CORREIO BR: CASA DO TERROR ESTÁ DE VOLTA


Caros leitores:

A partir da próxima segunda feira, dia 25 de abril, estaremos de volta com CASA DO TERROR em sua segunda temporada.

Nesta temporada um repórter investiga uma sociedade que tem certos hábitos estranhos. Não deixe de ler.

Até segunda-feira.

Alci Santos – Editor

Anúncios

CASA DO TERROR – A BRUXA – EPÍLOGO


 Depois de ver a bruxa sem movimentos no fundo do bebedouro, ouviu os baques de David na porta do estábulo. Correu então para abrir e salvá-lo.
Correram então para longe do fogo e se abraçaram.
– Finalmente eu consegui matá-la. Você está livre David.
– Matou-a? – perguntou ele meio atordoado.
– Sim, veja.
Mary levou ele até o bebedouro e ela havia desaparecido.
– Não é possível. Ela sumiu.
David então olhou para o boneco no chão com um certo movimento. Correu, pegou o boneco e jogou na fogueira.
Um grito como alguém morrendo no fogo por mil maldições se fez ouvir.
O boneco feito para matar Mary, sem os pregos se tornara o próprio corpo da bruxa.
E agora ela se fôra para sempre.
Esta obra é baseada na série de televisão “Hammer House of Horror” de Anthony Read. Episódio: Witching Time.

Por Alci Santos

ATÉ A PRÓXIMA TEMPORADA.

CASA DO TERROR – A BRUXA – CAPÍTULO 15


 Ela então correu para ligar para ajuda no telefone, mas o mesmo estava mudo. Quando ela desligava, David apareceu dizendo:
– Pare! É você quem vai queimar!
Ela de surpresa correu bastante até chegar na porta do estábulo, mas quando ela ia abrir a porta, ele a agarrou. Ele porém tropeçou no galão de gasolina que virou derramando no chão. Ela aproveitou para se desvencilhar dele abrindo a porta do estábulo e empurrando-o para dentro. Assim trancou a porta com o ferrolho. Quando virou-se viu Lucinda olhando para ela em frente da fogueira.
– Então é você – disse ela com fúria.
– Você perdeu. Agora ele é todo meu – bradou Lucinda dando uma sonora gargalhada.
– Você não existe!
Neste momento Lucinda deu uma gargalhada mais alta e forte ainda.
Mary então tirou o boneco do bolso da calça e perguntou ironicamente:
– Você fez isso? – fez a pergunta sacudindo o boneco nas mãos.
– Sim, fui eu! – gritou a bruxa.
– Então é você que deve queimar bruxa.
Mary se movimentou para chegar em um lugar perto da fogueira e jogar o boneco na mesma, mas quando ia fazê-lo, Lucinda a atacou empurrando fazendo ela cair no chão. Mais uma vez soltou uma grande gargalhada.
A gasolina que saíra do galão acumulou- se na porta do estábulo onde David estava preso.
Lucinda pegou um graveto incandescente e num gesto de feitiçaria apontou para a porta do estábulo criando uma grande chama alimentada pela gasolina do galão virado por David. Depois correu até o boneco e também o pegou.
– Pensa que eu tenho medo do fogo? Ele é o meu elemento – disse a feiticeira soltando outra gargalhada.
Dentro do estábulo, David pedia desesperadamente para sair.
– Ele vai ser queimado! – disse Mary
– Agora ele será meu para sempre – bradou Lucinda.
Mary deu um grito desesperada e saiu correndo em direção a um bebedouro para cavalos onde se encontrava um balde. Aproximou-se de Lucinda com o balde cheio de água e disse:
– Água! É tudo o que preciso. Eu devia saber!
Jogou então a água na Bruxa que deu um grande grito. Correu e afogou-a no bebedouro em meio de gritos animalescos.

Continua…
Esta obra é baseada na série de televisão “Hammer House of Horror” de Anthony Read. Episódio: Witching Time.

Por Alci Santos

CASA DO TERROR – A BRUXA – CAPÍTULO 14


Mary olhou estranhamente para David e perguntou:
– Ela?
– Lucinda. Ela não deixou.
– Pare David. Você precisa lutar contra ela.
– Não consigo.
– David, você não pode desistir. Lute!
De repente Mary sentiu uma grande dor e pediu a ajuda de David. Ele foi até ela e deu um pequeno empurrão para ela sair de sala. Voltou a sentar e abaixou a cabeça. Do lado de fora Mary disse:
– Não desistirei de você David. Trarei um padre para fazer um exorcismo.
Ao ouvir isso, David teve uma mistura de sentimentos. Alegria e tristeza transitavam ao mesmo tempo pela sua mente.
Mary foi para o quarto para se deitar sentindo as maiores dores no corpo. Sentou-se na cama gemendo quando olhou para a parede á sua frente e viu um boneco vodu perfurado por pregos. Um dos pregos estava exatamente no local que Mary sentia a dor. Na sua cintura esquerda. Acima na parede uns mal dizeres: Vadia! Puta!
Ela então sentindo as piores dores foi até o boneco e tirou um por um dos pregos e no ultimo foi como mil agulhas penetrassem em sua macia pele branca.
Um minuto após tirar os pregos, as dores passaram todas. Foi então para a sala de som para falar com David, mas ele tinha sumido. Procurou ele em todos os lugares, até que quando passava pela frente da porta do porão, ele apareceu repentinamente e a jogou lá dentro, tendo ela rebolado pela pequena escada. Em seguida trancou a porta com o ferrolho. Ela chamou por ele várias vezes pedindo para sair, sem resultado, até que ouviu um barulho fora da casa.
David pegara o Jeep e o guardara no estábulo. Mary então começou a procurou algumas ferramentas que a ajudassem a sair dali. Achou um toco de vela e uma caixa de fósforos. Depois com melhor visualização achou um pé de cabra. Mais para frente achou o boneco do vodu.
Enquanto isso, David correu para um grande terreno com mato e começou a capinar. Quando terminou, abriu um buraco no chão e cravou uma tábua na horizontal. Correu então para pegar um grande monte de lenha. Era uma fogueira bem grande. Olhou para a mesma como quem quisesse queimar algo ou alguém.
Enquanto isso, Mary pegou o pé de cabra e andou em direção á porta do Porão que estava trancada. Achou um vão suficientemente grande que desse para inserir a ferramenta. O ferrolho estava velho e bem enferrujado e logo a porta cedeu.
Ela saiu da casa e no quintal logo viu ele jogar gasolina na lenha e atear o fogo:
– Oh meu Deus! Não!
Continua…
Esta obra é baseada na série de televisão “Hammer House of Horror” de Anthony Read. Episódio: Witching Time.

Por Alci Santos

CASA DO TERROR – A BRUXA – CAPÍTULO 13


Na cidade…

– Hum me parece um caso de um poltergeist.

– Um fantasma padre? – perguntou Mary.

– Não. Um espírito do mal.

– O senhor faz exorcismos?

– É necessário que eu fale com o bispo primeiro.

– Será que o senhor conseguiria nos livrar dela?

– Existe a possibilidade, mas pode não dar certo.

O poltergeist pode ser um caso de telecinese causado por alguém que vive na casa.

– Então telecinese é uma forma de telepatia Padre?

– Sim. Há pessoas que conseguem mover grandes objetos e causam confusões fisicamente falando com a força do pensamento.

– E o que o senhor pensa de bruxaria?

– Houve caça ás bruxas no século 17. Um homem chamado Amos Franklin era um caçador de bruxas naquele tempo. Ele era um puritano fanático.

– O Senhor já ouviu falar de Lucinda Jessup?

– Sim, se não me engano era uma bruxa julgada naquele tempo que conseguiu escapar. Nunca a encontraram.

Mais tarde, em uma clareira da fazenda…

– Você precisa estar lá. Eu preciso de você Charlie.

– Sinto muito Mary, mas prefiro não me meter nisso. Não posso correr o risco de me envolver.

– Mas você já está envolvido – disse ela em tom sério.

– Sim, mas não pareço estar.

Mary fez uma cara de choro e disse:

– Eu não estou mais suportando essa situação. Tenho que ficar com ele até tudo se resolver, mas…

– Mary, você é minha paciente. Eu não posso! Seria estranho eu me envolver desse jeito. Traria suspeitas.

– Seu canalha.

– Querida eu sinto muito.

– Eu também. Pelo visto você não está nem aí para mim. Quando as coisas se complicam…

– Você sempre soube de como era a situação Mary.

Mary olhou feio para Charles e disse:

– Ah é assim? Então nós terminamos aqui. Fique longe de mim ou espalho o caso do Dr. Charles para os jornais do país inteiro saberem quem é você.

Charles abaixou a cabeça, abriu a porta do carro e foi embora. Mary montou em Muffin e retornou para a fazenda.

Mary retornou em alta velocidade para a fazenda enquanto David estava tendo pesadelos. Cada vez mais Mary aumentava a velocidade, até que em uma determinada parte do caminho quando David acordara sobressaltado, Lucinda apareceu e falou determinadas palavras e neste momento Muffin empinou-se. Mary caiu e desmaiou.

Três dias depois, no hospital da cidade…

– Quando posso ir embora enfermeira? – perguntou Mary

– Só o doutor pode responder.

– Estou internada aqui há três dias e meu marido me preocupa.

– Como você se sente? Ainda tem dores?

– Sim ainda sinto um pouco nas pernas e nos braços, mas se não há nada quebrado, eu quero voltar para a fazenda.

– Espere mais um dia. Nada acontecerá com seu marido e dê graças você ter sido encontrada pelo seu empregado.

– É ele aparece uma vez por semana para colocar tudo em ordem. Vou recompensá-lo quando ele aparecer novamente.

No dia seguinte, Mary conseguiu obter alta. Desceu de um taxi na fazenda, entrou em casa e ouviu um som de órgão muito alto.

Foi até a sala de som, e ao abrir a porta viu David sentado. Chamou-o duas vezes e como ele não notasse, desligou o som na tomada.

David olhou para ela e disse:

– Você voltou Mary? Você está bem agora?

– Sim, estou melhor. E você?

– Sinto muito pelo Muffin. Tiveram que sacrificá-lo por causa da fratura que ele sofreu.

– Você não foi me visitar.

– Todos os dias eu queria. Mas ela não deixou. Eu tentei vária vezes até sair escondido mas ela sempre descobria que eu ia lhe visitar e me impedia.

Continua…
Esta obra é baseada na série de televisão “Hammer House of Horror” de Anthony Read. Episódio: Witching Time.

Por Alci Santos

CASA DO TERROR – A BRUXA – CAPÍTULO 12


 David limpou a cama e embrulhou o corvo em um papel grande. Saiu da casa e foi até seu Jeep, jogando o corvo na parte de trás. Entrou no carro e seguiu uma trilha entre as grandes plantações da fazenda. Mary que vira tudo, foi até o estábulo e desamarrou a corda que prendia Muffin e montou-o seguindo David.
Minutos depois David desceu do Jeep e abriu um buraco em um local descampado da fazenda. Jogou o corvo dentro, pegou a enxada com que cavara o buraco e golpeou o corvo com a parte inferior afiada.
Neste momento teve uma visão de Mary com o rosto ensanguentado e Mary que vinha cavalgando sentiu quando seu rosto passou a ter alguns cortes com sangramento sem mais nem menos.
David ao deixar de olhar para o corvo, ouviu a gargalhada da bruxa em sua cabeça. Com raiva, exclamou:
– Lucindaaaaa!
Dizendo isso, correu para o Jeep sem fechar o buraco, se dirigindo para a casa. Mary ao sentir os cortes também retornou.
Ao chegar Mary correu ao banheiro e ligou a água da banheira e se afastou para tirar a roupa. Tirou a camisa e os sapatos. Para ver o nível da água, ela voltou até o banheiro e ficou horrorizada com o que viu.
Da torneira da banheira jorrava um forte jato de sangue e o nível do sangue estava já próximo á beira. Ela rapidamente fechou e saiu correndo do quarto.
Descendo as escadas disse…
– David… David eu sei que você está aqui.
Neste momento, uma cabeça de homem que era enfeite de gesso da escada desabou e passou raspando por sua cabeça. Com o susto ela rebolou escada abaixo. Foi quando passou as mãos no rosto e notou que o corte havia sumido.
Levantou-se e foi até a sala de som de David e ouviu a gargalhada de Lucinda gravada e tocando. Desligou o gravador e saiu. Quando chegava na escada, David vinha entrando.
– Mary!
– David o que está aprontando?
– Eu procurava o Billy.
– Não sei onde ele está! Além de me assustar com suas fantasias, agora você tenta me matar?
– Matar você Mary? O que está dizendo?
– Eu sei que foi você que pôs sangue na torneira da banheira e quase arrebentou a minha cabeça aqui mesmo na escada
– Agora é você que está paranóica. Porque eu faria isso?
Mary chamou David até a sala de som e mostrou a gravação.
– É ela! Eu gravei hoje pela manhã para você ver que eu estava dizendo a verdade.
– Você é um péssimo mentiroso!
E dizendo isso Mary dirigiu-se ao quarto para arrumar suas roupas. David que a havia seguido perguntou:
– O que está fazendo?
– Vou embora David não aguento mais você fazendo esse tipo de coisa
– Não Mary. Não pode me abandonar agora.
– Saia da minha frente!
Ela o empurrou e continuou a arrumar suas roupas, quando uma fortíssima ventania abalou o quarto fazendo com que tudo de pequeno peso e as roupas voassem. David Correu para ajudá-la. Os dois se jogaram na cama enquanto quase tudo voava no quarto para um lado e para o outro. Dois minutos depois tudo parou assim como começara.
Os dois assustados, olharam em volta olhando o monte de coisas acumuladas. Então abraçaram-se. Ela com voz de choro olhou nos olhos dele e disse:
– David, oh meu Deus. Desculpe por não ter acreditado em você. Eu sinto muito. Me perdoe.
– Claro que perdoo querida.
E assim abraçaram-se novamente.
No dia seguinte, David acorda e nota que Mary havia saído.
Ia se dirigindo para a porta do quarto para tomar café, quando Lucinda chega vindo de baixo e para na sua frente.
– Sentiu minha falta querido? Sentiu minha falta enquanto estava com ela?
– Ela é minha esposa.
– Ela não te ama. Ela trai você e você sabe.
– Saia daqui. Vá embora!
– Ir embora? Não, David querido. Eu coloquei minha marca em você e agora você é meu. Para sempre meu homem.
E dizendo isso deu uma sonora gargalhada e continuou a falar:
– Livre-se dessa vadia. Ela deve ser destruída. Você me ouviu? – disse puxando a cabeça de David para perto de si e dando um forte beijo. Depois ainda disse:
– Você pertence a Lucinda Jessup.
– Você está louca? Quem você pensa que é? – perguntou David irritado
– Isso você já sabe. Eu sou uma Bruxa. Em breve você vai me conhecer muito melhor meu amor.
Continua…
Esta obra é baseada na série de televisão “Hammer House of Horror” de Anthony Read. Episódio: Witching Time.

Por Alci Santos

CASA DO TERROR – A BRUXA – CAPÍTULO 11


 Mais tarde, na residência de Charlie duas pessoas se beijavam ardentemente, até que a do sexo feminino parou abruptamente…
– O que foi Mary?
– Estou preocupada com David. Ele está enlouquecendo.
– Não, não está. Isso é normal em uma situação de Stress – disse o médico tentando acalmá-la.
– As costas de David estava com um arranhão feio e profundo. Quem se machucaria assim estando em situação normal?
– Ele não está normal, mas não está louco. Está apenas trabalhando demais.
– E se ele se tornar violento? – perguntou ela sentando-se no sofá.
– Não há essa possibilidade no caso dele – tranquilizou Charlie.
– Não estou tão certa disso.
– Você acha que eu deixaria você correr riscos?
– Você tem certeza?
– Ele estava meio perturbado ontem, mas não era nada grave. Ele dizia que você tinha um amante.
Mary olhou assustada para Charlie ao ouvi-lo dizer isso.
Mais tarde em sua casa, David tentava retornar ao trabalho experimentando algumas notas no teclado musical, mas ele não conseguia se concentrar, quando Mary entrou no quarto:
– Estive conversando com Charlie e…
– Imaginei que faria isso – interrompeu David – o que ele disse?
– Ele receitou outros remédios diferentes daqueles que está tomando.
– São mais fortes?
– Não. São outras substancias. Talvez ele ache que o outro seja responsável pelo que aconteceu ontem.
– Eu disse que ela era real. Não foi imaginação – disse ele gritando.
– Certo. Vamos fazer o seguinte. Eu dou crédito para você se você tirar um dia de folga – disse ela sorrindo.
– Certo. Farei isso – disse David dando-se por vencido.
– Ótimo, vou me trocar.
Ela saiu para o quarto enquanto ele dava uma porrada nos teclados. Saiu da sala de trabalho e foi até a sala pegar um copo para tomar um trago de uísque quando ouviu Mary gritar. David correu até ela e a encontrou com as mãos no rosto. Continuava a gritar bastante.
– O que foi Mary? – perguntou David perplexo.
Ela então apontou para a cama onde estava ainda se mexendo um corvo ensanguentado e sem a cabeça. Ele ficou assustado e ela disse gritando:
– Você é louco, doente.
– Mary veja, ele está sem cabeça mas ainda está se mexendo. Como eu posso ter feito isso, se eu estava na sala de trabalho com você? Por que eu faria isso? Por que?
Ela correu para o banheiro para vomitar. Então veio até a mente dele um nome…
– Lucinda!
Continua…
Esta obra é baseada na série de televisão “Hammer House of Horror” de Anthony Read. Episódio: Witching Time.

Por Alci Santos