PINÓCCHIO E OS CONTOS DE FADAS – BAMBOLA DI LEGNO – CAPÍTULO 04


CBR-PCF-BDL-C04-(10/08/2013)

Um ser caminha em direção à janela da casa de Gepeto. Este não pede nem licença, dá vários passos para a esquerda e  vai entrando na marra. No interior, vislumbra a pequena lareira acesa da casa onde começa a se aquecer. A noite está fria. Mais à frente  vê logo a variedade de brinquedos e relógios tão bem talhados em madeira. Viu também caixinhas de musica. Mas uma coisa chama a atenção dele: Um boneco que era bem diferente dos outros.

De repente…

– Pronto agora é só dar a pintura final e ele parecerá um menino de verdade – disse Gepeto com um vidro de tinta e um pincel nas mãos. Atrás dele um gatinho fofinho preto e branco miando mimosamente.

Dez minutos depois, Gepeto perguntou ao gatinho

– E então Fígaro? O que acha? Está bom?

O gato miou 2 vezes olhando para Gepeto como estivesse entendendo a pergunta, mas fez cara de poucos amigos junto com a peixinha Cleo que nadava dentro do aquário quando logo depois perguntou se o nome Pinócchio estava bom.

Gepeto pegou o boneco e perguntou  para ele o que achava e mexendo sua cabeça em um movimento afirmativo disse:

– Estão vendo? Ele acha que está bonito. Então seu nome será Pinócchio

À noite quando todos dormiam, inclusive nosso visitante misterioso, a fada começou a agir. Entrou na casa e olhando para Gepeto dormindo disse:

– Gepeto, você dá felicidade para tantas pessoas, inclusive crianças, com suas construções então você participará dessa felicidade. Sei sobre seu desejo de ter um filho, e ele começará a ser real a partir de agora.

Foi até o boneco e disse:

– Pinócchio, acorde, a partir de agora você está vivinho da silva. E com isso bateu com sua varinha três vezes na cabeça de Pinocchio e ele começou a se espreguiçar. Olhou para o visitante misterioso e disse:

– Grilo, agora você tem inteligência, poderá falar e será a consciência de Pinocchio. Seu nome será de agora em diante Grilo Falante.

CONTINUA…

Por Alci Santos

PINÓCCHIO E OS CONTOS DE FADAS – BAMBOLA DI LEGNO – CAPÍTULO 03


CBR-PCF-BDL-C03-(10/04/2013)

Chegou o dia de formatura da primeira turma de carpinteiros. Gepeto antes de dar os certificados, resolveu  falar para os alunos…

– Senhores alunos do primeiro curso de carpintaria, tenho a honra de anunciar que todos foram aprovados. Analisei várias vezes o boneco de madeira e notei que a qualidade é a melhor possível. Isso dá a todos a aprovação no curso. Tenho certeza que a partir de agora vocês já podem abrir sozinhos ou em grupo uma carpintaria. Eu sugiro que seja em grupo pois um poderá ajudar o outro a manter a qualidade.

Durante o lanche que foi feito no salão principal, o dono da Escola, senhor Berilo falou alto para todos ouvirem…

– Eu tinha certeza que essa turma seria de alto nível, pois o professor foi unânime para os alunos. Acho se o Sr. Gepeto não aceitasse ser o mestre, a turma não tinha dado tão certo.

– E pelo motivo do mestre ter sido a referência eu, em conjunto com todos os alunos aprovados resolvemos como agradecimento lhe dar um presente.

– Não é necessário. Eu apenas cumpri a minha obrigação.

– Mas claro, exatamente por isso e por ser brilhante, nós entregamos esse presente.

Berilo entregou uma caixa até certo ponto grande a Gepeto e este não teve como recusar.

Gepeto abriu a caixa e teve uma grande surpresa:

– Minha nossa! O boneco de madeira que a turma construiu!

– Estamos felizes em ver que gostou do boneco. É um presente da escola e dos alunos para você.

– Eu estou muito honrado em receber um presente tão maravilhoso.

Depois disso, a turma seguiu com musica bebida e comida para todos.

Gepeto saiu da escola levando a caixa. Quando chegou a fada aguardava invisível.

O boneco ficou pendurado em um prego na sala.

– Ai quem dera que eu tivesse um filho. Minha vida ficaria mais alegre – gemeu Gepeto

Ouvindo isso, a fada reconheceu a deixa para inicio do conto. Jogou pó mágico e tudo começou.

A fada com pena do homem resolveu dar vida ao boneco.

CONTINUA…

Por Alci Santos

PINÓCCHIO E OS CONTOS DE FADAS – BAMBOLA DI LEGNO – CAPÍTULO 02


CBR-PCF-BDL-C02-(09/04/2013)

No dia seguinte, na “Scuola per giovane apprendista di Collodi”…

– E então rapazes… como está o boneco?

– Já criamos as partes: Cabeça tronco e os braços e as pernas professor Gepeto.

Gepeto pegou as partes do boneco e analisou a qualidade. Parece que os rapazes estavam tendo o melhor bom gosto possível, pois até ali o trabalho estava invejável.

– Rapazes tenho que lhes parabenizar pelo bom trabalho. Se continuarem assim, na montagem, vocês vão tirar a nota máxima.

Desde esse dia os alunos da atual turma ficaram muito felizes.

Nisso…

– É aqui que permanecerei. É a única casa que tem esse brilho. Está escrito em uma tabuleta: “Geppetto: Servizi di carpenteria”.

A fada entrou na casa usando magia para abrir a porta. Apesar da fada ser portadora da magia, ela não podia passar por dentro da mesma em estado natural.

Na entrada da Cidade das fadas…

– Que droga, sempre eu para fazer esse serviço e ele fica só descansando. Eu tenho pena das pobres. Depois como vão continuar suas vidas? Vou fazer isso pela ultima vez. Depois vou me afastar do mestre Humbet.

Musgo andou mais um pouco e pôde ver o portal brilhando. Somente os seres que tiverem magia em si poderão ver a entrada do portal.

Musgo era filho de um mago que fora rejeitado pela ordem principal dos magos. Ele não conseguira se desenvolver com os poderes que um mago tinha. Seus poderes eram reduzidos.

Um dia lutou contra uma bruxa que era apaixonado e quase ia perecendo, quando criou uma pedra no caminho dela e a mesma caiu quando corria. Quando a viu no chão, pulou em cima dela e a beijou com todo o seu amor.

No mundo das fadas, um beijo sincero de amor, pode acabar com determinadas magias, desde que o amor seja correspondido.

Imediatamente a bruxa passou para o lado do bem, pois ela revelou que era apaixonada por ele tempos depois.

Assim, resolveram casar-se e trabalhar unicamente pelo bem.

CONTINUA…

Por Alci Santos

PINÓCCHIO E OS CONTOS DE FADAS – BAMBOLA DI LEGNO – CAPÍTULO 01


CBR-PCF-BDL-C01-(20/07/2012)

– E então rapazes? Entenderam a parte básica?

– Sim, seu Gepeto. O Sr. Explica muito bem e demonstra do mesmo jeito – falou um rapaz que estava em uma das cadeiras da oficina de aula.

– Eu tive uma grande idéia que vai fazer com que cada um de vocês tenha um bom aprendizado.

Faremos um projeto  de construção de um boneco de madeira. Esse trabalho será feito em equipes de cinco. Cada equipe terá como obrigação de entregar uma parte dele. Esse trabalho valerá nota. Eu observarei o produto final e verei se está bem construído ou precisa melhorar. Esse projeto já será metade da prova. Começaremos amanhã, então preparem-se. Estão liberados por hoje.

Uma hora depois, em outro lugar…

– Chegamos Musgo. Agora é com você – falou Humbet depositando toda sua confiança no assecla.

– Pare com isso Musgo. Se ficar pensando muito, vai acabar estragando tudo. Vá confiante e veja como você consegue. Faça da forma que lhe falei.

– Sim, Mestre, você está certo.

Dizendo isso, o rapaz partiu em sua jornada. Ele teria que cumprir uma tarefa  que detestava, pois tinha pena das fadas.

– Musgo ficarei aqui fora da Cidade das Fadas. , pois aqui não serei detectado. Agora vá.

Musgo caminhou por quinze minutos  até chegar em um portal invisível, mas que ele podia ver devido a seu sangue mágico correr em sua veias. Agora era só atravessar o portal e chegar no mundo das fadas.

Collodi meia hora antes…

Um ser gracioso, brilhante e colorido apareceu repentinamente no bosque de Collodi.

– Tenho que identificar onde será  a origem do novo conto de fadas, pois nesse, eu serei a fada madrinha. Agora em qual lar?  Tenho que prestar atenção  nas pessoas na rua e ver se acho o brilho que indicará ser participante do conto. Quando eu ver o brilho, automaticamente saberei qual o meu objetivo.

A fada voou até a cidade e mudou para um visual humano. Agora ela não iria voar para não levantar suspeitas. Andou quase toda a cidade á procura da pessoa participante do conto de fadas e já estava desistindo de procurar naquele dia quando notou a longe uma forma humana brilhando. Era um brilho característico das pessoas que formariam o novo conto de fadas.

Aproximou-se ainda sem falar com o homem, pois somente poderia fazer contato quando o conto tivesse começado e o brilho ficasse mais forte.

CONTINUA…

Por Alci Santos

PINÓCCHIO E OS CONTOS DE FADAS – BAMBOLA DI LEGNO – PRÓLOGO


CBR-PCF-BDL-PRO-(17/05/2012)

Ano de 1880, Collodi, Itália.

Toc! Toc! Toc!

– Quem é? – perguntou o morador da pequena casa de madeira.

– Senhor, preciso falar-lhe – gritou o homem do lado de fora.

O homem que morava na casa já na faixa dos sessenta anos abriu a porta e disse:

– Sim senhor? Em que posso ajudá-lo?

O homem que bateu na porta parecia um janota com roupas caras.

– O Sr. Chama-se Gepeto?

– Sim, o senhor está interessado em mobília? Aqui somente uso bom material. Tenho certeza que não se arrependerá.

– Na verdade, estou abrindo uma escola para jovens e além de professores comuns estou desejando abrir uma oficina de carpintaria. Várias pessoas estão interessadas, mas o pessoal da cidade me disseram que só entrariam se o senhor fosse o mestre. Então gostaria de contratá-lo.

– Hum, eu agradeço a lembrança, mas tenho muitas encomendas para entregar e se assumir essa responsabilidade eu me atrasarei bastante – disse Gepeto com semblante triste.

– Vamos fazer o seguinte: O senhor trabalha pela manhã e tarde com alguns ajudantes que lhe enviarei, com todas as despesas pagas pela escola e à noite o Sr. fará a oficina na escola, o que acha?

– Hum, Sr.?

– Berilo – disse o homem.

– Bom se eu tiver ajudantes para não atrasar minhas encomendas, eu aceito – sorriu Gepeto

– Então estamos combinados. Passe amanhã na escola ao lado da prefeitura para acertar-mos tudo.

 Assim, Berilo foi embora e Gepeto retornou ao seu trabalho.

Mundo das fadas…

– Estou sentindo uma perturbação no véu mágico – falou a fada rainha.

– Senhora, precisamos descobrir o que é isso. Todas as vezes que temos esse tipo de problema, afeta o mundo dos humanos – disse uma das fadas madrinhas.

– Todas as que participam dos contos de fadas, tem que partir agora e tentar descobrir se algo está errado em seus contos. Enquanto isso tenho que partir para a cidade de Collodi, pois parece que um novo conto será criado.

Em algum lugar do mundo mágico…

– Sim, tenho que fazer com que todo o mundo mágico me obedeça.

– Mas mestre, isso não vai ser nada fácil. Eles tem poderes mágicos fortes e os do senhor não.

– É verdade Musgo, mas eu sei de uma pessoa que pode ao menos travar o mundo mágico e para isso não preciso de grandes poderes.

– Será que é quem estou pensando?

– Musgo, economize seus pensamentos.

– Então teremos que fazer o que fizemos de outras vezes secretamente?

– Claro, Musgo, afinal se eu levar algo relacionado à magia para um conto, meus poderes aumentam.

– Ai Mestre, não pode me deixar fora desta vez? Eu tenho verdadeiro horror de arrancar aquilo daqueles seres.

– Não seja fraco, Musgo. Eu só não faço isso pessoalmente, porque naquele local, meus poderes diminuem.

– Eu nunca entendi o motivo disso, Mestre.

– Não seja idiota, Musgo. Você sabe que nossos poderes são de origem maléfica, então se eu entrar em um ambiente contrário serei detectado, mas no seu caso, a coisa é diferente. Os seus poderes são de origem benéfica, porém manipulados para maléfica, então você não é detectado em nenhum dos lados.

CONTINUA…

Por Alci Santos

PINÓCCHIO E OS CONTOS DE FADAS – BAMBOLA DI LEGNO – CAPÍTULO 01


– E então rapazes? Entenderam a parte básica?

– Sim, seu Gepeto. O Sr. Explica muito bem e demonstra do mesmo jeito – falou um rapaz que estava em uma das cadeiras da oficina de aula.

– Eu tive uma grande idéia que vai fazer com que cada um de vocês tenha um bom aprendizado.

Faremos um projeto  de construção de um boneco de madeira. Esse trabalho será feito em equipes de cinco. Cada equipe terá como obrigação de entregar uma parte dele. Esse trabalho valerá nota. Eu observarei o produto final e verei se está bem construído ou precisa melhorar. Esse projeto já será metade da prova. Começaremos amanhã, então preparem-se. Estão liberados por hoje.

Uma hora depois, em outro lugar…

– Chegamos Musgo. Agora é com você – falou Humbet depositando toda sua confiança no assecla.

– Pare com isso Musgo. Se ficar pensando muito, vai acabar estragando tudo. Vá confiante e veja como você consegue. Faça da forma que lhe falei.

– Sim, Mestre, você está certo.

Dizendo isso, o rapaz partiu em sua jornada. Ele teria que cumprir uma tarefa  que detestava, pois tinha pena das fadas.

– Musgo ficarei aqui fora da Cidade das Fadas. , pois aqui não serei detectado. Agora vá.

Musgo caminhou por quinze minutos  até chegar em um portal invisível, mas que ele podia ver devido a seu sangue mágico correr em sua veias. Agora era só atravessar o portal e chegar no mundo das fadas.

Collodi meia hora antes…

Um ser gracioso, brilhante e colorido apareceu repentinamente no bosque de Collodi.

– Tenho que identificar onde será  a origem do novo conto de fadas, pois nesse, eu serei a fada madrinha. Agora em qual lar?  Tenho que prestar atenção  nas pessoas na rua e ver se acho o brilho que indicará ser participante do conto. Quando eu ver o brilho, automaticamente saberei qual o meu objetivo.

A fada voou até a cidade e mudou para um visual humano. Agora ela não iria voar para não levantar suspeitas. Andou quase toda a cidade á procura da pessoa participante do conto de fadas e já estava desistindo de procurar naquele dia quando notou a longe uma forma humana brilhando. Era um brilho característico das pessoas que formariam o novo conto de fadas.

Aproximou-se ainda sem falar com o homem, pois somente poderia fazer contato quando o conto tivesse começado e o brilho ficasse mais forte.

CONTINUA…

Por Alci Santos

PINÓCCHIO E OS CONTOS DE FADAS – BAMBOLA DI LEGNO – PRÓLOGO


Ano de 1880, Collodi, Itália.

Toc! Toc! Toc!

– Quem é? – perguntou o morador da pequena casa de madeira.

– Senhor, preciso falar-lhe – gritou o homem do lado de fora.

O homem que morava na casa já na faixa dos sessenta anos abriu a porta e disse:

– Sim senhor? Em que posso ajudá-lo?

O homem que bateu na porta parecia um janota com roupas caras.

– O Sr. Chama-se Gepeto?

– Sim, o senhor está interessado em mobília? Aqui somente uso bom material. Tenho certeza que não se arrependerá.

– Na verdade, estou abrindo uma escola para jovens e além de professores comuns estou desejando abrir uma oficina de carpintaria. Várias pessoas estão interessadas, mas o pessoal da cidade me disseram que só entrariam se o senhor fosse o mestre. Então gostaria de contratá-lo.

– Hum, eu agradeço a lembrança, mas tenho muitas encomendas para entregar e se assumir essa responsabilidade eu me atrasarei bastante – disse Gepeto com semblante triste.

– Vamos fazer o seguinte: O senhor trabalha pela manhã e tarde com alguns ajudantes que lhe enviarei, com todas as despesas pagas pela escola e à noite o Sr. fará a oficina na escola, o que acha?

– Hum, Sr.?

– Berilo – disse o homem.

– Bom se eu tiver ajudantes para não atrasar minhas encomendas, eu aceito – sorriu Gepeto

– Então estamos combinados. Passe amanhã na escola ao lado da prefeitura para acertar-mos tudo.

 Assim, Berilo foi embora e Gepeto retornou ao seu trabalho.

Mundo das fadas…

– Estou sentindo uma perturbação no véu mágico – falou a fada rainha.

– Senhora, precisamos descobrir o que é isso. Todas as vezes que temos esse tipo de problema, afeta o mundo dos humanos – disse uma das fadas madrinhas.

– Todas as que participam dos contos de fadas, tem que partir agora e tentar descobrir se algo está errado em seus contos. Enquanto isso tenho que partir para a cidade de Collodi, pois parece que um novo conto será criado.

Em algum lugar do mundo mágico…

– Sim, tenho que fazer com que todo o mundo mágico me obedeça.

– Mas mestre, isso não vai ser nada fácil. Eles tem poderes mágicos fortes e os do senhor não.

– É verdade Musgo, mas eu sei de uma pessoa que pode ao menos travar o mundo mágico e para isso não preciso de grandes poderes.

– Será que é quem estou pensando?

– Musgo, economize seus pensamentos.

– Então teremos que fazer o que fizemos de outras vezes secretamente?

– Claro, Musgo, afinal se eu levar algo relacionado à magia para um conto, meus poderes aumentam.

– Ai Mestre, não pode me deixar fora desta vez? Eu tenho verdadeiro horror de arrancar aquilo daqueles seres.

– Não seja fraco, Musgo. Eu só não faço isso pessoalmente, porque naquele local, meus poderes diminuem.

– Eu nunca entendi o motivo disso, Mestre.

– Não seja idiota, Musgo. Você sabe que nossos poderes são de origem maléfica, então se eu entrar em um ambiente contrário serei detectado, mas no seu caso, a coisa é diferente. Os seus poderes são de origem benéfica, porém manipulados para maléfica, então você não é detectado em nenhum dos lados.

CONTINUA…

Por Alci Santos