O VINGADOR NEGRO – O BRILHO DA GANÂNCIA – EPÍLOGO


Dois dias depois…
– Aqui está a sua parte Gabriel.
– Obrigado Jeff, agora a mina é toda sua.
– Os rapazes vão ter muito trabalho para tirar todas aquelas pedras que fecharam as galerias principais, mas com a entrada que você mencionou deve facilitar mais. Porque não fica mais um tempo?
– Bem que eu gostaria, mas tenho que cuidar do meu rancho. Espero um dia revê-lo. Se passar por Austin, será muito bem-vindo.
E dizendo isso deu um forte abraço em Jeff, que perguntou:
– Você não é o Vingador Negro, é?
– Gabriel olhou para Jeff e sorriu. Abriu a porta, saiu, pegou seu cavalo na estrebaria e partiu para Austin.

 ATÉ A PRÓXIMA TEMPORADA!

Por Alci Santos

O VINGADOR NEGRO – O BRILHO DA GANÂNCIA – CAPÍTULO 08


– Sou sócio de Jeff nesta empreitada, mas ficarei por pouco tempo, em breve estarei voltando para Austin.
– Bom se não se importam, poderemos falar com os trabalhadores?
– Claro, vou chamar inclusive o homem em questão.
Minutos depois, na frente da mina…
– Ele não está aqui chefe. Deve ter entrado na mina. – Disse o capataz
Um dos trabalhadores confirmou então.
– Ele entrou na mina como se estivesse com pressa.
– Com certeza quer fugir, mas dessa vez não vai. Venham homens.
Os homens do Xerife entraram na mina guiado por Jeff e alguns trabalhadores. Gabriel disse que iria chamar o Vingador Negro.
Os homens avançaram e cada um ficara de guarda em cada acesso principal das galerias.
– Dessa vez ele não vai escapar – disse o xerife.
Enquanto isso…
– Eles pensam que vão ficar com o meu ouro, mas estão muito enganados. Se eu não ficar com ele, mais ninguém vai ficar com o ouro da minha propriedade.
O homem louco tirou de dentro de um saco, algumas bananas de dinamite e acendeu…
Dois minutos mais tarde ouviu-se uma explosão de estarrecer qualquer um aconteceu e as galerias mais fundas ficaram sem acesso.
O xerife ordenou que todos saíssem da mina para evitar riscos de ficarem presos.
Dentro da mina, a explosão fechara todas as galerias. Agora o autor da mesma estava inconsolável.
– Por causa desses malditos perdi todo o meu ouro, Vou embora mas eu voltarei,
De repente…
– Voltará sim, para o hospício de onde saiu – falou uma figura furtiva nas sombras da mina apontando o revolver para o homem.
– Quem é você? O ouro está enterrado, eu não tenho mais nada.
– Eu não quero o seu ouro, mas devolvê-lo para o lugar de onde você nunca deveria ter saído – disse o mascarado todo vestido de negro.
– Eu descobri a sua artimanha ao entrar pelo buraco no fundo da galeria mais interna da mina, mas agora acabou.
– Você não vai me levar para lugar nenhum.
E dizendo isso, o homem sacou sua arma, mas prevendo o movimento, o Vingador Negro pegou o seu chicote e desarmou o homem. Depois, com uma corda que havia levado, amarrou o homem e direcionou o homem para o buraco no final da mina. Para a sorte deles, a parte da saída ficava longe do local da explosão.
Mais tarde, o capataz chegou correndo com Jeff para avisar:
– Chefe, xerife, o maluco se encontra no seu escritório amarrado.
Os homens correram até lá e encontraram amarrado e um bilhete em cima da mesa: que dizia “ Aí está o seu homem xerife. Com os cumprimentos do Vingador Negro”.
– Esse mascarado aparece até por aqui? Pensei que era exclusividade do estado do Texas.
– Quem é esse psicopata de verdade Xerife? – perguntou Gabriel que chegava na sala de Jeff.
– Ele há muito tempo foi o dono destas terras, mas não sabia que havia ouro por aqui e faliu. Teve que vender a propriedade para não morrer de fome, mas foi enganado por uma prostituta e perdeu todo o seu dinheiro. Assim, ficou louco e após matar três prostitutas foi preso e julgado. Decidiu-se então que ele estava louco e que deveria ir para o sanatório de onde fugiu ao saber que havia ouro por estas bandas. Bom, está na hora de ir, temos uma longa cavalgada pela frente.
E assim, os homens e o xerife levaram o louco embora.

 CONCLUI A SEGUIR…

Por Alci Santos

O VINGADOR NEGRO – O BRILHO DA GANÂNCIA – CAPÍTULO 07


Mais um dia exaustivo de trabalho chega ao fim nas minas.
Um vulto sinistro caminha pela mina recolhendo o ouro roubado durante o dia de trabalho.
Este ouro é recolhido e separado antes de haver a contagem geral.
– Finalmente estou conseguindo juntar o montante correto para que eu possa viver bem o resto da vida. Mas ainda falta me livrar de pessoas que querem me impedir de fazer isto. Este ouro é meu e ninguém vai me gatunar.
Enquanto isso na fazenda de Jeff…
– Patrão, chegou o relatório geral de propriedades do estado e junto com ele um apelo do xerife – disse o capataz.
– Apelo do Xerife? Deixe ver.
Jeff abriu o envelope e tirou um panfleto com uma grande foto estampada.
– Aqui diz: “Procura-se homem evadido do hospício da cidade de San Antonio” e mostra a foto junto, veja.
– Humm… já vi esse rosto em algum lugar. Não era tão maltratado como está ai mas tenho certeza que vi. Talvez ele trabalhe para o senhor.
– Tem certeza? Se isso for verdade então temos que avisar o Xerife. Mande um homem agora até o Xerife e diga para ele aparecer aqui amanhã para fazer uma acareação com todos os trabalhadores.
– Sim senhor, patrão.
E assim, mais uma noite se passou sem problemas.
No dia seguinte o Xerife com vários homens chegaram à fazenda. O Xerife foi conversar com Jeff e Gabriel.
– Então quer dizer que ele está aqui Mister Jeff?
– Deixe de “arredondamentos” xerife, é só Jeff. Sim, meu capataz reconheceu o rosto no panfleto. Não comentei nada para não dar na vista mas agora é com o senhor.
– E  Dom Gabriel, o que faz tão longe da sua cidade?

 CONTINUA…

Por Alci Santos

O VINGADOR NEGRO – JUSTIÇA TARDIA, MAS INFALÍVEL – EPÍLOGO


D. Gabriel fôra chamado a cidade pois havia chegado uma mensagem no telégrafo.

Entrou no escritório do telegrafo e pegou sua mensagem. Pegou dinheiro para pagar, mas o telegrafista disse:

– Senhor a mensagem já foi paga no ato do envio.

– Obrigado – agradeceu D. Gabriel.

Abriu  o papel e leu a mensagem que dizia em letras maiúsculas:

“ESTOU CHEGANDO EM BREVE PT PASSAREI UM TEMPO EM AUSTIN PT HEITOR”.

D. Gabriel ficou surpreso. Seu grande amigo Heitor da Califórnia estaria chegando em breve. Agora ele teria uma pessoa em quem confiar.

Na noite seguinte, no rancho…

– E foi isso, D. Gabriel. O gado desta vez foi atacado por adolescentes. Eram cinco. Ouvi o que dava ordens dizer para roubarem tudo e me estarreceu uma coisa.

– O que homem, diga logo! – perguntou D. Gabriel curioso.

– A voz era idêntica a de seu primo Alejandro.

D. Gabriel surpreendeu-se como nunca tinha na vida ao ouvir aquilo.

FINAL DE TEMPORADA!

ATÉ A PRÓXIMA!

Por Alci Santos

O VINGADOR NEGRO – JUSTIÇA TARDIA, MAS INFALÍVEL – CAP.27


Austin…

Fred Mulligan atravessou a rua principal da cidade rapidamente. Ele havia localizado um homem que procurara há tempos. Seu nome era Ship Masterson.

Entrou em um beco estreito onde ouviu um rumor de pessoas conversando.

Ao chegar no fim do beco, Mulligan se surpreendeu com o que viu. Pessoas gritando no meio da rua. Tratava-se de uma aposta entre um negro e um branco e cada um tinha torcida própria não necessariamente negra ou branca.

Mulligan de repente sentiu o cano de um revolver encostar em sua costa.

– Me procurando Mulligan?

– ah!ah!ah! Masterson. Então você me pegou.

– Não me interessa o que fazer com a sua vida Mulligan, muito ao contrário do que você está pretendendo em relação a mim.

– Criminosos são para ser apanhados. Você sabe disso.

– Do mesmo jeito que você sabe que não fiz aquele ato torpe que estão me acusando.

– Masterson, todas as provas estão contra você. Não adianta tentar escapar.

– Eu sei que você não está interessado em minha inocência, pois com ela, você não ganha nada.

De repente um mascarado pula em cima de Mulligan e o soca ferozmente. Quando tenta levantar recebe uma coronhada na cabeça e desmaia.

Masterson assustado, fica paralisado. O Mascarado olha para ele e diz:

– Venha comigo. Precisamos conversar.

-Assim como conversou com o padre falso que matou na diligência? – perguntou Masterson.

– Não ah!ah!ah!. De você quero outra coisa, que dependendo de você poderá te ajudar.

E assim os dois voltaram à rua principal e pegaram seus cavalos e saíram disparados da cidade.

Mulligan depois de um tempo levantou e permaneceu com um galo na cabeça por uns dias.

A SEGUIR: O EPÍLOGO…

Por Alci Santos

O VINGADOR NEGRO – JUSTIÇA TARDIA, MAS INFALÍVEL – CAP.26


O bandido urrou de dor quase não conseguindo levantar-se do solo arenoso. Quando levantou, olhou para o mascarado e disse…

– Seu miserável. Finalmente conseguiu me pegar.

O Vingador Negro retrucou:

– Demorou sim, mas peguei. Ninguém escapa por muito tempo do Vingador Negro! E você não vai escapar dessa incólume. Você merecia muito mais que essa chicotada. Mas vou assistir de camarote a vingança de um pai.

– Como assim? – perguntou Jerry.

– Francisco pode vir.Eu vou deixar você uns instantes com esse imbecil que pensa que pode tudo, mas no fundo, não pode nada. Acho que você merece a chance de dar uns sopapos nele para aprender mais a usar crianças para fazer chantagem.

– Tenha certeza que ele vai se arrepender disso.

O vingador se afastou e deixou Francisco e Jerry juntos para que lutassem. Chamou Lupito para assistir a luta.

– Esse cara nunca vai ganhar do meu pai – disse Lupito.

– Como tem tanta certeza amiguinho?

– Ele era um boxeador quando era mais novo.

O Vingador resolveu observar melhor a luta.

Jerry correu para cima de Francisco tentando derrubá-lo, mas quando chegou perto o bastante recebeu um soco de direita. A lua estava muito bonita nesse dia e deixava quem estava perto ver o que acontecia.

Jerry demorou para se levantar, mas quando estava em pé recebeu uma voadora  que o jogou nas margens do rio desmaiado.

– Pronto vingador. Não tenho mais o vigor de antes mas acho que ele recebeu uma dura lição mesmo com esses poucos golpes.

– Deus me livre de lutar contra você Francisco – disse o Vingador e os três sorriram.

No dia seguinte…

Eu estou muito grato por tudo Vingador Negro. Você será sempre bem-vindo aqui.

Lupito se abraçou nas pernas do mascarado e disse de cabeça baixa, quase chorando…

– Eu não queria que você fosse embora…

O vingador percebeu que o menino se afeiçoara a ele e se acocorou ficando no mesmo nível de Lupito:

– Não fique triste. Nós vamos nos ver muito ainda. E tirou do bolso uma insígnia e deu a ele.

– A partir de hoje você faz parte do clube dos Vingadores. Membro honorário.

 – Obaaaaaa!!!! Viu Pai? Eu sou membro do clube do Vingador!

– Quando precisar estou às ordens.

Lupito pediu para o mascarado o colocar no colo e assim que foi feito, deu um beijo no rosto dele o que fez descer uma lágrima. Depois pôs o menino no chão e seguiu em frente.

Uma hora depois no Posto…

– D. Alvarenga seguirei em frente, mas a cinco quilômetros de Laredo, tenho que parar, pois não é mais minha jurisdição. Se ele tiver passado a fronteira, então nem o Xerife de Laredo poderá ajudar.

– Xerife, eu vou com o senhor. Tenho que encontrar D. Gabriel.

De repente um cavaleiro todo de negro em seu cavalo vai em direção ao prédio do posto e joga um homem que ia na garupa amarrado na frente do imóvel. Em seguida sai em disparada.

Os homens do Xerife ficaram tão surpresos que não esboçaram reação.

– Era o Vingador Negro – disse D. Alvarenga.

O Xerife correu até o posto e viu o homem sentindo dores.

– Ora,ora,ora, se não é o tal Jerry que estamos caçando.

– Xeri-fe… uuuhnnn, ai meu braço… tem um bilhete pra vc no bolso da camisa – disse o bandido.

O xerife abriu o bolso dele e tirou uma pequena folha de papel que dizia:

– Aí está o meliante que lhe prometi. Com os cumprimentos do Vingador Negro.

– Hunf! Esse mascarado gosta de dar presentes…

– Bom, já que o bandido está aqui então está tudo resolvido. Peguem ele e botem em um cavalo com dois homens vigiando. Um na frente outro atrás. Vamos voltar para San Antônio.

D. Alvarenga irritado, perguntou se o Xerife não ia procurar D. Gabriel.

O xerife respondeu:

– O Sr. acha que um janota ia entrar em brigas? Francamente!

Horas depois…

– Aí está o seu D. Gabriel D. Alvarenga ah!ah!ah!ah! –disse o xerife rindo.

– D. Gabriel o senhor está aqui há quanto tempo? – Perguntou D. Alvarenga.

Eu tive problemas no rio, na volta encontrei um homem que morava na floresta, comprei um cavalo dele e voltei para cá. Pensei que estava ocupado, por isso não voltei ao posto, e a propósito Xerife ainda vai cobrar aquele dinheiro do pobre vendedor de frutas?

– Como estou de bom humor porque EU peguei esse bandido, vou liberar. Pode vender a vontade, mas sem confusão.

Neste momento. D. Gabriel deu uma gargalhada.

CONTINUA…

Por Alci Santos

O VINGADOR NEGRO – JUSTIÇA TARDIA, MAS INFALÍVEL – CAP.25


Francisco e Lupito mergulharam bem fundo. O menino que vira D.Gabriel indo para o fundo e Francisco que fora atrás do filho achando que era imaginação.

Em certo momento Lupito olhou para trás e viu seu pai. De repente Lupito apontou em uma direção e o pai do menino viu o corpo de descia devagar até o fundo do rio. Resolveu então a nadar e a salvar o homem. Era D.Gabriel.

Já com o ar lhe faltando Francisco pegou o homem e o levou para a superfície, onde com a ajuda de Lupito colocou na jangada. Imediatamente fez os procedimentos de primeiros socorros. Foi quando D. Gabriel deu três tossidas, voltando à consciência. Quando viu Francisco quis levantar-se, mas este o empurrou de volta.

– Homem, descanse um pouco. Por muito pouco você não morreu afogado.

– D. Gabriel tossiu mais duas vezes e disse para Francisco:

– Obrigado senhor. Estou em dívida.

– Se está em dívida não é comigo e sim com meu filho Lupito.

D. Gabriel olhou para o outro lado e viu o pequeno moleque daqueles que são baixinhos e tem aquele corte estilo dos índios brasileiros. O mesmo sorria bastante e disse.

– Tio o senhor escapou de uma boa. Se não tivesse lhe visto…

O menino falou de uma maneira tão autêntica que D. Gabriel riu.

Depois foram para a orla e D. Gabriel ficou descansando mais um pouco na casa deles que ficava na margem do rio.

D. Gabriel ficou como hóspede até recuperar as forças, foi quando resolveu ir embora.

– Francisco te agradeço muito por tudo e a você Lupito, agradeço por ter salvo a minha vida, mas tenho que ir. Vocês tem minha palavra que a partir de hoje viverão da forma que gostam, mas não mais lhe faltará nada nunca. Dou-lhes minha palavra.

Perto dali…

– Estou sentindo o cheiro de fumaça. Mas não é cheiro de folhas queimadas. Alguém tem uma fogueira acesa aqui por perto – disse Jerry.

O bandido andou mais à frente e localizou a casa onde estavam os mais novos amigos.

Neste momento Lupito saiu pelo outro lado para pegar água no rio. A fogueira crepitava na frente da casa iluminando até o rio.

– Pois é, mas não vai levar isto?

Francisco mostrou o traje do Vingador Negro para D. Gabriel.

-Isto estava preso em sua cintura quando o encontramos.

– Francisco, isso é uma longa história – disse D. Gabriel olhando nos olhos do homem.

– D. Gabriel eu vou pouco à cidade mas das vezes que fui ouvi relatos que tem um homem que procura ajudar a lei que se veste todo de negro. Não precisa falar nada, aqui seu segredo está salvo. Tem minha palavra.

– Eu te agradeço muito Francisco. Tenho medo de pôr em risco a vida das pessoas que convivem comigo, por isso luto dessa forma.

– Eu sei, não se preocupe. Agora entendo tudo. Vá lá atrás da casa e veja o que tem para você.

Um minuto após D. Gabriel sair da sala, o facínora entra em posição a dar uma gravata mortal em Lupito.

– Parado ai homem, ou mato o garoto.

Francisco ao ver Lupito, fez menção de atacar mas o bandido pegou as duas mãos e disse:

– Se você der mais um passo eu quebro o pescoço dele.

Francisco ficou arrasado e teve que obedecer.

– Tudo bem senhor por que faz isso?

– Cale-se. Quero comida e whisky já!

– Senhor não tomo essa bebida. Vivo do trabalho no rio tenho só suco de frutas.

– Você deve estar brincando comigo.

– Não senhor, é a verdade.

Atrás da casa, momentos antes…

– Eu nem estou acreditando no que estou vendo. Meu cavalo e minhas coisas. Francisco deve ter pego durante o período que cai no mar. Ele deve ter vindo sozinho para cá.

Quando ia voltando para agradecer, ouviu a conversa dos dois…

– Então traga logo essa praga de peixe se não quiser que eu mate o moleque e nem pense em fazer algum truque – disse Jerry

– Sim senhor

D. Gabriel rapidamente vestiu as roupas de Vingador Negro e pegou o chicote que estava no cavalo.

Neste momento…

– D. Gabriel me ajude, ele vai matar Lupito – Disse Francisco desesperado.

– Eu não vou deixar, mas volte para dentro e faça o que ele mandar. Ele não pode suspeitar que estou aqui.

– Certo.

O Vingador deu a volta na casa por fora cautelosamente sem que Jerry notasse nada.

Ao chegar próximo à fogueira, pegou o balde cheio d’agua que Lupito fora pegar no rio quando foi capturado.

Aproximou-se da janela e enquanto o homem comia, Lupito olhou em uma oportunidade na janela. Mostrou o balde e o pé. Imediatamente Lupito entendeu.

Jerry comia avidamente um peixe assado quando…

As luzes da fogueira apagaram deixando somente a luz da lua banhando a casa.

Lupito deu um pisão no pé de Jerry e esse gritou. Lupito rapidamente se desvencilhou do bandido e correu para fora. Francisco correu por trás e fechou a porta. Jerry atônito correu para fora e sentiu uma forte chicotada estalar em sua costa.

CONTINUA…

Por Alci Santos