CORREIO BR: CASA DO TERROR ESTÁ DE VOLTA


Caros leitores:

A partir da próxima segunda feira, dia 25 de abril, estaremos de volta com CASA DO TERROR em sua segunda temporada.

Nesta temporada um repórter investiga uma sociedade que tem certos hábitos estranhos. Não deixe de ler.

Até segunda-feira.

Alci Santos – Editor

VÁ DORMIR BRUCE – PARTE 3 DE 3 – FINAL


– Bruce, acorde. Você tem visita.
Foi a voz que o trouxe de volta. Mas a luz no local ofuscou seus olhos e ele levou a mão
ao rosto para amenizar. Só então notou que a beliche e a cela tinham sumido, ele estava numa sala totalmente branca, vestido de branco, deitado em uma cama branca.
Uma moça de rosto amigável o chamava.
– Onde está? Onde está o Ary?
– Bruce, você foi transferido para cá. Não se lembra?
– Eu… – ele apertou os olhos – Por que? – Você matou o Ary, Bruce. Já faz 6 dias.
Ele sentiu um choque transpassar seu corpo inteiro.
– Por isso te transferiram para essa clínica. Você precisa de tratamentos. Você precisa de ajuda.
– Eu nunca… Ele era meu amigo.
– Eu sei. Não foi culpa sua. Você fez o que precisava fazer. Agora venha, você tem visita.
Bruce levantou e a moça lhe deu alguns bolinhos de chuva enquanto avançavam para uma sala mais ampla onde vários loucos se espalhavam ao redor como vespas. No meio de todo alvoroço, ele enxergou Ray. Sim, era seu grande amigo. Com o casaco de couro, a calça jeans e a camisa azul.
Bruce correu ao seu encontro e o abraçou. Ray retribuiu o abraço.
– Como você está?
– É bom vê-lo – Bruce sorriu, trêmulo.
– Eu soube de tudo. É terrível que a situação tenha se tornado pior.
Bruce abaixou os olhos.
– A Denise virá vê-lo amanhã – comentou Ray.
O rapaz ficou surpreso.
– Então… Ela…
– Ela não está com raiva. Você fez o que precisava fazer.
Ela não estava morta? Bruce abriu um leve sorriso. Então era verdade. Ele não era um assassino.
– Todos sabemos que você pensou que o sequestrador estivesse morto, mas descobrir que Ary era o sequestrador. Cara, até eu teria pirado!
Bruce recuou, surpreso.
– Ary… Ele…
– Sim, cara. Não se lembra? O velho Bill contou toda a verdade e até lhe entregou a arma para fazer vingança.
– Eu… – ele apertou os olhos – Não lembro.
Ray tocou seu ombro. Não estava dolorido.
– Não se culpe. Você é um herói – Ray retirou o casaco – Isso é um presente para você.
Bruce tomou o casaco nas mãos e sentiu o couro entre os dedos.
– Mas é o seu favorito?
– Não importa. Você é um herói e heróis ganham presentes. Até mais.
O horário de visitas havia acabado, mas Bruce estava feliz porque logo Denise viria vê-lo.

Bruce acordou. Nem se lembrava de ter dormido. Mas se espantou quando enxergou a beliche acima de si. Saltou para fora da cama, enxergando Ary dormindo do mesmo modo de sempre. Ele estava na cela.
– Não pode ser… Não pode ser! – o rapaz agarrou as grades tentando arrancá-las.
– Que diabos está fazendo, Bruce? – era a voz de Ary.
O rapaz abaixou a cabeça, frustrado.
– Eu pensei que…
– Pegue um chiclete, cara.
Bruce pegou o chiclete e sentou na beirada da cama.
– Então era só um sonho – ele suspirou.
– O que é um sonho?
– Ary, eu matei minha mulher, não foi?
– Claro que não. Ela veio visitá-lo hoje, não se lembra?
– Eu…
– Vá dormir, Bruce. Você está paranóico hoje.
Bruce se deitou e continuou mascando seu chiclete, apertou o casaco de couro contra seu corpo até adormecer novamente.

FIM

Por Ômega Produções

CASA DO TERROR – A BRUXA – EPÍLOGO


 Depois de ver a bruxa sem movimentos no fundo do bebedouro, ouviu os baques de David na porta do estábulo. Correu então para abrir e salvá-lo.
Correram então para longe do fogo e se abraçaram.
– Finalmente eu consegui matá-la. Você está livre David.
– Matou-a? – perguntou ele meio atordoado.
– Sim, veja.
Mary levou ele até o bebedouro e ela havia desaparecido.
– Não é possível. Ela sumiu.
David então olhou para o boneco no chão com um certo movimento. Correu, pegou o boneco e jogou na fogueira.
Um grito como alguém morrendo no fogo por mil maldições se fez ouvir.
O boneco feito para matar Mary, sem os pregos se tornara o próprio corpo da bruxa.
E agora ela se fôra para sempre.
Esta obra é baseada na série de televisão “Hammer House of Horror” de Anthony Read. Episódio: Witching Time.

Por Alci Santos

ATÉ A PRÓXIMA TEMPORADA.

CASA DO TERROR – A BRUXA – CAPÍTULO 15


 Ela então correu para ligar para ajuda no telefone, mas o mesmo estava mudo. Quando ela desligava, David apareceu dizendo:
– Pare! É você quem vai queimar!
Ela de surpresa correu bastante até chegar na porta do estábulo, mas quando ela ia abrir a porta, ele a agarrou. Ele porém tropeçou no galão de gasolina que virou derramando no chão. Ela aproveitou para se desvencilhar dele abrindo a porta do estábulo e empurrando-o para dentro. Assim trancou a porta com o ferrolho. Quando virou-se viu Lucinda olhando para ela em frente da fogueira.
– Então é você – disse ela com fúria.
– Você perdeu. Agora ele é todo meu – bradou Lucinda dando uma sonora gargalhada.
– Você não existe!
Neste momento Lucinda deu uma gargalhada mais alta e forte ainda.
Mary então tirou o boneco do bolso da calça e perguntou ironicamente:
– Você fez isso? – fez a pergunta sacudindo o boneco nas mãos.
– Sim, fui eu! – gritou a bruxa.
– Então é você que deve queimar bruxa.
Mary se movimentou para chegar em um lugar perto da fogueira e jogar o boneco na mesma, mas quando ia fazê-lo, Lucinda a atacou empurrando fazendo ela cair no chão. Mais uma vez soltou uma grande gargalhada.
A gasolina que saíra do galão acumulou- se na porta do estábulo onde David estava preso.
Lucinda pegou um graveto incandescente e num gesto de feitiçaria apontou para a porta do estábulo criando uma grande chama alimentada pela gasolina do galão virado por David. Depois correu até o boneco e também o pegou.
– Pensa que eu tenho medo do fogo? Ele é o meu elemento – disse a feiticeira soltando outra gargalhada.
Dentro do estábulo, David pedia desesperadamente para sair.
– Ele vai ser queimado! – disse Mary
– Agora ele será meu para sempre – bradou Lucinda.
Mary deu um grito desesperada e saiu correndo em direção a um bebedouro para cavalos onde se encontrava um balde. Aproximou-se de Lucinda com o balde cheio de água e disse:
– Água! É tudo o que preciso. Eu devia saber!
Jogou então a água na Bruxa que deu um grande grito. Correu e afogou-a no bebedouro em meio de gritos animalescos.

Continua…
Esta obra é baseada na série de televisão “Hammer House of Horror” de Anthony Read. Episódio: Witching Time.

Por Alci Santos

CASA DO TERROR – A BRUXA – CAPÍTULO 14


Mary olhou estranhamente para David e perguntou:
– Ela?
– Lucinda. Ela não deixou.
– Pare David. Você precisa lutar contra ela.
– Não consigo.
– David, você não pode desistir. Lute!
De repente Mary sentiu uma grande dor e pediu a ajuda de David. Ele foi até ela e deu um pequeno empurrão para ela sair de sala. Voltou a sentar e abaixou a cabeça. Do lado de fora Mary disse:
– Não desistirei de você David. Trarei um padre para fazer um exorcismo.
Ao ouvir isso, David teve uma mistura de sentimentos. Alegria e tristeza transitavam ao mesmo tempo pela sua mente.
Mary foi para o quarto para se deitar sentindo as maiores dores no corpo. Sentou-se na cama gemendo quando olhou para a parede á sua frente e viu um boneco vodu perfurado por pregos. Um dos pregos estava exatamente no local que Mary sentia a dor. Na sua cintura esquerda. Acima na parede uns mal dizeres: Vadia! Puta!
Ela então sentindo as piores dores foi até o boneco e tirou um por um dos pregos e no ultimo foi como mil agulhas penetrassem em sua macia pele branca.
Um minuto após tirar os pregos, as dores passaram todas. Foi então para a sala de som para falar com David, mas ele tinha sumido. Procurou ele em todos os lugares, até que quando passava pela frente da porta do porão, ele apareceu repentinamente e a jogou lá dentro, tendo ela rebolado pela pequena escada. Em seguida trancou a porta com o ferrolho. Ela chamou por ele várias vezes pedindo para sair, sem resultado, até que ouviu um barulho fora da casa.
David pegara o Jeep e o guardara no estábulo. Mary então começou a procurou algumas ferramentas que a ajudassem a sair dali. Achou um toco de vela e uma caixa de fósforos. Depois com melhor visualização achou um pé de cabra. Mais para frente achou o boneco do vodu.
Enquanto isso, David correu para um grande terreno com mato e começou a capinar. Quando terminou, abriu um buraco no chão e cravou uma tábua na horizontal. Correu então para pegar um grande monte de lenha. Era uma fogueira bem grande. Olhou para a mesma como quem quisesse queimar algo ou alguém.
Enquanto isso, Mary pegou o pé de cabra e andou em direção á porta do Porão que estava trancada. Achou um vão suficientemente grande que desse para inserir a ferramenta. O ferrolho estava velho e bem enferrujado e logo a porta cedeu.
Ela saiu da casa e no quintal logo viu ele jogar gasolina na lenha e atear o fogo:
– Oh meu Deus! Não!
Continua…
Esta obra é baseada na série de televisão “Hammer House of Horror” de Anthony Read. Episódio: Witching Time.

Por Alci Santos

CASA DO TERROR – A BRUXA – CAPÍTULO 13


Na cidade…

– Hum me parece um caso de um poltergeist.

– Um fantasma padre? – perguntou Mary.

– Não. Um espírito do mal.

– O senhor faz exorcismos?

– É necessário que eu fale com o bispo primeiro.

– Será que o senhor conseguiria nos livrar dela?

– Existe a possibilidade, mas pode não dar certo.

O poltergeist pode ser um caso de telecinese causado por alguém que vive na casa.

– Então telecinese é uma forma de telepatia Padre?

– Sim. Há pessoas que conseguem mover grandes objetos e causam confusões fisicamente falando com a força do pensamento.

– E o que o senhor pensa de bruxaria?

– Houve caça ás bruxas no século 17. Um homem chamado Amos Franklin era um caçador de bruxas naquele tempo. Ele era um puritano fanático.

– O Senhor já ouviu falar de Lucinda Jessup?

– Sim, se não me engano era uma bruxa julgada naquele tempo que conseguiu escapar. Nunca a encontraram.

Mais tarde, em uma clareira da fazenda…

– Você precisa estar lá. Eu preciso de você Charlie.

– Sinto muito Mary, mas prefiro não me meter nisso. Não posso correr o risco de me envolver.

– Mas você já está envolvido – disse ela em tom sério.

– Sim, mas não pareço estar.

Mary fez uma cara de choro e disse:

– Eu não estou mais suportando essa situação. Tenho que ficar com ele até tudo se resolver, mas…

– Mary, você é minha paciente. Eu não posso! Seria estranho eu me envolver desse jeito. Traria suspeitas.

– Seu canalha.

– Querida eu sinto muito.

– Eu também. Pelo visto você não está nem aí para mim. Quando as coisas se complicam…

– Você sempre soube de como era a situação Mary.

Mary olhou feio para Charles e disse:

– Ah é assim? Então nós terminamos aqui. Fique longe de mim ou espalho o caso do Dr. Charles para os jornais do país inteiro saberem quem é você.

Charles abaixou a cabeça, abriu a porta do carro e foi embora. Mary montou em Muffin e retornou para a fazenda.

Mary retornou em alta velocidade para a fazenda enquanto David estava tendo pesadelos. Cada vez mais Mary aumentava a velocidade, até que em uma determinada parte do caminho quando David acordara sobressaltado, Lucinda apareceu e falou determinadas palavras e neste momento Muffin empinou-se. Mary caiu e desmaiou.

Três dias depois, no hospital da cidade…

– Quando posso ir embora enfermeira? – perguntou Mary

– Só o doutor pode responder.

– Estou internada aqui há três dias e meu marido me preocupa.

– Como você se sente? Ainda tem dores?

– Sim ainda sinto um pouco nas pernas e nos braços, mas se não há nada quebrado, eu quero voltar para a fazenda.

– Espere mais um dia. Nada acontecerá com seu marido e dê graças você ter sido encontrada pelo seu empregado.

– É ele aparece uma vez por semana para colocar tudo em ordem. Vou recompensá-lo quando ele aparecer novamente.

No dia seguinte, Mary conseguiu obter alta. Desceu de um taxi na fazenda, entrou em casa e ouviu um som de órgão muito alto.

Foi até a sala de som, e ao abrir a porta viu David sentado. Chamou-o duas vezes e como ele não notasse, desligou o som na tomada.

David olhou para ela e disse:

– Você voltou Mary? Você está bem agora?

– Sim, estou melhor. E você?

– Sinto muito pelo Muffin. Tiveram que sacrificá-lo por causa da fratura que ele sofreu.

– Você não foi me visitar.

– Todos os dias eu queria. Mas ela não deixou. Eu tentei vária vezes até sair escondido mas ela sempre descobria que eu ia lhe visitar e me impedia.

Continua…
Esta obra é baseada na série de televisão “Hammer House of Horror” de Anthony Read. Episódio: Witching Time.

Por Alci Santos

INFORMAÇÕES SOBRE POSTAGENS EM 2016


Olá a todos.

É com grande alegria que informo a todos que as duas séries em publicação já foram terminadas. Elas já estão agendadas para serem publicadas até o final deste ano.

CASA DO TERROR – A BRUXA, encerrará no dia 29 de dezembro de 2015.

12º DP – A MÃO NA CAIXA, encerrará no dia 30 de dezembro de 2015.

No dia 31 teremos a postagem final deste ano que será algo relacionado ao ano novo.

                                                                         ***

Em 2016 as postagens de terceiros estarão mais ativas.

Teremos algumas minisséries novas como GEMINIMAN – O HOMEM INVISÍVEL, baseada na série dos anos 70 e O HOMEM DO FUNDO DO MAR, também baseada na série dos anos 70. Essas séries tiveram apenas uma temporada e na medida do possível que eu for encontrando os episódios, irei postando. Ao fim das postagens dos episódios de tv elas serão continuadas por mim, Alci Santos.

Em relação a minhas séries atuais, manterei neste blog apenas “CASA DO TERROR e 12º DP, onde no primeiro semestre será postada a primeira citada acima e no segundo semestre será postada 12º DP. Essas séries também farão parte do meu site no Recanto das Letras

A série “O VINGADOR NEGRO” também fará parte do acervo exclusivo do Recanto das Letras.

As minisséries “O Homem Impossível” e “Petit” serão exclusivamente direcionados ao meu site no Recanto das Letras enquanto que “Hank” será contado de modo exclusivo em meu site dos Escritores Alagoanos.

Em janeiro de 2016 implantaremos um cronograma para essas séries e minisséries.

Por Alci Santos – Editor