…

– Estou precisando falar com ela neste momento.

– Sr. Léo, ela não mora mais aqui. – disse o rapaz que era responsável pela limpeza do prédio. Ela mesma pediu para não dar o endereço.

Léo então tirou do bolso uma nota de cinquenta reais e a colocou na mão do homem.

– Isso aqui é para “amolecer” a sua língua.

– Humm, o senhor sabe negociar – falou o rapaz rindo – bom ela pediu para não dizer onde mora, porém não pôs restrição no local do seu trabalho que é em uma escola de danças e eu acho que ela é professora. Aqui está o endereço. É um cartão que ela deixou aqui na portaria se houvesse necessidade de ligar para ela. E como o senhor que é conhecido dela está com necessidade, agora ele é seu.

Após tomar o caminho para casa, Léo recebeu um telefonema.

– Alô?

– Léo? Chegou um moço aqui que quer falar com você. Disse que o nome dele é Hank – falou Nádia do outro lado da linha.

– Nádia, por favor faça companhia a ele pois ele vai ser de grande importância para descobrir quem está por trás da prisão de meu pai.

– Graças a Deus – disse Nádia.

– Aguarde que estou chegando.

Meia hora depois, Léo já estava em casa.

– Então o senhor e meu pai são grandes amigos?

– Sim Léo. Somos amigos de infância. Na verdade, melhores amigos de infância.Naquele tempo, seu pai me livrava de muitas encrencas. Como eu era baixinho, ele me defendia de muitos meninos que se diziam machões, mas na hora que seu pai chegava, todos fugiam e eu ficava aliviado. Mas muitas vezes livrei seu pai da reprovação certa. Um dia ele estava desesperado e durante uma semana ensinei matemática financeira para ele, isso já na faculdade. Mas ele conseguiu a média para passar com folga. E assim até hoje quando um precisa do outro, sempre os problemas são resolvidos.

– É muito bom saber que temos uma pessoa que podemos confiar, seu Hank – disse Léo

– Não precisa me tratar de “seu”. Chame-me apenas de Hank.

– Nesse momento estamos desesperados e sem saber o que fazer – falou Nádia soltando uma lágrima.

– A senhora é a esposa dele?

– Sim Hank, nós somos muito unidos e eu pretendo levar essa investigação até o fim, custe o que custar. Nós nos amamos muito e não pretendo deixa-lo apodrecendo ao lado de bandidos de alta periculosidade, mesmo ele tendo diploma.

– A partir de agora somos todos amigos e vamos todos trabalhar para descobrir quem está por trás de tudo isso e enviá-lo para a cadeia mais próxima e livrar seu pai Léo e esposo Nádia da cadeia.

– Então Hank aqui está o endereço de onde Silvia trabalha. Ela é a “ex” de meu pai.

– Humm… excelente começo Léo. Vamos lá agora mesmo.

CONTINUA…

Por Alci Santos

HANK – SEM SAÍDA – CAP.2


Léo acordou com pressa.

Escovou os dentes, tomou café e saiu. Se dirigiu até a corretora de seu pai e abriu a porta. Durante a viagem de ônibus, notara olhos fixos em sua pessoa, pois a notícia já saira no jornal e ele fora fotografado no fórum pela imprensa e rotulado como “o filho do assassino”.

Deu o sinal para o motorista parar e desceu no quarteirão da corretora.

Quando o ônibus seguiu sentiu uma caneta colidir com sua cabeça e cair no chão. Sentiu dor e passou a mão na cabeça, fazendo uma massagem e ainda chegando a ouvir uma voz abafada dizer “filho de assassino”.

Olhou em direção ao ônibus já longe. Abaixou-se, pegou a caneta, mirou a mesma e sério, balançou a cabeça negativamente. Pegou a caneta e pôs no bolso. Resolveu que ela seria seu talismã da sorte e que a partir de agora, aquela caneta ajudaria a achar o assassino que havia destruído a vida de seu pai.

Andou meio quarteirão até a corretora e abriu a porta de cor verde. Inseriu a chave na porta e olhou fixamente para a mesma alguns segundos como pensasse algo.

Então girou a chave na porta, entrou e fechou.

Notou então que a polícia havia colocado fitas que bloqueavam o acesso de pessoas ao escritório de seu pai e de Nilson.

Notou então, um movimento na porta que se abriu e entrou o delegado Vado junto com dois policiais. Léo então foi até eles.

– O que estão fazendo aqui? – perguntou Léo seriamente ao delegado.

– Calma rapaz, viemos apenas tirar as faixas e liberar a  corretora para seguir em frente – afirmou o delegado.

– O Sr. quer dizer, depois de acabar com a vida de meu pai não é?

– Sr. Leonardo, eu não sou o inimigo, acho que o senhor está confundindo as bolas.

– Eu sei o que o Sr. disse na cara do meu pai ao prendê-lo – comentou Léo Remoendo-se de raiva.

– Meu amigo, pelas investigações e  pela minha experiência, temos que pressionar o suspeito para que ele revele a verdade. Infelizmente seu pai entrou por caminhos que não iriam dar em boa coisa. Eu, como delegado de policia tenho obrigação de prendê-lo para ter um julgamento justo, e as provas estavam contra eles, no mais quem decidem se o seu pai é inocente ou não, é o júri e não eu.

– Eu não entendo como vocês não investigaram mais. Vocês com um pouco mais de boa vontade poderiam achar mais pistas que levassem ao verdadeiro assassino.

– Sr. Eduardo eu não costumo a duvidar de uma impressão digital que é prova irrefutável para acusar alguém, principalmente em um caso de assassinato. Estou liberando o prédio para a corretora ir em frente.

– Imagine delegado quantos clientes irão aparecer naquela porta para fazer contrato conosco e imagine da mesma forma quantos clientes atuais irão querer finalizar seus contratos.

O delegado olhou fixamente para o jovem por alguns segundos e disse:

– Eu sinto muito meu rapaz…eu sinto muito mesmo. Boa sorte daqui para frente.

E dizendo isso, o delegado saiu pela porta e dirigiu-se a destino ignorado.

Léo ficou pensativo por alguns minutos e depois começou a procurar a agenda de seu pai em sua sala. Olhou na escrivaninha. Abriu três gavetas do lado esquerdo da mesa e nada.

Resolveu abrir a portinhola do lado direito na parte inferior da mesa e lá estava uma bonita agenda de capa azul. Léo a pegou e procurou a seção dos endereços telefônicos. Abriu na parte da letra “H”.

– Aqui está: Detetive Hank. Espero que esse telefone seja responsável por me dar muitas alegrias

Léo pegou o telefone e discou o número. Neste momento recolocou o telefone no gancho.

– Mas que letras são essas?  CAD? Porque CAD está na letra “H”?

Léo agora ligou em definitivo.

Uma voz feminina atendeu do outro lado da linha…

– Columbo’s Agency Detectives, good morning. How may I help you?

CONTINUA…

Por Alci Santos

HANK – SEM SAÍDA – CAP.1


Depois dos devidos esclarecimentos, foi permitido que Léo e Lívia falassem com Valdir.

– Pai, vamos descobrir quem armou essa para o senhor, pode esperar.

– Oh querido, você é uma pessoa tão boa, como podem fazer isso com você?

– Não se preocupem, pode demorar meses, mas eu vou sair. Eu vou provar minha inocência. Léo procure na minha agenda o telefone do Detetive Hank. Ele faz parte da Columbo’s Agency Detectives em Los Angeles nos EUA. Explique a situação para ele. Ele virá ajudar e não cobrará nada.

-Certo pai pode deixar.

Neste momento guardas se aproximaram e levaram Valdir para o presídio de segurança máxima Pierre Moutinho. Lívia e Léo ficaram observando sem nada poder fazer.

Mas o que aconteceu para Valdir se encontrar nessa enrascada? Nilson e Valdir eram sócios. Ambos se tornaram grandes amigos e logo depois do trabalho iam tomar uma cervejinha, mas não se embebedavam. Um dia Lívia foi ao bar chamar Valdir e conheceu Nilson. Passou a ter verdadeiro ódio dele pois alem de achar que ele era um mentiroso, além de ter se jogado uma vez para cima dela para mexer com Valdir. Na verdade, ela não o odiava, mas tinha asco da pessoa dele e o considerava um falso. Já Léo costumava rir muito de suas piadas quando ia até o escritório da corretora.

Valdir descobriu que ele subtraíra uma quantia irrisória da corretora, depois de uma briga, fez as pazes, mas nunca mais deixou a parte financeira por conta de Nilson.

Um dia ele não apareceu mais na corretora. Valdir tentou todos os números de celular, fixos e pessoas possíveis para obter informações dele, mas não conseguiu.

Alguns dias depois Nilson apareceu morto.

Foi encontrado sem vida em um hotel dentro de uma banheira com um bocal de lâmpada vazio em cima da barriga.

Segundo o serviço de inteligência ele foi eletrocutado.

– Onde aquele cara que conta piadas está pai? – perguntou Léo ao pai antes de ser preso.

– Sei lá ele tomou um chá de sumiço, porque o interesse?

– Alguém da família dele está ligando perguntando onde ele está.

– Diga que não tenho idéia.

Dias depois Valdir foi intimado a dar depoimento para a polícia. O delegado perguntou se tinha estado na cena do crime e Valdir disse que não. O problema é que uma das pessoas que deram depoimento disse que o tinha visto no hotel no dia em que foi morto. Foi ai que lembrou-se que tinha ido a um seminário sobre ciências contábeis naquele dia, mas nem tinha como saber que Nilson tinha estado lá, pois ele já tinha sumido da corretora.

Um dia a policia foi até a corretora e o prendeu por ter achado digitais suas em um revolver no quarto onde ocorreu o crime.

– Olá delegado em que posso ajudá-lo hoje?

– Cara, mas você é muito descarado mesmo, mas a policia está aqui é para pegar monstros como você.

– C-Como? Não estou entendendo delegado

– Acharam digitais em uma arma no quarto do hotel em que Nilson foi morto e elas são suas segundo o serviço de inteligência.

– Mas como? Eu não uso armas.

– Mesmo? Nem eu! Senhor Valdir o senhor está preso.

E assim o levaram para a cadeia onde permaneceu por algum tempo e depois foi transferido para o presídio. Semanas depois foi julgado no tribunal.

CONTINUA…

Por Alci Santos