DETETIVE – CAPÍTULO 32


Jonas e Bruna finalmente estavam chegando na casa de Tom.

Os dois abriram o portão e foram rapidamente para a porta.

Deram algumas batidas, mas não houve resposta.

Os dois tiraram o revolver da cintura e juntos deram um chute que arrombou a porta.

As luzes estavam apagadas e o corredor escuro.

Jonas deu um sinal para que Bruna olhasse na cozinha e ele subiu a escada em direção dos quartos.

Bruna encontrou a cozinha limpa e vasculhou os armários para ver se não encontrava nada.

Mas tudo estava normal.

Quando ela ia saindo para ir atrás de Jonas, viu uma porta do lado direito. Porta de madeira.

Bruna se aproximou. A porta estava aberta e dava num tipo de porão.

Bruna desceu a escada cautelosamente, mas quase não via nada, pois estava tudo escuro. Mesmo assim, prosseguiu na escuridão.

***

Jonas já havia entrado em todos os quartos do corredor quando ouviu um barulho em um dos quartos do fundo.

Em silêncio, seguiu naquela direção e depois arrombou a porta.

Tom tomou um susto quando o viu.

‘’Que susto!’’, exclamou ele.

‘’Você não escutou-nos quando chamamos lá embaixo?’’, perguntou Jonas.

‘’Não, eu não escutei nada’’, respondeu Tom.

Mas antes que Jonas pudesse explicar alguma coisa, ouviu-se um grito.

Jonas reconheceu o grito na hora. Era um grito de Bruna.

***

Lucas ainda estava parado pensando no que James havia dito. Ele realmente não queria acreditar.

‘’Por que João?’’, pensou ele. ‘’Por que nos trair por um pouco de dinheiro… ’’

Mas o perigo estava muito próximo, pois James finalmente conseguira alcançar o revolver.

‘’Vai ter o que merece’’, resmungou James.

Porém, neste instante, algo chamou a atenção de James. Ele olhou e viu que era o que ele estava pensando.

‘’Mas que droga’’, disse ele despertando Lucas de seus pensamentos. ‘’Uma bomba! Merda!’’

Havia um pequeno aparelho explosivo debaixo do carro. Este marcava apenas trinta segundos de tempo.

James começou a se arrastar para sair debaixo do carro.

Mas foi agarrado por Lucas.

‘’ O que é que está acontecendo aqui?’’

‘’É uma bomba debaixo do carro, merda!’’, gritou James desesperado.

‘’Como assim?’’, perguntou Lucas. ‘’Você deixou uma bomba debaixo do carro?!’’

        ‘’Eu fui enganado idiota! Como puderam me trair assim seus desgraçados! Malditos! Eu iria morrer junto com a bomba? Esse era o plano de vocês, mas acabarei com todos!’’

        Lucas olhou para o lado, mas percebeu que Richard já havia fugido.

Num súbito instante, Lucas levou um soco no ferimento e caiu no chão.

James conseguiu ficar de pé com dificuldade e começou a andar o mais rápido que podia.

‘’É melhor se apressar! Faltam apenas trinta segundos’’, James riu.

Porém, Richard apareceu e deu uma rasteira em James.

James mal caiu no chão e deu tiro em Richard, que despencou sobre o chão ferido.

James levantou, mas neste momento ouviu o som da explosão e o fogo ultrapassou seu corpo como pólvora. Tudo virou cinzas…

***

Jonas e Tom chegaram a porta e abriram-na.

Mas não havia nada lá fora.

‘’Bruna!’’, gritou Jonas quase entrando em desespero.

Tom resolveu olhar ao redor da casa.

E Jonas ficou gritando, sem resposta.

‘’Tenho certeza que o grito veio de fora’’, pensou Jonas. ‘’Nada pode ter acontecido tão rápido’’

Jonas olhou na direção de Tom que estava prestes a cruzar uma parte da casa.

Mas neste momento, um Mustang preto atropelou Tom que voou oito metros à frente. O corpo dele foi esbagaçado.

‘’Jonas!!!’’

Ouviu-se um grito que vinha de dentro do carro. Era o grito de Bruna.

‘’Merda!’’

O carro derrapou e acelerou na direção de Jonas. Este correu em direção da cerca para pular sobre ela.

O carro chegou perto, mas Jonas conseguiu pular a tempo.

Jonas levantou-se e correu na direção de Tom.

‘’Fuja… ’’, disse Tom dando as chaves de seu carro para Jonas e morrendo.

Jonas olhou para o lado e viu um Ford Car e entrou neste.

Jonas acelerou e o carro se moveu derrapando.

O Mustang estava pegando estrada em outra direção, como se quisesse fugir, mas o pequeno Ford Car conseguiu alcança-lo.

Jonas conseguia ouvir os gritos de socorro de Bruna de dentro do carro. E num gesto desesperado começou a bater o Ford Car contra o Mustang.

Os dois carros giraram e o Ford Car foi arremessado contra algumas árvores fora da estrada.

O Mustang também voou pista fora e ficou travado entre duas árvores.

Jonas ficou tonto e fora de si por um instante, mas quando voltou ao seu estado normal, abriu a porta do carro estourado e correu na direção do Mustang.

Quando conseguiu estourar a porta, Jonas viu Bruna com um pano amarrado sobre a cabeça e a perna ferida.

‘’Você está bem?’’, perguntou ele tirando o pano da cabeça de Bruna.

‘’Eu acho que estou… ‘’, Bruna mal conseguia falar.

Jonas olhou para os lados. A chave ainda estava no contato, mas o motorista havia sumido.

‘’Eu estava no porão escuro’’, explicou Bruna. ‘’De repente alguém me agarrou pelas costas e me colocou esse pano… foi horrível’’

‘’Está tudo bem agora’’, disse Jonas ajudando-a a levantar.

‘’Cadê o Tom?’’

‘’Tom está morto’’, Jonas engoliu a saliva. ‘’Ele foi atropelado… ’’

***

Já fazia mais de duas horas desde que Bruna e Jonas haviam chegado da casa.

Jonas estava falando com Kelvin sobre o encontro com o assassino ou seu cúmplice.

‘’Isso está ficando perigoso Jonas’’, comentou Kelvin preocupado. ‘’Acho que agora está na hora de avisarmos o departamento’’

‘’Desta vez eu concordo’’, disse Jonas. ‘’Não podemos esperar pelo departamento, amanhã iremos embora’’

***

Os detetives já estavam cientes de que iriam embora pela manhã. E dormiam sossegados porque finalmente estariam fora dali.

Mas, no meio da noite Beatriz acordou incomodada por um barulho vindo da cozinha.

Levantando-se, ela foi em direção da cozinha.

Estava tudo apagado, Beatriz entrou e acendeu a luz.

Mas estava tudo normal, não havia ninguém.

‘’Ratos… ’’, resmungou Beatriz se aproximando para abrir a geladeira. ‘’Vou pegar um pouco de água’’

Porém, Beatriz escutou um barulho do lado de fora da casa.

Aproximando-se da porta, Beatriz hesitou por um minuto, mas abriu-a por fim.

Beatriz tomou um susto quando viu Kelvin sentado na escada.

‘’Kelvin?’’

‘’Olá’’, disse Kelvin sorrindo.

‘’O que você está fazendo?’’, perguntou Beatriz curiosa.

‘’Estou aproveitando o ar aqui’’, respondeu ele. ‘’Mas acima de tudo, estou com medo de amanhã’’

‘’Ora, por quê?’’

‘’Sinto que algo ruim está pra acontecer… mas deixa isso pra lá. É só ansiedade’’

‘’Curtindo a madrugada’’, disse uma voz atrás dos dois.

Era Jefferson, que se dirigiu a geladeira para pegar água.

Mas na hora que Jefferson abriu a porta, as mãos de João encaixadas numa mola pularam sobre ele. Jefferson pulou para trás e bateu no armário à sua retaguarda.

Uma faca que estava em cima do armário, caiu com o balanço e acertou a cabeça de Jefferson que caiu no chão morto…

CONTINUA…

Por Naor Willians

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DETETIVE – CAPÍTULO 31


        Todos pararam para olhar para Jefferson que estava em pé esperando a resposta de Jonas.

        ‘’Não vou discutir isso com você’’, confessou Jonas.

        ‘’Vai me dizer agora porque está mandando Lucas embora’’, disse Jefferson se aproximando da mesa.

        ‘’Todos vão saber no momento em que eu achar certo’’, Jonas estava sério.

        ‘’Eu exijo saber dessa porcaria!!’’, gritou Jefferson batendo com as mãos na mesa.

        ‘’Se acalme Jê’’, murmurou Kelvin.

        ‘’Você não é o líder Jonas!’’, reclamou Jefferson expressando sua raiva. ‘’Eu não sou obrigado a receber ordens suas e nem o Lucas!’’

        ‘’Errado!’’, retrucou Jonas. ‘’A maioria concordou com a saída de Lucas da missão, até o próprio Lucas se rendeu, ou seja, por decisão do grupo, Lucas será recrutado até o quartel. Nada foi decidido por mim e antes que venha me dizer lorotas vá pesquisar e saber o que foi feito e o que se deixou de fazer, e se adiante… Faça o que não foi feito’’

        Jefferson ficou vermelho. Estava fumaçando de raiva. Mas não havia mais o que ficar discutindo e sem dizer nada, saiu andando em direção da cozinha.

***

        Cerca de uma hora depois disto, estavam todos na sala principal esperando por Lucas. Mesmo que quisessem que o amigo estivesse seguro, muitos estavam tristes e meio desolados.

        Houve um ruído no alto da escada e os detetives viram aquele homem robusto, alto, negro descer a escada. Josafá estava carregando a mala para evitar que Lucas fizesse esforço já que seu braço estava um pouco ruim.

        Lucas olhou para todos e sorriu, mas sentiu falta de Jefferson que não estava presente.

        Bruna foi a primeira a abraçar-lhe e dizer:

        ‘’Não vai se meter em encrenca. Não se preocupe conosco, estou aqui para cuidar de tudo e no final, você vai ver, tudo vai se encaixar’’

        Bruna se afastou dando espaço para Thais.

        ‘’Eu sei que você estava querendo dar uns tiros nesse assassino, mas não se preocupe, quando o acharmos eu dou mais alguns tiros por você’’

        Lucas sorriu.

        Geisiane se aproximou. Já estava chorando.

        ‘’Se cuida e não se esforce muito porque quando eu voltar quero te ver de pé de novo’’

        Beatriz abraçou-o bem forte. De todos ali presentes ela fora uma das primeiras a trabalhar com Lucas.

        ‘’Fique bem’’, comentou ela. ‘’Porque nós dois ainda vamos completar muitas missões juntos’’

        ‘’É claro’’, disse Lucas.

        Olhando para o lado ele viu Nathalye. Lucas cumprimentou-a.

        ‘’Boa sorte’’, falou ela.

        ‘’Obrigado’’, agradeceu ele.

        Josafá olhou para ele sorrindo.

        ‘’Eu não vou te dar beijinho’’, caçoou ele abraçando o amigo. ‘’Cara, se cuida e melhora pra gente poder paquerar algumas garotas’’

        Todos riram.

        Kelvin andou em direção de Lucas e lhe abraçou.

        ‘’Me desculpe por tudo e vai com Deus’’

        ‘’Valeu’’

        Jonas levantou-se do sofá para despedir-se.

        ‘’Não fique com raiva de mim’’, disse. ‘’Eu só quero que vocês estejam seguros’’

        ‘’Também quero isso’’

        Os dois se abraçaram por fim.

        Neste momento Jefferson cruzou a porta. Já estava mais calmo e se aproximou de Lucas. E o abraçou.

        ‘’Por favor’’, murmurou Jefferson no ouvido de Lucas. ‘’Tome cuidado’’

        ‘’Estou seguro’’, comentou Lucas com segurança.

        Richard e James pegaram as malas e levaram para o carro.

        Lucas caminhou em direção do carro.

        Todos os detetives olharam a porta ser aberta e Lucas entrar no banco de trás.

        Jonas se aproximou e Lucas abriu a janela.

        ‘’Tome cuidado e lembre-se do bilhete’’, murmurou Jonas discretamente.

        ‘’Jonas… ‘’, disse Lucas lembrando que quando Jonas saiu do quarto deixara cair um bilhete de propósito, o bilhete dizia que Lucas tinha a missão de descobrir se um dos guardas era um cúmplice, mas a missão tinha que ser mantida em segredo e só ele e Jonas deveriam saber. ‘’Eu não vou falhar’’

        O carro foi ligado. James estava ao volante.

        ‘’Adeus!’’, gritou Lucas para todos que ficavam para trás.

        O carro cruzou a estrada de terra indo em direção da cidade.

        Os detetives olhavam atentos e atônitos.

        ‘’Agora é com você Lucas’’, pensou Jonas ainda olhando.

        ‘’Eu ainda sonho com o dia em que iremos cruzar esta estrada em direção de casa’’, comentou Geisiane enxugando a lágrimas.

        ‘’Creia que em breve’’, Jonas mostrou-se confiante. ‘’ Bruna’’, falou ele mudando de assunto de repente. ‘’Está ocupada?’’

        ‘’Não’’, respondeu ela.

        ‘’Ótimo! Pegue esta arma’’, Jonas jogou uma arma que estava em sua cintura.

        ‘’Aonde vocês vão?’’, perguntou Kelvin.

        ‘’Vamos atrás de Tom’’, explicou Jonas.

        ‘’Eu também vou’’, disse Kelvin quase que imediatamente.

        ‘’Preciso que você fique e cuide das coisas’’, declarou Jonas.

        Kelvin ficou parado e depois concordou.

        ‘’Mas, por favor’’, advertiu Jonas. ‘’Não saiam da casa’’

        ‘’Pode deixar’’, disse Kelvin cumprimentando Jonas. ‘’Se cuida’’

        ‘’Você também’’

        Jonas e Bruna prosseguiram na estrada e fecharam o portão.

        Kelvin e os outros entraram para casa. Kelvin pediu para que todas as portas e janelas fossem travadas.

***

        Lucas estava fingindo estar despercebido para que os guardas começassem a conversar sobre alguma coisa que pudesse lhe dar alguma informação. No entanto, Richard e James estavam calados e desde que tinham saído da chácara, nenhum dos dois pronunciara nenhuma palavra.

        Isso tudo estava deixando Lucas um tanto preocupado.

        ‘’Será que os dois são cúmplices do assassino?’’, pensou ele.

        De repente, o carro foi freado suavemente de forma que foi encostado no canto da estrada deserta.

        ‘’James, o que foi?’’, perguntou Richard. ‘’Por que parou a porcaria do carro?’’

        James abriu a porta e saiu do carro. Ele andou em direção e porta-malas e abriu-o.

        Porém Richard estava impaciente como sempre saiu do carro gritando nervosamente com James.

        Discretamente, Lucas retirou do gesso que estava no seu peito um revolver e escondeu no banco, observando atentamente a reação dos dois.

        ‘’Mas que merda que você está fazendo?!’’, gritou Richard. ‘’Diga logo droga!’’

        ‘’Sabe eu já cansei de ouvir você gritar comigo’’

        Neste momento, Richard enxergou um revolver na mão de James.

        ‘’James’’, assustou-se Richard. ‘’Vai com calma aí’’

        James deu soco no rosto de Richard e este caiu ajoelhado no chão.

        ‘’Não me mata, por favor’’, suplicou Richard.

        ‘’Por que não começa à gritar agora’’, caçoou James jogando uma algema na cabeça de Richard. ‘’Se prenda no carro agora!’’

        Rapidamente, Richard colocou uma algema na mão esquerda e outra em um ferro que estava no porta-malas.

        James se aproximou da porta com a arma nas mãos, mas teve uma surpresa quando viu a porta do outro lado aberta. Lucas não estava mais no carro.

        ‘’Mas que droga!’’, resmungou James batendo no vidro.

        Porém neste momento, James foi atingido por um tiro que pegou no ombro. A arma caiu debaixo do carro e James foi ao chão. Quando conseguiu olhar para trás James viu Lucas se aproximando.

        ‘’Maldito’’, murmurou James. ‘’Eu te pego… ‘’

        Sem hesitação ou dó, Lucas atirou na perna de James.

        O grito foi alto.

        ‘’ Então você é o assassino!’’, falou Lucas chutando James. ‘’ Você matou João! ‘’

        Com muita dificuldade James conseguiu finalmente dizer algumas palavras:

        ‘’É verdade’’, confessou. ‘’Eu mesmo matei o João, e também matei Eli… mas eu não sou o cabeça aqui e tem… ‘’, houve uma pausa enquanto James tossiu. ‘’ Tem muita coisa sobre João… que você… nem imagina… ‘’

        Lucas chutou novamente James.

        ‘’ Cala essa boca, sua cobra!’’

        James riu.

        ‘“Seu idiota”, disse ele. ‘’Você se tortura por alguém que iria traí-los por dinheiro’’

        James soltou uma gargalhada.

        Lucas paralisou. Poderia ser verdade? Então João seria um traidor? Mas por que então ele havia morrido.

        No descuido de Lucas, James discretamente tentou alcançar o revolver debaixo do carro.

CONTINUA…

Por Naor Willians

DETETIVE – CAPÍTULO 30


Devido a um compromisso que terei neste domingo, estou postando DETETIVE no sabádo, mas na semana que vem será postado no domingo normalmente. Obrigado pela compreensão e boa leitura.

CAPÍTULO 7.3:INTRIGAS

        Josafá e Jefferson já estavam próximos da casa de Nathalye.

        ”O que será que Jonas queria falar com Lucas?”, questionou Jefferson.

        ”Sei lá! Talvez alguma coisa sobre Pedro ou alguma pergunta sobre o incidente do tiro”, disse Josafá expressando sua opinião. ”Mas de um jeito ou de outro esse não nosso interesse no momento”

        ”Como assim não é?”, perguntou Jefferson sem entender. ”Qual seria seu interesse no momento?”

        ”Usar algum banheiro”

        Porém algo chamou a atenção de Josafá nessa hora.

        Ele se aproximou de uma árvore que estava manchada de sangue.

        ”Isto é sangue”, disse ele arregalando o olho.

        ”Mas de quem?”, Jefferson também se preocupou.

        Os dois não pensaram duas vezes e correram em direção da chácara de Nathalye.

        Alguns segundos depois, o homem mascarado saiu de dentro da mata e observou os dois.

        ”Três coelhos com uma cajadada só”

***

        Bruna, Beatriz e Thais tinham explicado para Jonas a situação de Joana.

        ”Mas o que esse assassino pretende?”, questionou Jonas com raiva.

        ”Por que ele está matando todos?”, Beatriz estava atordoada.

        ”Está querendo eliminar testemunhas”, Bruna expôs seu pensamento. ”Precisamos trazer todos os entrevistados para cá, assim o assassino terá que vir até nós!”

        ”Mas e se o assassino for um dos entrevistados?”, questionou Thais. ”Estaremos trazendo-o para o local que ele quer estar, não vê que este é o plano dele?”

        ”Ora Thais”, retrucou Bruna. ”Acha que o assassino vai deixar seu esconderijo para vir pra cá?”

        Todos pararam pra pensar.

        ”Bruna tem razão”, concordou Beatriz. ”Se o assassino for um dos entrevistados, ele inventará qualquer desculpa para não vir pra cá, e então o pegaremos!”

        Após alguns minutos de discussão, eles decidiram seguir o plano de Bruna.

        ”Beatriz, por favor, ligue para Josafá e diga para ele trazer Nathalye para cá agora”

        ”Está bem!”

        ”Quando eles chegarem estejam todos na sala para se despedirem, porque Lucas vai embora!”, falou Jonas.

        Beatriz e Thais olharam assustadas, mas não questionaram nada.

        ”Bruna, por favor, peça para James e Richard prepararem o carro para levar Lucas”

        ”Sim        ”

        ”E Thais pode descansar um pouco”, disse Jonas terminado por fim

        Thais resmungou alguma coisa, mas aceitou logo.

        ”Estamos perto João”, pensou Jonas. ”Com certeza iremos pegar esse assassino!”

***

        Josafá e Jefferson finalmente chegaram á chácara de Nathalye.

        Josafá estava tão desesperado que pulou a cerca rapidamente e bateu na porta.

        A tranca moveu-se e Nathalye apareceu.

        ”Graças a Deus!”, aliviou-se quando a viu.

        ”Josafá? O que foi?”

        Josafá começou a explicar sem perceber que o homem mascarado já estava mirando para atirar, mas sem nenhum motivo, este abaixou a arma e pegou um pequeno aparelho celular vermelho do bolso da calça preta.

        ”Na escuta”, disse ele. ”Prossiga”

        Uma voz grossa ouviu-se.

        ”Abortar missão”, disse a voz no celular vermelho. ”Retorne para a base”

        O homem mascarado não disse nada, apenas guardou o celular e sumiu mata adentro.

***

        James estava próximo ao portão olhando para o céu, quando Thais se aproximou dele.

        ”Já prepararam o carro?”, perguntou ela

        ”Ainda não, estou esperando Richard voltar”

        ”Onde está ele?”, questionou Thais

        ”Foi na cozinha para comer algo”, respondeu ele. ”Engraçado, Bruna também já veio perguntar por ele e disse que não o viu na cozinha. Onde será que ele está, hein?”

        Neste momento, James e Thais avistaram Richard saindo da cozinha.

        ”Não morre mais”

        Olhando para o lado Thais viu Josafá, Jefferson e Nathalye se aproximando.

        ”Vou entrando”, falou ela. ”Parece que a despedida vai começar”

        Richard chegou perto de James.

        ”Por que demorou tanto?”, perguntou James.

        ”Acha que é fácil cortar um limão, uma maçã, uma banana, uma dúzia de morangos e um melão para fazer uma vitamina boa!”

        ***

Jefferson cruzou a porta do quarto e viu as malas no chão.

Olhou para cama de Lucas e ele não estava lá.

        ‘’Lucas!’’, chamou ele.

        Havia uma porta a sua direita que dava no banheiro, e ele ouviu o barulho da tranca.

        Lucas saiu com o rosto totalmente abatido.

        ‘’Cara, você não vai acreditar’’, começou Jefferson. ‘’Eli está morto!’’

        Lucas se assustou um pouco com o que Jefferson disse, mas abaixou a cabeça e resmungou:

        ‘’Isso não me interessa’’

        Jefferson olhou espantado.

        ‘’Como é que é?’’, questionou sem entender.

        ‘’Disse que não me importo’’, repetiu Lucas sentando na cama.

        ‘’Espera aí… ’’, Jefferson respirou um pouco. ‘’O que foi? De quem são essas malas? Diga-me o que é que está acontecendo’’

        ‘’Eu fui banido da missão’’, falou Lucas.

        Jefferson ficou paralisado. Não conseguia dizer uma só palavra. Várias perguntas invadiram sua mente enquanto ele processava aquelas informações.

        ‘’Por quem?’’, perguntou quando conseguiu digerir tudo.

        ‘’Advinha?’’, Lucas estava um tanto irritado. ‘’Jonas!’’

        Jefferson fechou a cara na mesma hora e sem dizer nada andou em direção da porta.

        ‘’Aonde você vai?’’, perguntou Lucas.

        Mas não se ouviu resposta, Jefferson fechou a porta que fez um estrondo no andar inteiro.

        ‘’Jefferson… ’’, resmungou Lucas.

***

        Josafá havia acabado de relatar para Jonas e Kelvin sobre a morte de Eli.

        ‘’Onde está Nathalye?’’, perguntou Kelvin sem hesitação.

        ‘’Está no quarto com Thais, Geisiane e Beatriz’’, respondeu.

        Jonas estava pensativo.

        ‘’Primeiro Pedro, depois Joana e agora Eli’’, comentou ele olhando para Josafá e Kelvin. ‘’ No começo pensei que o assassino estivesse tentando eliminar somente a nós… Mas percebo que todos os entrevistados têm alguma ligação com este assassinato… Não teria motivo para eliminar os entrevistados se eles não tinham ligação com o caso’’

        ‘’Então você acha que os entrevistados estão de alguma forma ligados ao assassinato?’’, perguntou Kelvin.

        ‘’ Até agora, tenho duas hipóteses que estão ligadas uma com a outra’’, comentou Jonas. ‘’ Primeira: Os entrevistados foram colocados aqui intencionalmente para serem usados em prol de outro objetivo, que, no caso seria nossa eliminação. Segunda: Alguém entre nós está enviando e coletando informações daqui’’

        Ao ouvir isto, Josafá se espantou de tal forma que quase gritou quando disse:

        ‘’Você quer dizer que alguém entre nós está ajudando o assassino?!’’

        ‘’Fale baixo!’’, disse Jonas. ‘’ Está última hipótese ainda não está bem confirmada, mas creio que haja um traidor no meio disso tudo’’

        ‘’E você tem idéia de quem possa ser?’’, perguntou Kelvin levando em conta o raciocínio de Jonas.

        Jonas respirou fundo.

        ‘’ Desconfio de duas pessoas’’, declarou ele antes de começar. ‘’ Desconfio em questão maior, de um dos guardas’’

        Kelvin e Josafá engoliram a saliva quando ouviram isso.

        ‘’ Eles foram os únicos que ficaram aqui com João, não seria possível, eles não terem escutado um grito ou sequer um barulho dentro da casa. Pode ser que um deles seja o cúmplice do crime e em segundo lugar… ’’

        Neste momento, interrompendo a confissão dramática de Jonas, a porta se abriu com força considerável.

        Era Jefferson.

        ‘’Quero saber agora porque está mandando Lucas embora!’’

CONTINUA…

Por Naor Willians

DETETIVE – CAPÍTULO 29


O caminho estava deserto por ali, enquanto Eli voltava de sua ronda nas proximidades da chácara de Tom. Estava um pouco de calor e o suor escorria pelo rosto dele.

        Ao lado da estrada estavam apenas matagais e árvores que não serviam nem pra fazer sombra.

        Porém, num súbito momento, Eli pensou ter visto alguém entre os matos. Sua mão automaticamente alcançou o coldre.

        Eli já havia enfrentado situações parecidas e perguntar quem estava lá não era bem a idéia.

        Rapidamente, o capanga pulou e se escondeu atrás de uma árvore. Seus ouvidos estavam atentos e seus olhos reviravam-se de um lado para o outro.

        Cautelosamente, Eli tentou olhar para um lado, mas neste momento sentiu como que se seu ombro tivesse pegado fogo. Olhando para este viu que havia levado um tiro.

        Uma sombra se levantou de trás dos matagais com uma arma silenciosa nas mãos. Um homem alto e robusto com uma máscara cobrindo o rosto.

        Eli saiu da proteção da árvore e atirou em desespero, mesmo sentindo seu braço se contorcer.

        O homem se abaixou, mas um tiro pegou de raspão seu rosto e rasgou um pedaço da máscara.

        Eli não perdeu tempo e correu mata adentro.

        Rapidamente, o homem mascarado seguiu-o.

***

        Jonas entrou no quarto. Já estava com tudo pronto para falar com Lucas.

        Quando entrou viu Jefferson e Josafá junto à ele contando piadas.

        ”Tenho um serviço pra vocês dois”, disse Jonas encostando a porta. ” Quero que vocês vão até a chácara onde Nathalye está e descubram se ela sabe de alguma coisa. Se ela disser ter visto qualquer coisa suspeita, tragam-na imediatamente. Ainda não sabemos se o assassino está pensando em acabar com os entrevistados”

        ”Está bem!”, disseram os dois quase que na mesma hora.

        ”Lucas, quero falar com você”

***

        Um vento ou algo parecido começou a movimentar alguns galhos perto de Eli.

        Eli apertava o ferimento para estancar o sangue, mas não estava adiantando muito.

        ”Não pode ser!”, pensou ele. ”Quem é esse cara?”

        De repente ouviu-se um barulho de um galho quebrando. O coração de Eli acelerou. Não podia ficar fugindo para sempre. Com um pouco de dificuldade, Eli começou a carregar a sua arma.

        ”Venha e eu vou lhe mostrar porque me chamam de o gatilho do oeste”

        Porém, neste momento uma das balas do revolver caiu no chão e fez um barulho muito perceptível.

        ”Ele vai me descobrir!”, pensou Eli.

        Sem pensar nem por segundo, Eli saiu detrás da árvore em alta velocidade, mas quando foi olhar para trás, tropeçou em um galho e caiu no chão.

        ”Argh!Ai!”, gritou ele.

        Seu pé havia torcido.

        Mesmo com toda dor, Eli se levantou com extrema dificuldade e começou a andar.

        Mas, por causa do temor, Eli não percebeu o homem de mascara apontando a arma em sua direção.

        A bala ultrapassou as plantas silenciosamente. Sequer ouviu barulho. Rapidamente Eli estava sobre o chão. A bala havia perfurado seu fígado.

        O homem se aproximou do corpo. Mas foi surpreendido por Eli que tentou furar seu pé com galho. Infelizmente, a tentativa foi sem sucesso.

        Eli já não estava enxergando direito. As batidas do seu coração estavam lentas. Estava muito ruim para respirar.

        Mas neste instante, o homem de mascara pareceu incomodado com o ferimento causado pela bala de Eli e tirou a mascara.

        ”Mas este homem…”, pensou Eli. ”Onde foi que vi este homem?Espere… foi… foi… ele…na chácara… na chácara de Graça…”

        O homem recolocou a mascara e apontou novamente a arma para Eli. Depois apertou o gatilho…

***

        ”Lucas”, começou Jonas. ”Eu vou falar algo e já sei que você não vai gostar”, Jonas respirou. ”Você está fora da missão a partir de agora”

        Lucas olhou assustado para Jonas.

        ”Como?”, questionou ele. ”Me diga que isso é mentira!”

        ”Não é mentira”, falou Jonas secamente. ”Hoje á tarde, você será escoltado por Richard e James de volta ao quartel”

        ”Mas por quê?!”, perguntou Lucas demonstrando a surpresa.

        ”Isso é para seu próprio bem”, explicou Jonas. ”Queremos que você fique seguro, porque nesta situação que você está não pode fazer nada para ajudar e ainda pode cair fácil nas mãos do assassino”

        ”Você não pode fazer isto comigo Jonas”, Lucas estava ficando nervoso. ”Eu preciso acabar com este assassino! Por João!”

        Jonas não deu atenção e andou em direção da porta.

        ”Desculpe”, disse Jonas abrindo a porta. ”Já me decidi, e isto será feito de um jeito ou de outro”

        Dizendo isto, Jonas fechou a porta.

        ”Não pode fazer isso!!”, gritou Lucas desesperado. ” Você não é nada aqui! Nada! Não faça isso! Não faça! Jonas!”

***

        Beatriz, Bruna e Thais haviam acabado de chegar quando Jonas descia a escada.

        ”E então”, perguntou ele. ”O que Joana disse?”

        ”Jonas”, falou Bruna. ”Joana está morta”

CONTINUA…

Por Naor Willians

DETETIVE – CAPÍTULO 28


Os detetives já estavam de volta à chácara. Eram exatamente meia noite e cinqüenta.

        Bruna estava no quarto refletindo sobre as palavras de Jonas.

        ”Um dos guardas”, pensou ela deitada na cama. ”Será mesmo?”

        Mesmo que Bruna quisesse dormir, não conseguiria. Igualmente aos outros que ainda estavam todos acordados. Afinal, quem conseguiria dormir?

        ***

        Jefferson cruzou a porta do quarto. Tinha acabado de tomar um banho para relaxar. Agora ele iria contar para Lucas o que havia acontecido. Ele havia pedido para ninguém ir até o quarto, pois ele daria a notícia para Lucas.

        Quando Jefferson olhou para dentro, ficou pasmado. Lucas estava dormindo.

        Ele se aproximou e balançou o ombro de Lucas que rapidamente acordou.

        ”Voltaram?”, Lucas sentou. ”E então me conta o que foi que aconteceu?”

        Jefferson respirou fundo.

        ”Pedro está morto”

        Lucas quase saltou da cama quando ouviu isto.

        ”Como?”, questionou ele

        ”A casa de Pedro explodiu com ele dentro”, respondeu Jefferson

        Lucas ficou parado por alguns segundos, tentando processar as informações.

        ”Quer dizer que ele morreu?”

        ”Na verdade Pedro teve o que mereceu”, disse Jefferson irritado

        ”Mas…”

        ”Pense bem Lucas”, interrompeu Jefferson. ”Ele quase te matou! Então esse castigo se encaixou nele”

        ”Não estou triste porque ele morreu”, explicou Lucas. ”Se ele morreu isto quer dizer que ele não é o assassino!”

        ”Você sabe que não”, o rosto de Jefferson estava meio sombrio

        Lucas engoliu a saliva. Nenhum dos dois imaginava que um bisbilhoteiro estava do lado de fora do quarto escutando toda a conversa…

***

        Estava amanhecendo novamente na chácara, enquanto na biblioteca Jonas analisava o revolver que Pedro havia lhe entregado. Ele havia passado a noite inteira lendo sobre tudo que tinha a ver com Pedro inclusive seu parentesco entre outras coisas.

        Neste instante alguém bateu na porta. Jonas estava tão atento aos detalhes naqueles últimos três dias que percebeu rapidamente que quem batia na porta era Kelvin.

        ”Pode entrar ”, disse Jonas colocando a arma sobre a mesa      Kelvin adentrou segurando uma xícara de café nas mãos.

        ”Bom dia”, disse ele logo que entrou.

        Jonas retribuiu o gesto.

        Kelvin se assentou na cadeira antes de dizer o que pretendia. As mãos dele tremiam um pouco e estava mais ofegante do que o de costume.

        ”Eu gostaria de deixar pra depois, mas eu já agüentei a noite inteira pra poder falar isso”

        Jonas olhou atenciosamente para Kelvin.

        ”O que foi que aconteceu?”, perguntou ele

        Kelvin engoliu a saliva e respirou fundo antes de começar.

        ”Ontem à noite quando vocês voltaram da casa de Pedro”, começou ele. ”Bem, eu…”

        ”Com licença”, soou uma voz abrindo a porta da biblioteca.

        Era Bruna.

        ”Ah! Desculpe”, disse Bruna vendo que incomodava.

        ”Não se preocupe”, falou Jonas levantando. ”Acho bom você ouvir o que o Kelvin tem pra falar”

        Kelvin olhou desconfiado, mas aceitou a idéia.

        Bruna fechou a porta com cuidado ao perceber que o assunto parecia sério.

        Kelvin esperou um pouco e depois continuou.

        ”Bem, ontem à noite, depois que todos chegaram da casa de Pedro… eu ouvi… bom…”, as palavras estavam presas na língua de Kelvin. ”Eu ouvi Lucas e Jefferson conversando. E os dois estavam felizes pela morte de Pedro, faltou só soltarem um rojão pra comemorar”

        ”Ora, como assim Lucas e Jefferson? Eles nunca fariam uma coisa dessas”, retrucou Bruna

        ”Na verdade Jefferson estava até mais calmo, porém Lucas estava feliz, nem parecia o mesmo Lucas de antes”, explicou Kelvin

        Jonas andou de um lado para o outro pensando no que fazer.

        ”Mesmo que seja o Lucas”, disse Bruna. ”Isso não pode ficar assim. Jonas você deve dar-lhe um castigo para que ele saiba que não tem nada de grandioso na morte de alguém”
”É, a Bruna tem razão”, concordou Kelvin. ”E olha eu até tenho um castigo muito bom que vai deixa-lo na linha… tire-o da missão”

        Jonas olhou para Kelvin meio assustado.

        ”Como assim?”, questionou Jonas sem entender. ”Você quer que eu o mande de volta ao quartel?”

        ”É”, assumiu Kelvin

        ”Pensando bem”, falou Bruna. ”Não é uma má idéia”

        Jonas desprezou a atitude dos dois, não havia sequer uma lógica naquilo.

        ”Pense bem Jonas”, insistiu Bruna. ”Lucas não vai ser útil aqui, ele ainda está ferido e é um alvo fácil para o assassino. Tirando-o daqui vamos garantir a segurança dele e também ele poderá ser melhor tratado na cidade”

        Jonas pensou. O ponto de vista de Bruna não era tão ruim assim, apesar de condenar um colega tão friamente dessa maneira, mas por outro lado Lucas tinha que ser castigado pelo comportamento.

        ”Está bem então”, concordou ele por fim. ”Richard e James levaram Lucas embora hoje mesmo”

        Neste momento, ouviu-se o barulho de alguém batendo na porta.

        ”Que entre”, falou Jonas

        A porta se abriu e Thais e Beatriz entraram.

        ”Jonas”, disse Thais. ”Eu e Beatriz iremos à casa de Joana pra conversar sobre a morte de Pedro”

        ”Eu concordo com essa idéia, mas eu acho melhor a Bruna ir junto com a Bia, pois você não está totalmente recuperada”, explicou Jonas

        ”Não se faça de bobo Jonas!”, falou Thais. ”Você sabe que eu me recupero num segundo! E também não vou agüentar ficar de molho naquele quarto!”

        Jonas sorriu.

        ”Está bem”,disse ele. ”Mas levem suas armas e tomem cuidado com tudo”

        ”Vou com vocês!”, Bruna aproveitou o embalo.

        As três saíram deixando Kelvin e Jonas a sós.

        ”Não se preocupe com Lucas”, adiantou Jonas. ”Eu falo com ele”

        Dizendo isto, Jonas andou em direção da porta.

***

        Haviam se passado cerca de cinco de minutos desde que Beatriz, Thais e Bruna haviam saído da chácara de Graça. Elas já estavam em frente ao portão da casa de Joana esperando serem atendidas, mas ninguém saia para fora.

        ”Estou achando que a Joana não está aí”, comentou Bruna

        ”Mas para onde ela teria ido?”, questionou Beatriz

        Bruna olhou para os lados e observou o deserto em todos os lados.

        ”Acho melhor nós irmos embora, parece que Joana não está mesmo aqui”, insistiu Bruna

        ”Não entendo”, falou Thais. ”Para onde ela pode ter ido, sendo que não existe ninguém pra estes lados”

        ”Vamos embora”, disse Bruna andando de volta em direção da chácara de Graça

        Thais começou a acompanha-la meio desconfiada e resmungando um pouco.

        ”Esperem!”, retrucou Beatriz empurrando o portão e entrando no quintal

        ”O que você pensa que vai fazer?”, perguntou Thais acompanhando-a

        ”Gente essa não é uma boa idéia”, comentou Bruna

        ”Ora Bruna”, insistiu Beatriz. ”Olhe ao seu redor, isso está muito estranho, está muito quieto aqui e para onde poderia uma mulher que não conhece ninguém à não ser seu jardineiro que na verdade já está morto”

        Thais assentiu e começou a avançar em direção da casa.

        Bruna exitou um pouco, mas cedeu e acompanhou-as na entrada da casa.

        A porta estava trancada e as janelas também.

        ”E agora? Está tudo trancado”, falou Bruna procurando uma desculpa para ir embora

        ”Com licença”, disse Thais se aproximando da porta e retirando sua arma da cintura. ”Eu tenho uma vasta experiência com portas”

        Dizendo isto, Thais deu dois tiros na maçaneta que estourou sem se quer dar resistência.

        Beatriz empurrou a porta devagar, adentrando cautelosamente pelo estreito corredor que dava na sala. Mas antes que pudesse chegar ao fim do corredor ela já viu algo que lhe fez tremer todo corpo.

        ”O que foi?”, perguntou Thais

        ”Não pode ser”, resmungou Beatriz parando de andar

        Thais prosseguiu, mas chegou para ver uma cena horrível marcada pelo dor.

        ”Oh! Droga”

        Joana estava pendurada de cabeça para baixo por um cabo de aço grosso. Havia sido sufocada. Mais o mais horrível eram seus filhos degolados no chão.

CONTINUA…

Por Naor Willians

BLOG “OS DETETIVES” SERÁ RETOMADO


Caros leitores,

Venho avisar os senhores que o blog “OS DETETIVES” será continuado. Devido o grande interesse pela série , que inclusive está superando CASTLE ROCK e a grande quantidade de e-mails que estou recebendo reabrir o antigo blog da série e em breve haverá a estréia dos últimos atuantes que ainda não estrearam que são organização C.H.I.L.D. e o VINGADOR NEGRO, este ultimo passando-se no velho oeste americano. Engana-se quem acha que o VINGADOR NEGRO não terá contato com os demais colegas por causa da diferença temporal. Aguarde para saber como.

Notem que o ARANHA NEGRA estreará neste blog, mas suas aventuras como todos os outros serão também publicadas no blog OS DETETIVES.

Após as aventuras serem publicadas lá é que serão publicadas aqui em CONTOS.BR. Estou estudando a viabilidade do Blog Castle Rock e Nas Sombras de Castle Rock voltarem à ativa.

O blog OS DETETIVES voltará às atividades na próxima segunda-feira 9 de abril de 2012.

Obrigado pela atenção.

Alci Santos – Editor